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sexta-feira, 10 de julho de 2026

74º Aniversário da FAP comemorado em Viana do Castelo

  


Viana traz-me sempre á memória o primeiro grande evento de aviação em que participei quando em 1997 movido pela dinâmica Direcção Nacional da Associação de Especialistas da Força Aérea (AEFA) foi organizado em conjunto com o seu Núcleo de Viana do Castelo, à altura dirigido pelo imparável Carlos Jaques, e com um fortíssimo de apoio da Força Aérea Portuguesa (FAP) (era então responsável pelas RP’s outro vianense, o Cor. Carlos Barbosa), bem como da edilidade local, a FAP foi a Viana do Castelo, com uma exposição pouco mais pequena que esta de agora, mas não comparável, mesmo porque os tempos eram outros … já lá vão quase 30 anos!  

As V Jornadas Aeronáuticas da AEFA, realizaram-se então de 8 a 16 de Novembro de 1997, tendo quase por mote por um pequeno texto que tive a honra de ver publicado na Revista Mais Alto (Jun/Jul 1997), [com a versão completa publicada no Porta de Embarque 04],  à altura fez-se uma homenagem ao Eng. João Branco, com a presença da quase totalidade dos seus filhos,  e tendo como peça central da exposição a réplica de um Blériot XI do acervo do Museu do Ar.

Durante as comemorações dos seus 74 anos também a Força Aérea Portuguesa lembrou a memória desse insigne vianense, cerimónia realizada no dia 30 de Junho, e que contou com a presença de várias gerações de muitos dos seus descendentes.

 A réplica do Blériot XI da colecção do Museu do Ar, aqui ainda em Alverca (2004), 
foi a peça central da exposição de 1997, numa das raras saídas. 


A FAP veio a Viana do Castelo comemorar o seu 74º Aniversário num vasto programa de actividades, que se espraiou entre 27 de Junho e 5 de Julho, se bem que na verdade teve início a 13 de Junho, com a inauguração da exposição infográfica alusiva à história da Força Aérea, apimentado por um “flashmob” pela Banda de Música da Força Aérea.

Um programa que versa sempre a interacção com a população, em diversas vertentes, sempre com o intuito de aproximar a sociedade civil da Força Aérea, dando-se a conhecer naquilo que são a sua missão, pessoas  e meios. Compreendeu para além da exposição estática de meios, diversas outras exposições sobre a história da Força Aérea Portuguesa, sobre as grandes viagens aeronáuticas protagonizadas pelos Portugueses e até exposições de pintura. Realizaram-se também diversas actividades desportivas, inúmeras actuações da Banda de Música da Força Aérea, e tiveram lugar ainda as VIII Jornadas Aeroespaciais, e inclusivé um espectáculo nocturno de drones.
 

No dia 1 de julho, dia do Aniversário da Força Aérea Portuguesa foi inaugurado um 
monumento alusivo ao 74º aniversário da autoria do Arq. Miguel Conceição da 
Direcção de Infraestruturas da Força Aérea.
 

Presença constante nas exposições da FAP, um F-16 real, agora acompanhdo de 
drones, satélites e simuladores, continua a ser a componente da arma aérea 
que chama mais à atenção.
 

Destaque para o novo e muito realista simulador de voo de F-16 construído por 
alunos da Academia da Força Aérea, fez as delícias de aficionados e curiosos.


A cerimónia militar teve lugar no dia 4 de Julho, onde foi possível assistir à primeira passagem aérea de uma formação de KC-390, entre outras das diferentes esquadras de voo a FAP.

No dia 5, último dia do programa comemorativo, teve lugar a Celebração Eucarística e Sufrágio, e a demonstração de capacidades aéreas por diversas das esquadras de voo, concluindo o programa com o arriar das bandeiras.

O dia da demonstração das capacidades aéreas foi, para muitos de nós, como é o caso do autor, o momento alto das comemorações – ver a FAP mostrar as suas capacidades aéreas – já que semans antes  tínhamos todos as esperanças elevadas para um outro evento que, em face de constrangimentos de diversa ordem não foi permitido que a FAP se mostrasse com o já o fez ás Invictas gentes. Em Viana do Castelo, e durante toda a semana a FAP foi dando um ar da sua graça por diversas vezes às gentes minhotas, e no domingo, não defraudou as espectativas de quem ali se deslocou. 

Para o ano, esperamos todos, que por ser o 75º aniversário, possam ter lugar umas comemorações mais pujantes e um festival aéreo de se lhe tirar o chapéu, como outros a que já tivemos oportunidade de assistir. Daqui até lá, não convém perder de vista os 75 anos do DHC1 Chipmunk, à Base Aérea de Sintra, em meados de Setembro.

Deixo-vos com algumas fotos da demonstração de capacidades.

Rui “A7” Ferreira
Entusiasta de Aviação

Nota – O autor escreve na grafia antiga.

Nota do autor - leitura adicional - O Eng. João Branco e o Voo do Blériot





























sexta-feira, 13 de setembro de 2024

EXERCÍCIO MORSA SATER 2024 DE BUSCA E SALVAMENTO TERRESTRE [M2529 - 73/2024]

EH101 Merlin no exercício MORSA SATER 24
O exercício MORSA SATER 2024 decorreu entre os dias 10 e 11 de setembro, destinado a colocar em prática os meios de emergência, em resposta a missões de Busca e Salvamento (SAR) Aéreo, em ambiente terrestre. 

Nele foi colocado à prova a prontidão na resposta das diferentes entidades envolvidas, a coordenação entre os meios e atuação nos locais de operação, sob o cenário simulado de um acidente envolvendo um avião que desapareceu dos radares. 

Pelas 09h00, o Centro Coordenador de Busca e Salvamento de Lisboa (RCC Lisboa) recebeu o alerta para o desaparecimento de um avião civil dos radares, pouco depois do piloto ter relatado problemas técnicos. No momento da perda de sinal, a aeronave atravessava a região de Viseu, depois de ter descolado de Aveiro com destino a Castelo Branco com 13 pessoas a bordo. Desconhecendo o paradeiro da aeronave, e enquanto entidade responsável pelas ações de Busca e Salvamento Aéreo, a Força Aérea acionou os meios aéreos e terrestres para dar resposta à ocorrência, mais concretamente para rastreio do local, por via aérea e terrestre, à procura da aeronave e dos passageiros.

Avião C295M da Esquadra 502 - Elefantes da FAP

Numa primeira fase foi acionado um avião C295M da Esquadra 502, juntando-se logo depois um helicóptero NH90 do Ejército del Aire y del Espacio, que se encontrava nas imediações, e um helicóptero AW119 Koala da Esquadra 552.

Helicóptero NH90 do Ejercito del Aire espanhol      Fotos: FAP

Após terem sido encontrados os destroços da aeronave, percebeu-se que alguns os passageiros tinham abandonado o local, divididos por dois grupos, por forma a encontrarem rede móvel que permitisse contactar os serviços de emergência. 

Helicóptero AW119 Koala da Esquadra 552 - Zangões da FAP

Encontrados os restantes passageiros, alguns juntos a escarpas de difícil acesso, foi deslocado o helicóptero AW119 Koala para proceder ao resgate, juntando-se de seguida o helicóptero EH101 Merlin da Esquadra 751. 

No resultado final do simulacro, foram encontrados todos os passageiros, havendo a registar uma vítima mortal. 

Um plano de operações foi montando pelo RCC Lisboa, contando com o apoio do Centro Coordenador de Busca e Salvamento de Madrid (RCC Madrid). Desde a prontidão na resposta das diferentes entidades à atuação dos meios nos locais de operação, o dia serviu para colocar à prova a atuação numa missão de Busca e Salvamento terrestre, num cenário bastante exigente com açāo repartida em três diferentes locais.





Helicóptero EH101 Merlin da Esquadra 751 - Pumas da FAP

O avião C295M e os helicópteros AW119 Koala e EH101 Merlin, da Força Aérea Portuguesa, e o helicóptero NH90 espanhol, testaram a capacidade de monitorização do local de um acidente envolvendo um meio aéreo em ambiente terrestre e consequente recolha de sobreviventes (alguns com diferentes lesões) e vítimas mortais. Todos os procedimentos foram acompanhados pela açāo das equipas de Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Guarda Nacional Republicana (GNR) e Bombeiros que se encontravam no local, seguindo ainda equipas de saúde do Núcleo de Evacuações Aeromédicas da Força Aérea. 

Um dia cheio e exigente para os participantes do MORSA SATER 2024, que terminou na Base Aérea nº8, em Ovar, com o debriefing da missão e cerimónia de encerramento do exercício. O Coronel Agostinho Rocha, Chefe do Centro de Operações Aéreas da Força Aérea, agradeceu a participação de todos realçando a oportunidade que estes exercícios oferecem e a "importância da missão de Busca e Salvamento com interoperabilidade".

O MORSA é um exercício que se realiza desde 2001, duas vezes por ano, como resultado de um acordo de cooperação entre Portugal e Espanha para Operações de Busca e Salvamento Aéreo, onde são treinados procedimentos em ambiente marítimo e/ou terrestre, alternando a organização entre os dois países. O objetivo principal passa por aperfeiçoar a resposta a cenários de missões de Busca e Salvamento Aéreo, treinando a coordenação e interoperabilidade entre diferentes organizações dos dois países participantes, nas diferentes fases de planeamento, execução e apoio.

Texto: FAP
Adaptação: Pássaro de Ferro



quarta-feira, 22 de novembro de 2023

CERIMÓNIA DE RECEPÇÃO DE HELICÓPTEROS PARA COMBATE A INCÊNDIOS [M2449 – 81/2023]

O UH-60A Black Hawk n/c 29802 e o AW119 Koala n/c 29706 na cerimónia de recepção das aeronaves   Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa recebeu oficialmente hoje, 22 de Novembro de 2023, quatro novos helicópteros que vão estar dedicados à missão de combate as incêndios rurais.

Em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que decorreu durante a manhã, no Aeródromo de Manobra N.º 1 (AM1), em Ovar, foram apresentados dois helicópteros ligeiros AW119 Koala (n/c 29706 e 07) e dois de médio porte UH-60 Black Hawk (n/c 29801 e 02).

Leonardo AW119 Koala n/c 29707      Foto: FAP

Os dois Koala irão juntar-se aos cinco do mesmo modelo em operação pela Esquadra 552 - "Zangões", desde 2019, embora fiquem dedicados à missão de combate aos incêndios rurais, através da vigilância e de projeção de forças no terreno.

Sikorsky UH-60A Black Hawk n/c 29801     Foto: FAP

os UH-60 Black Hawk, destinam-se ao combate direto a incêndios e à projeção de forças no terreno, contando para isso com uma cabine que permite o transporte de até 12 passageiros e uma capacidade de carga de 2950 litros. Estes dois helicópteros são os primeiros de um total de seis, que deverão chegar até 2026 e ficarão baseados no AM1 (brevemente a redesignar Base Aérea N.º 8).  

O Gen. CEMFA João Cartaxo Alves durante o discurso     Foto: FAP

Na cerimónia de apresentação das aeronaves, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, destacou o momento como de enorme importância para a Força Aérea e para o país por marcar "o início da construção da capacidade própria do Estado, naquele que era um desígnio nacional sufragado pelos portugueses, no domínio do combate aéreo aos incêndios rurais".

O UH-60 Black Hawk é um helicóptero utilitário bimotor de médio porte, com uma tripulação básica de dois pilotos, transportando até 12 passageiros na cabine. Tal como referido, tem capacidade de largada de 2950 litros de água, possui autonomia de voo de 2h30, um alcance de 555 km e velocidade máxima de 314 km/h.

Painel de instrumentos do UH-60A após modernização        Foto: FAP
Infografia: FAP

O AW119 Koala é um helicóptero monomotor extremamente versátil, cumprindo um leque alargado de missões, como sejam: patrulhamento e observação no apoio ao combate aos incêndios rurais, instrução básica e avançada de voo, busca e salvamento e evacuações sanitárias. Tem capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400 Kg em carga suspensa.

Painel de instrumentos do AW119 MK.II Koala     Foto: FAP

Infografia: FAP

Desde 2018 que o Estado Português transferiu para a  Força Aérea gestão dos meios próprios para o combate a incêndios. Estes quatro helicópteros são os primeiros de 11 a serem operados pela Força Aérea, nomeadamente dois AW119 Koala, seis UH-60 Black Hawk e mais três que serão objeto de concurso de aquisição a ser lançado brevemente.

Estes meios foram adquiridos com recurso a verbas maioritariamente do Plano de Recuperação e Resiliência.


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