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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SU-33 MAGNÍFICOS? (M1869 - 06/2017)

Comparativo da pintura da cauda do último A-7P a voar em 1999 e do Su-33 russo em 2017
O Ministério da Defesa russo revelou este fim-de-semana, imagens do regresso à base terrestre em Murmansk, das aeronaves destacadas naquele que foi a primeira missão de combate do porta-aviões Admiral Kuznestov.

Sukhois, Kamovs, MiGs a aterrar numa base gelada, cerimónias de ocasião e reencontro de familiares. Até aqui nada de estranho.

Sukhoi Su-33 "Flanker D"

MiG-29KR

Kamov Ka-27






Mas espera, parece que conheço aquela "cara" pintada no estabilizador vertical do Su-33 de algum lado! Afinal a Esquadra 304 da Força Aérea Portuguesa que voou o A-7P até 1999, ainda voa... na Marinha Russa. Pelo menos o símbolo, vá.


Aquele tigre...


E diga-se em abono da verdade, quiçá com mais propriedade, dado que os maiores tigres do mundo habitam precisamente... a Sibéria.

Mas qualquer semelhança com o tigre pintado na cauda do A-7P 15521 da Força Aérea Portuguesa, não é seguramente uma coincidência!


Fotos: Min. Def.  Rússia excepto A-7Ps por Paulo Mata



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PORTA-AVIÕES ADMIRAL KUZNETSOV NO MEDITERRÂNEO (M1413 - 35PM/2014)

A silhueta do Admiral Kuznetsov   Foto: Autor desconhecido



O único porta-aviões da Marinha russa na atualidade Admiral Kuznetsov, assumiu o estatuto de navio-almirante, em destacamento com o seu grupo de combate no Mediterrâneo.

A cerimónia começou com a remoção das cruzes de Santo André, que decorreu sob fortes ventos e chuva copiosa.
Segundo a Marinha russa, o mau tempo não intimidou os marinheiros, que não sabem o que significa mau tempo para voar.

De pilotos e marinheiros proscritos devido à operacionalidade intermitente do navio, a força militar em prontidão permanente, o Kuznetsov sofreu algumas atualizações durante 2012 e 2013, maioritariamente no que respeita a sistemas de comunicações obsoletos, estando inicialmente previstas  ações mais profundas, que entretanto não se verificaram.

O regresso do grupo do Kuznetsov ao Mediterrâneo e à base naval russa em  Tartus, Síria é tido como um sinal de que Moscovo não descura os seus interesses junto do regime de Bashar Al-Assad, aliado longa data.

Segundo a imprensa russa, o porta-aviões carrega 22 caças Su-33 "Flanker D", além de helicópteros.

Vídeo:


domingo, 2 de fevereiro de 2014

CHINA CONSTRÓI NOVOS PORTA-AVIÕES (M1408 - 33PM/2014)

Porta-aviões Liaoning da marinha chinesa     Foto: Autor desconhecido

A intervenção de Van Ming, dirigente do partido comunista na província de Liaoning, em que anunciou que em Dalian está a ser construído o segundo porta-aviões, teve grande ressonância internacional.

Por enquanto não se compreende bem o que levou Van Ming a fazer essa declaração, ou se foi ou não coordenada com a direção e as estruturas responsáveis pela proteção dos segredos de Estado. Talvez o dirigente se tenha precipitado, ao tentar sublinhar a realização de um importante projeto nacional pela indústria da sua província.
Hoje, é sabido, com base em fontes abertas, que a China, em 2013, deu início à construção simultânea não de um, mas de dois porta-aviões. O primeiro, de que falou Van Ming, está a ser construído em Dalian e estima-se que possa estar pronto dentro de seis anos. O segundo está a ser construído em Xangai. 
Mas as autoridades desta cidade não fizeram qualquer tipo de declaração sobre o assunto. Pode-se supor que ambos os porta-aviões são construídos segundo um projeto elaborado pelos chineses com base no projeto soviético 1143.5.
Esse projeto serviu de base ao único porta-aviões Admiral Kuznetsov em uso na Marinha Russa e  iniciou-se a construção do Varyag, que foi depois vendido à China e tem atualmente o nome de Liaoning. Um grande volume de documentação sobre o projeto do porta-aviões foi entregue pela parte russa aos chineses nos anos de 1990. 

É provável que os novos porta-aviões sejam uma variante melhorada e aumentada, do Liaoning e utilizem o mesmo sistema de descolagem sem catapulta, com a utilização de um trampolim.
Fotografias publicadas no ano passado mostram que já foram construídas algumas partes do casco do porta-aviões. É impossível esconder da espionagem através de satélite que a construção dos porta-aviões é um facto. Por isso, não faz grande sentido militar ou económico tentar fazer segredo da construção de porta-aviões. 

No entanto, existe um sentido político subjacente ao segredo da construção. A política informativa chinesa em relação a novos sistemas de armamentos parece ser profundamente pensada.
Os projetos complexos de planificação e construção de tecnologia moderna é bastante arriscada. Mesmo nos países desenvolvidos eles são, frequentemente, acompanhados do prolongamento de prazos, de gastos superiores aos inicialmente planeados, de testes falhados e de outros problemas. 
Ao renunciar à divulgação oficial de dados sobre projetos prometedores, é evidente no entanto que a parte chinesa não tenta mantê-lo em segredo. O objetivo parece ser por isso a renúncia à necessidade de anunciar previamente prazos e números que dizem respeito ao projeto, enquanto ainda existir um risco considerável de falha.

Os novos programas são oficialmente revelados numa fase relativamente avançada da sua execução. Os êxitos na sua realização servem para reforçar o sentimento de confiança e de patriotismo em toda a nação, escondendo assim os fracassos precedentes.

Fonte: Voz da Rússia
Edição: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MARINHA RUSSA RECEBE NOVOS MIG-29 (M1290 - 359PM/2013)

MiG-29KUB em testes a bordo do porta-aviões Admiral Kuznetsov   Foto: MiG Corporation

A Marinha Russa recebeu no passado dia 25 de novembro quatro novos MiG-29K/KUB para utilização no seu porta-aviões Admiral Kuznetsov, anunciou o Ministério da Defesa do país:

"O fabricante MiG entregou dois MiG-29K monolugares e dois MiG-29KUB bilugares para operação em porta-aviões" referiu o porta-voz do Min. Defesa a propósito.

O Ministério da Defesa russo assinou um contrato em fevereiro de 2012, para a compra de 20 MiG-29K e quatro MiG-29KUB até 2015. 
As aeronaves irão ser utilizadas no único porta-aviões russo operacional, complementando os Su-33 atualmente em uso.

O piloto de testes Sergei Korotkov a bordo de um MiG-29K   Foto: MiG Corporation

O MiG-29K é a variante naval do MiG-29, com asas dobráveis, gancho de paragem, estrutura reforçada e capacidade multirole. Ao contrário do Su-33 que é destinado apenas a missões de defesa aérea, o MiG-29K pode ser armado com uma grande variedade de armamento ar-ar e ar-superfície, e designadores de alvos de laser.

O modelo até agora estava apenas ao serviço na Índia, passando agora a Marinha Russa a ser o segundo utilizador, o que representa um enorme balão de oxigénio para o gabinete de projetos de caças, que outrora liderou em quantidade e qualidade nas forças aéreas de influência soviética/russa.

Fonte: Ria Novosti
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

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