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terça-feira, 9 de outubro de 2012

PORTA-AVIÕES CHINÊS - ENTRE A PROPAGANDA E A REALIDADE (M724 - 40AL/2012)

Na imagem, o porta-aviões chinês "Liaoning".

A introdução na frota naval da China de um porta-aviões, é um marco histórico mas também simbólico, ao qual não deve ser alheia a próxima realização do congresso do Partido Comunista Chinês, bem como ao importante feriado nacional da China, celebrado em 1 de Outubro.
A introdução desta plataforma na Marinha Chinesa não será, segundo os especialistas, demasiado relevante, digamos, já que ela ainda não representará o objetivo principal das autoridades chinesas. Esse objetivo passará, seguramente, por um ou mais vasos de guerra mais poderosos, eventualmente de propulsão nuclear e que os tornaria mais capazes de transportar mais meios aéreos, de diversos tipos - caças, aviões de reconhecimento e helicópteros - que os apresentassem de facto, como meios dissuasores ou representantes da força e capacidade chinesas e que, em termos geo-estratégicos, materializassem uma peça que fizesse pender os equilíbrios militares daquela região em favor da China.
Seja como for, a introdução do Liaoning na panóplia da Marinha Chinesa é mais um passo no sentido de a dotar com uma frota de porta-aviões.
As recentes tensões com o Japão, a questão de Taiwan e, mesmo que não claramente admitido, estabelecer plataformas de "contra-balanço" ao poderio naval Norte-Americano, vão em conjunto, ao encontro do desejado domínio daquela região do globo e são motivos mais do que suficientes para justificar o ensejo de possuir estes meios.

O avião de treino chinês JL-9 será, provavelmente, um dos meios aéreos a operar neste porta-aviões.

Mas nos círculos diplomáticos internacionais, acredita-se que esta "manobra" terá efeitos mais ao nível do "consumo doméstico", digamos e, quando muito regional, de que propriamente "fazer frente" ao domínio Norte-americano e que este navio será, segundo os peritos, mais para treino das operações em meio aero-naval do que propriamente para usar como meio militar efetivo numa eventual escalada das tensões naquela área.
O tempo, a "propaganda" do regime chinês e a "intelligentzia" internacional tratarão de tornar mais clara toda esta situação, no sentido em que a tradição destes regimes "mais fechados", costuma requerer alguma prudência, à mistura com o ceticismo que se recomenda.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

MODERNIZAÇÃO DOS F-16 DE TAIWAN (M720 - 90PM/2012)

Autor desconhecido

A 1 de outubro de 2012, a República da China (Taiwan) fechou contrato com a Lockheed Martin no valor de 1850M USD para a modernização de 145 F-16A/B Bloco 20, que os transformará na agora designada versão F-16S.
Este programa de atualização incluirá a adição de radar com Active Electronic Scanned Array (AESA) e GPS, bem como upgrades ao nível de guerra eletrónica e noutros aviónicos comuns à frota de F-16 de Taiwan. As modernizações terão como base o modelo F-16V apresentado no início do ano pela Lockheed Martin.

O F-16 está em uso em 26 forças aéreas em todo o mundo. Mais de 4500 aeronaves foram entregues a partir de linhas de montagem em cinco países diferentes. Continua também a ser um programa sem precedentes relativamente a cooperação internacional entre países, forças aéreas e indústria aeronáutica. As modernizações nas diferentes frotas de f-16 continuam a efetuar-se passados mais de 30 anos da entrada em serviço operacional dos primeiros aviões, de modo a manter a plataforma de armas atualizada com os últimos desenvolvimentos tecnológicos e suportar a já longa vida útil do modelo.

Durante o mês de setembro, quando corriam já rumores de que o acordo de modernização estaria próximo, a República Popular da China convocou o embaixador Norte-Americano em Pequim, para lhe transmitir o desagrado pela decisão, considerando mesmo poder colocar em perigo as relações sino-americanas.
A República Popular da China considera Taiwan uma sua província dissidente, mantendo intenções de anexação, se necessário pela força.
Numa altura em que o poderio económico da China se começa a traduzir em poderio militar, os fundamentalismos nacionalistas no país mais populoso do mundo começam também a ganhar força, com reflexos um pouco por todo o sudeste asiático. Tal como no caso da disputa com o Japão das ilhas  Senkaku/Diaoyu recentemente despoletado pela compra japonesa do arquipélago a particulares.








segunda-feira, 30 de abril de 2012

O NORTH AMERICAN F-100 "SUPER SABRE" (M639 - 17AL/2012)

O desenho do F-100 é o típico "flecha", um estereótipo que fez escola durante muitos anos e que, em bom rigor, revela a verdadeira apetência da aviação de combate daquela época para a rapidez. Era essa a valência maior, já que a tecnologia ainda não albergava grandes veleidades no que respeitava à "defesa" do avião.
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O North American F-100 "Super Sabre" é uma das encarnações mais típicas dos aviões de combate concebidos num tempo em que a corrida ao armamento era desenfreada e radicava na omnipresente disputa Leste-Oeste que, quanto mais não seja, suscitou enormes avanços tecnológicos no domínio da aviação militar que, seguramente, também tiveram extrapolações para a aviação civil.
A série "centenária", como ficou conhecida, foi muito famosa e será algo discriminatório estar a escrever sobre qual o mais representativo dessa série histórica. Seja como for, o F-100 foi o mais produzido desta  série. Inicialmente foi concebido como caça, concebido para enfrentar os caças soviéticos, mas acabou por se tornar num polivalente, capaz de missões de ataque e reconhecimento.


O F-100 foi uma das aeronaves que equipou os "Thunderbirds". Talvez uma das provas maiores de que o F-100 era de facto um belo avião e que, por isso, foi merecedor de representar o orgulho alado da nação Ianque em todo o mundo.

Uma imagem que ficou nas memórias da guerra do Vietname. O "Super Sabre" foi também usado noutras zonas de conflito, nomeadamente na Argélia, pela França e na questão cipriota pela FA turca. Este aparelho, apesar da foto ser em preto-branco, revela a tradicional camuflagem (verdes-castanho e cinza nas superfícies inferiores) usada pela aviação Norte Americana no Vietname, bem como o armamento necessário à especificidade das operações naqueles cenários.

Um F-100 com as cores da França, um dos países fora dos EUA que o operou.

A Dinamarca foi outro utilizador europeu do "Super Sabre". A Turquia foi o outro dos operadores europeus.
O Taiwan (um "enclave" chinês) chegou a operar também o F-100, na sua versão A.

Um F-100D preservado pelos EUA e que ainda hoje faz as delícias dos aficionados.

O F-100 era um avião de Mach 1.13 (cerca de 1400 km/h), capaz de voar a 15 mil metros de altitude, com um motor Pratt&Whitney J57-P-21 Turbojet, com afterburner.

A sua característica entrada de ar, oval, integrada na fuselagem, segue de certa forma o "legado" do F-86 e confere-lhe um aspeto curioso quando observado de frente.
No geral, foi um avião de linhas agradáveis e que representou já uma mudança de paradigmas e marcou progressos que, como já se aludiu, marcaram gerações vindouras de aviões de combate.


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