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domingo, 27 de janeiro de 2019

TESTE E AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS DO F-16 NA BA5 [M2017 - 04/2019]

Protótipo da Tape S1.1 dinamarquês carregando bomba Paveway III de 900kg para teste de largada real      Foto: Nuno Freitas

Está a decorrer até ao fim do mês, na Base Aérea nº5 em Monte Real, o Operational Testing and Evaluation (OT&E) do sistema de armas F-16.

Este processo, sobre o qual realizámos um artigo completo publicado na revista Mais Alto, mais não é do que a avaliação operacional da versão Beta do novo sistema operativo do F-16, para os leitores familiarizados com a nomenclatura informática.

É que tal como os vulgares PCs que temos em casa, também os caças de 4ª Geração passaram a ter actualizações periódicas dos seus sistemas (software e hardware), de modo a continuarem compatíveis com os novos armamentos e equipamentos disponíveis no mercado, além de introduzir outras melhorias eventualmente requisitadas pelos utilizadores.

Desde o dia 14 de Janeiro, as forças aéreas portuguesa, belga e dinamarquesa, encontram-se por isso a avaliar o novo Operational Flight Program (OFP ou Tape) S1.1 em F-16 protótipos.

Foto: Nuno Freitas
Foto: Nuno Freitas

Nesse sentido, são voadas missões em cenário próximo da operação real, para validar ou corrigir bugs, antes de serem instalados na totalidade das frotas, para uso operacional.

Apenas deste modo, e quando o F-16 celebra 40 anos de entrada em operação na Bélgica por exemplo, com os restantes países do grupo inicial EPAF (Dinamarca, Noruega e Países Baixos) imediatamente atrás, os seus sistemas continuam na primeira linha da aviação militar mundial.

A frota F-16 belga apesar de ter entrado ao serviço há 40 anos continua perfeitamente actualizada graças às actualizações periódicas dos seus sistemas             Foto: Nuno Freitas

Portugal, apesar de operar o sistema de armas F-16 há menos tempo que os restantes parceiros EPAF, juntou-se ao grupo aquando do programa MLU (Mid Life Upgrade), tendo participado activamente desde então no desenvolvimento dos novos OFP, sendo desta vez o Director de Testes deste OT&E , o TCor Monteiro da Silva, dada a sua experiência operacional e participação em anteriores testes do sistema de armas F-16.

Grupo de pilotos e técnicos portugueses, belgas e dinamarqueses envolvidos no OT&E da Tape S1.1        Foto: FAP

Apesar de Noruega e Países Baixos terem optado por fazer uma avaliação à parte, devido a questões logísticas próprias, Bélgica e Dinamarca deslocaram meios humanos e técnicos para a BA5, de modo a tirar partido das boas condições climatéricas, espaço aéreo disponível e facilidades disponíveis em Portugal, para o efeito.

Aproveitando essas boas condições, a Dinamarca alongou ainda o destacamento em Portugal para realizar o exercício próprio Winter Hide 19, à margem da OT&E do F-16M.

F-16 portugueses, belgas e dinamarqueses durante a OT&E da Tape S1.1        Foto: FAP




sexta-feira, 18 de abril de 2014

DINAMARCA LANÇA CONCURSO PARA SUBSTITUIÇÃO DOS SEUS F-16 (M1542 - 56AL/2014)

F-16AM da Dinamarca

Recentemente a Dinamarca lançou o concurso para vários fabricantes de aeronaves, com vista à substituição da sua frota de caças F-16AM/BM .
A nota do concurso foi enviada para quatro líderes de mercado da aviação militar, a saber : Boeing -F/A-18F Super Hornet, Eurofighter Typhoon - do consórcio europeu, o F- 35A da Lockheed Martin e a sueca Saab - JAS-39 Gripen. Nesta lista, note-se a clara ausência da Dassault Aviation, que poderia concorrer com o Rafale.
Uma primeira decisão pode ser tomada em meados de 2015, com vários critérios essenciais a ter em conta, tais como a modernização dos equipamentos de meia-idade e o custo de manutenção e operação. Além disso, o fabricante que ganhar a compra terá de ser capaz de cooperar com empresas dinamarquesas, numa estratégia para salvaguardar alguns aspetos da indústria daquele país nórdico.
De acordo com autoridades dinamarquesas, a nova unidade da Força Aérea Real da Dinamarca pode entrar em serviço nos anos 2020/2024, altura em que o F-16 terá atingido os 45 anos...
A Dinamarca é uma das partes envolvidas no programa "Joint Strike Fighter" desde 2002. Na verdade, o país participa nos voos de teste e desenvolvimento do F-35.
Sendo um signatário de "Nível 3", a Dinamarca não tem obrigação de comprar o F-35, o que se pode vir a revelar ser uma vantagem, dado o alto custo do aparelho (F-35) e respetiva implementação.
A Real Força Aérea da Dinamarca tem uma frota de 36 caças F- 16AM para missões operacionais  e 10 F -16BM mais vocacionados para a formação de pilotos de caça.

Fonte: DA
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


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