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sábado, 18 de dezembro de 2010

Estamos a ficar velhos ... (M449-7RF/2010)



Há dias em que nos apercebemos que estamos a ficar velhos, não pela turbulência das vistas, pelo tremelicar de movimentos, ou pela da decadência das carnes, mas antes pela crescente frequência com que olhamos para trás medindo o distanciamento das coisas, entre o então e o agora, quais velhotas sentadas junto às portas das casas gesticulando com a voz já perdida: Eu ainda sou do tempo ...

OK.

Adiante.

Dou-vos o exemplo da foto acima, tirada no tempo em que Tancos ainda era uma Base Aérea, de seu número 3, e por lá havia aviões e esquadras de voo, e outras esquadras não menos importantes.
Esta foto, tirada no ano da graça de 1987, com a Agfamatic que aqui já aludi, podemos ver o imberbe do Recruta Ferreira (a.k.a. “Vidrex”) que posava, com ar de posse, com os costados encostados num dos G.91 “decoys” da BA3.
Uma foto sem graça, mas tirada naquela base do “tá-se bem” ... numa tarde qualquer em Junho ou ainda em Maio, quando já tinhamos alguma “cunfia”, ou pelo menos a suficiente, para nos darmos a um passeio depois de jantar e enquanto não era a hora do recolher. Longe ia a ideia da segurança, quer pelo acesso à Zona Operacional, quer também por andar a fotografar edifícios ou material, algo que se calhar não tinha o cunho mais vincado de outras unidades e podiamo-nos das a certas passeatas.
Não tinha sequer então eu a ideia de que iria ficar cada vez mais interessado na aviação militar, e muito menos nas “relíquias”, se não seria impensável não ter fotografado os Fiats todos, e também tê-los identificado muito bem por número de construtor.
Hoje, filho meu que não fizesse isso levava no pêlo quando chegasse a casa!

E como está visto que não vou conseguir colocar a minha filha num local que interesse ao velhote, a ver vamos se me consigo vingar nos netos o que, ainda vai demorar um bocadinho...

... não faz mal, eu espero. (suspiro)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

AS MISSÕES APOLLO E AS ALUNAGENS...



Cheguei a ver uma alunagem uma vez, era eu pequeno, e embora não me recorde que qual seria, tenho essa como uma das poucas imagens da infância, memória de alguns contornos visuais que recordo, ainda que envolvidas numa espessa bruma, a bruma do costume.
Estava eu em casa do meu Tio Manel, era eu pequenito, e segui em directo uma das alunagens, mas, como não me lembro qual foi, fico sem saber a relação que poderia ser mais forte com o que se passou anos depois.
Um dia, bem na realidade foram três, fui a uma das mais prodigiosas cidades do Mundo (como se fosse possível haver alguma melhor que o Porto), a cidade de Londres.
Como se pode imaginar facilmente, e não tendo eu lá ido com o propósito explícito de ver aviões (sim, há por lá muita coisa interessante para ver), mesmo assim, acabei por encaixar no programa alguns, pois um dos museus que tive o privilégio de visitar tinha bastantes, o museu da ciência e tecnologia.
Pois o que sucede é que tive uma oportunidade que só faz sentido para pessoas como nós, e compreendem por isso a sensação de arrepio que, cada vez que se conta uma história como esta se sente (como agora...). E o que foi? Nada de especial, por certo, mas tive a possibilidade de passar (passar mesmo) a mão pelo escudo térmico de uma das cápsulas de uma das missões Apolo, talvez da 11...
 

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