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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

BASE ABERTA EM MONTE REAL: COMO CHEGAR E COMO VOAR [M2431 – 63/2023]


ACESSOS

O dia de Base Aberta em Monte Real, ou mais correctamente da Base Aérea nº5, é já no próximo Domingo 17 de Setembro de 2023. O acesso contudo, será diferente de anos anteriores, pelo que convém planear antecipadamente qual a forma que mais lhe convém. 

A BA5 divulgou nas redes sociais a informação sobre as formas de chegar (e estacionar o carro se for o caso), que a seguir partilhamos.

A entrada na Base será feita exclusivamente por voa pedonal a partir das 10h00.






Publicação original:



BAPTISMOS DE VOO

As informações para as inscrições para os Baptismo de Voo em aeronave militar foram igualmente divulgadas pela BA5, nas redes sociais, e constam do seguinte:

Para se poder candidatar ao voo, basta que levante a sua senha no dia da base aberta.

A cada senha está atribuído um número, que será sorteado.

Se o seu número for o selecionado, irá voar numa aeronave militar.

Para aumentar a sua hipótese de ser sorteado, basta que traga um bem alimentar não perecível, para entrega ao Banco Alimentar, que neste dia também estará presente.

Deste modo, receberá um bilhete “dourado”, conferindo-lhe direito a 3 senhas de sorteio.

NOTAS:

*As senhas deverão ser levantadas até às 12h00.

*Idade mínima para voar - 10 anos.


Publicação original:












domingo, 8 de maio de 2022

NOVO SOFTWARE DOS F-16M DA FAP EM TESTES [M2315 - 32/2022]

Equipa envolvida na campanha de testes na BA5 junto ao protótipo n/c 15109           Foto: BA5
A Força Aérea Portuguesa revelou em notícia no seu sítio de internet, ter decorrido uma campanha de testes da Tape ou OFP (Operational Flight Program - "sistema operativo") S2.3 do sistema de armas F-16 MLU, durante a pretérita semana.

Os trabalhos decorreram a partir da Base Aérea nº 5, em Monte Real, integrados na fase designada “In-country Development Test”, ao longo de 17 missões, e um total de 29 horas de voo.

De acordo com a notícia divulgada pela FAP, o evento, que foi gerido pelos pilotos de teste da BA5, foi acompanhado por uma comitiva de engenheiros americanos da "775th Test Squadron” e do “309th Software Engineering Group”, que irão usar os dados recolhidos para efetuar correções e melhorias no software, antes da implementação na frota operacional a partir de Setembro [de 2022].

Segundo a mesma FAP, a "campanha de testes atingiu todos os objetivos propostos", englobando "o trabalho desenvolvido pelos engenheiros da Direção de Engenharia e Programas e técnicos da “Data Link Management Cell” da Força Aérea, assim como pelas equipas de manutenção e aprontamento da BA5, que garantiram a prontidão das aeronaves a 100%".

O F-16 n/c 15109, um dos protótipos da Tape S2.3 foi captado no radar virtual ADS-B a voar intensamente desde segunda-feira 2 de maio

A Tape 2.3 irá aportar uma melhoria nas capacidades ofensivas dos F-16M portugueses, quer na vertente de luta aérea, quer no ataque a alvos de superfície.

Recomendamos a leitura do seguinte artigo, para uma visão global do que envolve a actualização do sistema operativo dos F-16: 

https://passarodeferro-operations.blogspot.com/2013/01/mantendo-o-f-16-um-caca-de-ultima_6.html






 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

F-16 PORTUGUESES DESTACADOS NA POLÓNIA [M2173 – 91/2020]

Os quatro F-16AM do destacamento português a chegada a Malbork, Polónia       Foto: FAP

Tal como o Pássaro de Ferro informou no início do ano, um destacamento de F-16 estava previsto para a Polónia, ao abrigo das medidas de tranquilização no flanco leste da Aliança (“NATO Assurance Measures 2020”)
Com efeito, quatro aeronaves F-16AM chegaram hoje (4 de Setembro de 2020) à Polónia, completando, com os 70 militares da Força Aérea Portuguesa já no teatro de operações, a Força que irá integrar, durante os próximos dois meses, a missão da NATO.


O contingente português na chegada a Malbork no C-130 da Esquadra 501     Foto: FAP

Os 70 militares, das Esquadras 201  "Falcões" e 301 "Jaguares" da Base Aérea n.º 5 - Monte Real, foram transportados para a Base Aérea de Malbork, no início do mês, através de uma aeronave C-130, da Força Aérea Portuguesa.

VÍDEO: MiG-29 de Malbork escoltam chegada do C-130 com militares portugueses


O dia começou cedo em Monte Real para realizar o voo ferry até Malbork     Foto: FAP

VÍDEO: partida dos F-16 de Monte Real

Os F-16 realizaram uma escala na base belga de Florennes, tendo retomado depois a segunda parte da rota que os havia de levar até Malbork, no norte da Polónia.

No radar virtual ADS-B Exchange foi possível acompanhar a rota de três dos F-16 do destacamento (n/c 15106, 15110 e 15136)          Imagem: ADS-B Exchange

A chegada a Malbork       Imagem: ADS-B Exchange

Esta missão tem como objetivo reforçar o empenhamento no flanco leste da Aliança, através da participação em treinos e exercícios combinados com Forças Aliadas. Pretende-se assim reafirmar o compromisso de defesa coletiva, exercitar a interoperabilidade e dissuadir possíveis ameaças.

O contingente nacional está preparado para efetuar diversas tipologias de missão, com particular relevo para as missões Ar-Ar e Ar-Solo, o que constitui um contributo valioso para o treino das forças e países parceiros da NATO nesta região estratégica.

Este destacamento terá a duração aproximada de dois meses e o comando tático será assegurado pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas da NATO, situado em Uedem, na Alemanha. ​




sexta-feira, 26 de junho de 2020

MINISTRO DA DEFESA VOA EM F-16 [M2157 - 75/2020]



De acordo com fontes não oficiais, o ministro da Defesa Nacional terá realizado esta manhã uma missão em F-16. Depois de ter voado em Alouette III na semana passada, por ocasião da cerimónia de despedida do histórico helicóptero, foi agora a vez de Gomes Cravinho experimentar o voo no actual caça multi-role da Força Aérea Portuguesa, num altura em que se vem falando sobre o futuro desta frota.



O voo decorreu sensivelmente entre as 11h45 e as 13h05, a partir da Base Aérea nº5, em Monte Real.
A missão terminou com a dessalinização do F-16BM n/c 15120 em que voou o titular da pasta da Defesa, e do asa F-16AM n/c 15112, no EOR poente da pista 36. Por essa razão, será de crer que pelo menos parte da missão tenha decorrido em ambiente marítimo.










quinta-feira, 18 de junho de 2020

PRIMEIROS F-16 DO SEGUNDO LOTE DESTINADO À ROMÉNIA DEIXAM A OGMA [M2154 - 72/2020]

À saída da OGMA com a pintura romena       Foto: OGMA

A OGMA anunciou ontem, através da sua conta na rede social Twitter, a entrega à Força Aérea Portuguesa, dos dois primeiros F-16 pertencentes ao segundo lote destinado à Força Aérea Roménia, ao abrigo do contrato assinado entre os dois países a 27 de Janeiro do corrente ano de 2020.



Estas duas primeiras células - números de cauda FAP 15132 e 15135 - estão agora na Base Aérea nº5 em Monte Real, onde aguardam a entrega à Roménia, prevista inicialmente ainda para o mês de Junho. Situações decorrentes da pandemia de COVID-19 poderão contudo impor algum atraso no processo.


A descolagem em Alverca com destino à BA5       Fotos: OGMA


Segundo a mesma planificação inicial, mais duas células têm entrega prevista para Outubro, com a quinta e última do lote, a acontecer já em 2021.






quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

DESTACAMENTO DA 480th FS EM MONTE REAL - [M2096 – 14/2020]


Continua, até 22 de fevereiro, o destacamento dos 18 F-16CJ/DJ da 480th FS de Spangdahlem, juntamente com os 350 militares que tornam possível a operação fora da sua MOB.
Tem sido cumpridas missões juntamente com os F-16 nacionais e partilhado know how em diversas áreas da operação do sistema de armas comum (F-16).








O Pássaro de Ferro agradece ao MC a cedência das fotografias.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

OGMA ENTREGA NOVO F-16 MLU À FAP [M2037 - 24/2019]

A descolagem do 15142 da pista de Alverca rumo à BA5 - Monte Real a 9 de Maio de 2019        Foto: OGMA

A OGMA entregou ontem 9 de Maio de 2019 um F-16 à Força Aérea Portuguesa, após ter sido submetido ao programa Mid Life Upgrade (MLU), portanto o mesmo standard da restante frota operacional da FAP.

Este F-16 com número de cauda 15142, voou pela primeira vez em mais de 24 anos, a 13 de Fevereiro do corrente ano, em Alverca, naquele que foi o voo de experiência, após os trabalhos de modernização realizados na OGMA. A célula F-16A original (n/s 82-0952 - informação não confirmada) foi inibida nos EUA a 15 de Dezembro de 1994, tendo sido fornecida a Portugal integrada no programa Peace Atlantis II (PAII) em 1999, estando armazenada desde então.

O 15142 no voo de experiência a 13 de Fevereiro de 2019       Foto: FAP

A modernização MLU para as células do programa PAII, inclui, além da substituição dos sistemas electrónicos do avião, os programas de melhoramento estrutural Falcon Up e Falcon Star, que aumentam a vida útil da célula em 3000 horas de voo, além das 5000 iniciais suportadas pelos F-16A Bloco 15L, como é o caso.

O 15142 é a primeira de três células F-16 (dois A e um B) a incorporar na frota da Força Aérea Portuguesa, de modo a compensar outras três vendidas à Roménia, além das nove inicialmente previstas (total de 12).

O objectivo inicial desta decisão era manter uma frota de 30 aviões disponíveis para as Esquadras 201 e 301 da FAP. Contudo, com a perspectiva da venda de 5 aviões mais à Roménia, é possível que a frota portuguesa venha a ficar reduzida a 28, caso se confirme o negócio.

Poderá parecer que errámos as contas mas passamos a explicar: aquando da alienação dos 12 F-16 à Roménia, foram adquiridas 3 células adicionais aos EUA (dois A e um B) armazenados até então no AMARG. No entanto, os aviões n/c 15142 e 15143 agora modernizados, são células remanescentes do PA II. Apenas o 15144 (modelo B) é do lote recebido em 2014.
Entretanto, o Ministério da Defesa decidiu modernizar e colocar operacional as duas células A recebidas em 2014 e a última célula A remanescente do PA II, caso a nova venda à Roménia se concretize.

Portanto 30-5+3=28.
25AM e 3BM

Se a venda não se concretizar à Roménia, ficará a frota em 30 F-16: 26 AM e 4 BM, como previsto inicialmente.

Neste momento, com a incorporação do 15142 e por coincidência, estão 28 F-16 MLU baseados em Monte Real.




quinta-feira, 2 de maio de 2019

REAL THAW 2019 - NO OUTONO PELA PRIMEIRA VEZ [M2034 - 21/2019]

F-16 no regresso de uma missão durante o Real Thaw 2015

Realizado normalmente nos primeiros meses de cada ano, o exercício Real Thaw, empenha os meios operacionais da Força Aérea Portuguesa, num ambiente conjunto com meios dos outros ramos das Forças Armadas portuguesas e combinado com forças estrangeiras.

C-130 belga e holandês, C295M da FAP, C-212 Aviocar espanhol e F-15 da USAF no Real Thaw 2016

Desde 2009 com esta designação, o maior exercício de responsabilidade de Força Aérea Portuguesa, tomou por opção a realização preferencialmente durante os meses de Janeiro, Fevereiro ou Março, de modo a poder atrair Esquadras de voo de outros países, normalmente bastante limitadas pela meteorologia nessa época do ano. Até ao momento a edição que se realizou mais tarde, aconteceu em 2011, quando decorreu entre 28 de Março e 8 de Abril.

Este ano porém, o calendário das várias Esquadras da FAP especialmente preenchido durante a primeira metade do ano, impossibilitaram manter o exercício fiel à época que lhe deu o nome (Thaw - Degelo).

Nomeadamente, e desde o início do ano, realizaram-se na Base Aérea nº 5 em Monte Real, o Treino Operacional e Avaliação do novo software da frota F-16 (OT&E da Tape S1.1), o exercício Winter Hide (destacamento de F-16 dinamarqueses) e o destacamento de F-16 da USAF; seguidos do destacamento das duas Esquadras de F-16 baseadas na BA5, para a Polónia, ao abrigo das Medidas de Tranquilização da NATO. Em Maio começará ainda o curso FWIT nos Países Baixos, que implicará igualmente destacamento de meios técnicos e humanos em Leeuwarden, por vários meses.

Além das Esquadras 201 e 301 que operam o F-16, também a Esquadra 601 (P-3C Orion) teve um início de 2019 bastante movimentado, com a participação no exercício Obangame Express 2019 no Golfo da Guiné, seguido de destacamento na Polónia, e novamente regresso a águas africanas para o patrulhamento marítimo na operação Junction Rain 2019, iniciada na passada semana.

Já a Esquadra 502, teve também um C295M com a agência FRONTEX no Mediterrâneo, no âmbito do patrulhamento de fronteiras do Sul da Europa.

C295M da Esquadra 502 embarca tropas para-quedistas no aeródromo de Seia - Reat Thaw 2015

Os C-130 da Esquadra 501 por sua vez, têm estado envolvidos em múltiplas missões operacionais, seja com o transporte de tropas de, e para os destacamentos das Forças Nacionais (Iraque, República Centro Africana, Polónia, Afeganistão, etc), bem como no auxílio humanitário a Moçambique.

EH101 Merlin da Esquadra 751 na Covilhã - Real Thaw 2011

A Esquadra 751, teve também em Março o exercício MORSA de Busca e Salvamento, onde empenhou um helicóptero EH101 Merlin e meios humanos nas Canárias, a adicionar obviamente aos três alertas permanentes que mantém no Montijo (BA6), Lajes (BA4) e Porto Santo (AM3).

A Esquadra 552, encontrando-se na fase de transição do Alouette III para o AW119 Koala, não deverá participar.

A edição de 2019, será assim a primeira a realizar-se na segunda metade do ano, estando agendada para o período de 23 de Setembro a 4 de Outubro.

AS550 dinamarqueses - Real Thaw 2015

Não há por enquanto ainda confirmação dos meios aéreos estrangeiros que irão participar, nesta 11ª edição.


domingo, 27 de janeiro de 2019

TESTE E AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS DO F-16 NA BA5 [M2017 - 04/2019]

Protótipo da Tape S1.1 dinamarquês carregando bomba Paveway III de 900kg para teste de largada real      Foto: Nuno Freitas

Está a decorrer até ao fim do mês, na Base Aérea nº5 em Monte Real, o Operational Testing and Evaluation (OT&E) do sistema de armas F-16.

Este processo, sobre o qual realizámos um artigo completo publicado na revista Mais Alto, mais não é do que a avaliação operacional da versão Beta do novo sistema operativo do F-16, para os leitores familiarizados com a nomenclatura informática.

É que tal como os vulgares PCs que temos em casa, também os caças de 4ª Geração passaram a ter actualizações periódicas dos seus sistemas (software e hardware), de modo a continuarem compatíveis com os novos armamentos e equipamentos disponíveis no mercado, além de introduzir outras melhorias eventualmente requisitadas pelos utilizadores.

Desde o dia 14 de Janeiro, as forças aéreas portuguesa, belga e dinamarquesa, encontram-se por isso a avaliar o novo Operational Flight Program (OFP ou Tape) S1.1 em F-16 protótipos.

Foto: Nuno Freitas
Foto: Nuno Freitas

Nesse sentido, são voadas missões em cenário próximo da operação real, para validar ou corrigir bugs, antes de serem instalados na totalidade das frotas, para uso operacional.

Apenas deste modo, e quando o F-16 celebra 40 anos de entrada em operação na Bélgica por exemplo, com os restantes países do grupo inicial EPAF (Dinamarca, Noruega e Países Baixos) imediatamente atrás, os seus sistemas continuam na primeira linha da aviação militar mundial.

A frota F-16 belga apesar de ter entrado ao serviço há 40 anos continua perfeitamente actualizada graças às actualizações periódicas dos seus sistemas             Foto: Nuno Freitas

Portugal, apesar de operar o sistema de armas F-16 há menos tempo que os restantes parceiros EPAF, juntou-se ao grupo aquando do programa MLU (Mid Life Upgrade), tendo participado activamente desde então no desenvolvimento dos novos OFP, sendo desta vez o Director de Testes deste OT&E , o TCor Monteiro da Silva, dada a sua experiência operacional e participação em anteriores testes do sistema de armas F-16.

Grupo de pilotos e técnicos portugueses, belgas e dinamarqueses envolvidos no OT&E da Tape S1.1        Foto: FAP

Apesar de Noruega e Países Baixos terem optado por fazer uma avaliação à parte, devido a questões logísticas próprias, Bélgica e Dinamarca deslocaram meios humanos e técnicos para a BA5, de modo a tirar partido das boas condições climatéricas, espaço aéreo disponível e facilidades disponíveis em Portugal, para o efeito.

Aproveitando essas boas condições, a Dinamarca alongou ainda o destacamento em Portugal para realizar o exercício próprio Winter Hide 19, à margem da OT&E do F-16M.

F-16 portugueses, belgas e dinamarqueses durante a OT&E da Tape S1.1        Foto: FAP




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