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sexta-feira, 11 de abril de 2014

DEFESA AÉREA BÚLGARA FAZ HORAS EXTRA (M1524 - 118PM/2014)

MiG-29 búlgaro configurado para defesa aérea          Foto: Krazimir Grozev

A pequena força de defesa aérea búlgara tem sido chamada em alerta numerosas vezes durante os últimos dois meses, para fazer face ao número crescente de voos de vigilância e reconhecimento lançados pela Rússia sobre o Mar Negro, no seguimento do desenrolar de acontecimentos na Ucrânia, de acordo com o ministro da Defesa búlgaro, Angel Naidenov. Apesar de nenhum dos voos ter violado espaço aéreo búlgaro, têm-se aproximado e voado ao longo da costa, operando sem plano de voo, pelo que requerendo investigação.

Entre 1 e 26 de março de 2014, nove aviões russos aproximaram-se  da Bulgária, estando entre os modelos intercetados o Ilyushin Il-20, a versão de reconhecimento e informações do Il-18.
Antes da atual situação na região, os alertas de defesa aérea na Bulgária eram acionados apenas duas a três vezes por ano.

O aumento da intensidade das operações tem vindo a colocar uma pressão considerável na pequena força de intercetores da Força Aérea Búlgara, constituída por um grupo de envelhecidos MiG-29, baseados na 3ª Base Aérea em Graf Ignatievo, perto de Plovdiv. Apesar da Bulgária pertencer à NATO, esta frota depende da Rússia para o fornecimento de sobressalentes e manutenção. Sófia tem intenção de mudar a situação, adquirindo novos caças que não dependam de apoio russo (estiveram recentemente em negociação com Portugal para aquisição de F-16, que viriam a ser comprados pela Roménia), mas as restrições no orçamento de Defesa tem impedido a intenção de se concretizar. Mesmo se a recente suspensão de relações entre a NATO e a Rússia não afetam o acordo de cooperação deste país coma Bulgária, é provável que a atual situação acelere o processo de aquisição dos novos caças.

Para já e apesar das sugestões de aumentar a presença de meios norte-americanos na Bulgária, e da sugestão que as ações russas se destinem a esgotar a capacidade de defesa aérea búlgara, o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Kristian Vigenin afirmou que a Bulgária consegue lidar com a situação sem o recurso a forças externas. Entretanto, a NATO reforçou a vigilância aérea sobre a vizinha Roménia com E-3 Sentry, monitorizando o espaço aéreo sobre a região do Mar Negro.

Tanto a Roménia como a Turquia têm lançado regularmente os seus alertas aéreos em resposta a aeronaves russas sobre o Mar Negro, pelo que o Presidente da Bulgária solicitou maior coordenação entre os três países da NATO.

Desde 2010 que a Bulgária tem um acordo de defesa com a Roménia para cobertura de defesa aérea, tendo assinado recentemente um similar com a Grécia. Segundo estes acordos, aeronaves gregas ou romenas podem ser chamadas, em caso de violação de espaço aéreo.


quarta-feira, 12 de março de 2014

AWACS CONTRA A CRISE NA UCRÂNIA (M1465 - 80PM/2014)

Boeing E-3 Sentry com o seu radar superior bem em evidência

Um avião E-3D Sentry de Alerta Aéreo Antecipado e Controlo (AWACS) da Royal Air Force (RAF) será enviado para monitorizar a crise na Ucrânia, segundo informação avançada pelo Ministério da Defesa britânico.

A aeronave será destacada de Waddington onde está normalmente baseada e irá passar a voar em espaço aéreo da Polónia e Roménia, para monitorizar a vizinha Ucrânia. Segundo a NATO, a aeronave não entrará em espaço aéreo ucraniano, nem tão-pouco russo.

O E-3 apesar de pertencer à RAF, estará ao serviço da NATO, que solicitou a aeronave, como modo de "aumentar a perceção situacional da Aliança".

Já no início da semana o Governo de Varsóvia anunciou ter solicitado aos EUA o reforço da presença militar na Polónia, que se traduzirá no envio de uma dúzia de F-16 e respetivo pessoal de apoio, um contingente de cerca de 300 militares, como medida de resposta à situação na Ucrânia. Adevem chegar a solo polaco até ao final da corrente semana. A procedência das aeronaves não foi revelada.

De recordar que já na semana passada as repúblicas bálticas membros da NATO solicitaram de igual modo um reforço do patrulhamento aéreo rotativamente efetuado pelos países aliados, que é nesta altura desempenhado por F-15C também americanos.





sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

REAL THAW 2014 (M1395 - 13AL/2014)


Entre os próximos dias 3 e 14 de fevereiro, vai ter lugar a sexta edição do exercício militar, "Real Thaw".
Como sempre, as operações estarão centradas na Base Aérea nº5 - Monte Real, de onde operarão as aeronaves participantes no exercício.
Como em edições anteriores, que o Pássaro de Ferro acompanhou, espera-se a presença de participações de vários países da NATO.
O Real Thaw tem-se afirmado como um dos principais exercícios militares, no âmbito das operações de Apoio Aéreo a forças no terreno, em intervenções de resgate e manutenção de paz, realizados no seio da aliança atlântica.
Os F-16, nacionais e, segundo consta, norte-americanos, serão as aeronaves em maior número neste exercício.

Terá, como em edições anteriores, a participação de um importante número de meios aéreos que, no que à arma aérea nacional dizem respeito integrará o F-16, C-130, C295, P-3C Cup +, EH101 Merlin e AL-III. Este ano dá-se além disso o regresso dos Alpha Jet à participação ativa no Real Thaw, com cinco unidades destacadas em Monte Real.
Espera-se a habitual presença da plataforma AWACS E-3 Sentry e a presença de aeronaves da USAFE,  F-16C do 555TFS estacionados normalmente em Aviano, Itália.
O Real Thaw tem a coordenação geral da Força Aérea Portuguesa.

Edição: PFerro/2014

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

TAP MANUTENÇÃO & ENGENHARIA GANHA CONTRATO PARA E-3 AWACS (M1182 - 275PM/2013)

Boeing E-3 Sentry -  aeronave AWACS da NATO

A TAP M&E foi selecionada para um contrato de oito anos através do qual vai prestar serviços de revisão e reparação de trens de aterragem para o Programa NATO E-3A AWACS. O primeiro conjunto será recebido até ao final de 2013. O contrato foi hoje assinado numa cerimónia realizada em Lisboa.

Contando já com mais de 20 anos de estreita cooperação, este contrato demonstra que a NATO, através NSPA (Agência de Suporte à NATO), em consulta com a IAMCO, empresa multinacional da indústria aerospacial que atua como Principal Contratante para a manutenção das frotas de aviões do Programa AWACS da NATO, continua a ter confiança no suporte técnico da TAP M&E.


Com início em 1985, através da conversão de três aviões Boeing 707 para Aviões de Treino e Carga, a TAP M&E tem tido um envolvimento continuado na manutenção do Programa AWACS nos domínios da manutenção de aviões, motores e componentes. Entre os vários trabalhos realizados pela TAP M&E neste Programa, contam-se extensas modificações de aviões, incluindo uma reconversão do equipamento eletrónico do cockpit.

Fonte: TAP M&E

domingo, 28 de julho de 2013

NOVA GERAÇÃO DE AVIÕES CHINESES (M1099 - 218PM/2013)

KJ-2000     Foto:Wikipedia

Wang Xiaomo, membro da Academia de Engenharia da República Popular da China, disse em entrevista ao Diário do Povo que a próxima geração de aviões chineses equipados com o sistema de alerta aéreo antecipado e controle (AEW&C, na sigla em inglês) poderá ultrapassar todos os concorrentes estrangeiros.

É incontestável que a China logrou enormes êxitos no desenvolvimento de aeronaves AEW&C de fabrico nacional. Uma primeira tentativa de criar um avião desse tipo, foi empreendida ainda no final dos anos 1960, utilizando para tal o antiquado bombardeiro soviético Tu-4, tentativa que não foi bem-sucedida. Já na década de 2000, a China conseguiu desenvolver e produzir em série, quase simultaneamente três tipos de aeronaves AEW&C, nomeadamente, o KJ-200, o KJ-2000 e o ZDK-03 – uma modificação de exportação destinada à Força Aérea do Paquistão. Além disso, é de conhecimento público que estão a ser levados a cabo, trabalhos para criar o JZY-01, um protótipo do avião AEW&C embarcado.

Todos os aviões AEW&C chineses utilizam, como se sabe, radares de varredura eletrónica ativa. Os KJ-2000, sendo de maior porte, possuem radares mais potentes com refrigeração a água. Nos KJ-200 e ZDK-3, de menor envergadura, são usados radares menos potentes com refrigeração a ar.

Os trabalhos de desenvolvimento das aeronaves AEW&C vêm sendo concentrados no Instituto de Pesquisas número 38, pertencente à CETC (Companhia Chinesa de Equipamento Eletrónico e Informático). O Instituto é um importante centro de desenvolvimento de equipamento eletrónico e radares, não só para as Forças Armadas mas também as agências de segurança nacional da China.

No entanto, os trabalhos com vista a desenvolver elementos tão importantes do equipamento radiolocalizador, como ogivas autoguiadas para mísseis ar-ar e radares para caças-bombardeiros, estão a ser realizados num outro centro, o Instituto de Tecnologias Eletrónicas de Leihua.

O próprio Wang Xiaomo trabalhou durante a maior parte de sua vida no Instituto de Pesquisas Nº38, desde a fundação do último, exercendo o cargo de diretor entre 1986 e 2001. Foi ele que encabeçou as equipas de desenvolvimento dos aviões KJ-200 e KJ-2000. Contudo, o responsável imediato pelo projeto dos radares para as referidas aeronaves, foi outro eminente especialista chinês em radiolocalização, U Man Ching. Aos 36 anos, tornou-se diretor do Instituto de Pesquisas Nº38 e aos 44 foi promovido a catedrático.

O grande número de galardões obtidos por Wang Xiaomo e U Man Ching é uma prova convincente de que os líderes políticos do país e o comando do Exército de Libertação Popular da China têm em alto apreço o progresso do equipamento de radiolocalização de origem chinesa.

Não obstante, as conclusões sobre a “supremacia” da tecnologia chinesa, sobre os semelhantes tipos de equipamento concebido e fabricado noutros países, podem ser prematuras. Esse equipamento é extremamente complexo e muitas vezes acontece que, após ter sido aprovado para entrar ao serviço das Forças Armadas, passam vários anos antes que sejam eliminadas pequenas imperfeições. Enquanto isso, no papel, quer dizer, em termos formais, as características táticas e técnicas irão parecer únicas dentro do tipo.

No artigo dedicado a Wang Xiaomo, o Diário do Povo faz notar que o comando de caças diretamente a partir de uma aeronave AEW&C foi efetuado, pela primeira vez, durante as manobras de 2012 no Noroeste da China, embora os KJ-200 tivessem entrado no serviço operacional em 2009 e os KJ-2000 ainda mais cedo.

Ficam comprovadas desta forma as conjeturas de alguns especialistas de que, até recentemente, as aeronaves AEW&C chinesas só transmitiam dados para um centro de comando em terra que, com base neles, controlava os caças, o que provocava perdas de tempo no processo de comando. Esse facto, pode comprovar a existência de dificuldades técnicas ou de caráter organizativo, que para serem ultrapassados necessitarão de algum tempo.
Para já, o Instituto de Pesquisas Nº38 não deixa no entanto de despertar o interesse, não só pelas suas realizações bem-sucedida,s mas também por ter estreitos vínculos com a Rússia. 
Uma das suas subdivisões mais importantes é mesmo o Centro de Adaptação de Novas Tecnologias Russas.


Fonte: Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

REAL THAW 2013/SPOTTERS DAY - 4 (M882 - 15AL/2013)

Na edição de hoje, o Pássaro de Ferro tem muito orgulho em apresentar a colaboração do Emanuel Alves, um dos mais antigos entusiastas nacionais da aviação, que nos habituou sempre a boas fotografais, desde meados da década de noventa.
É pois com imenso prazer que partilhamos este seu "regresso" aos aviões e aos seus retratos.



Três fotografias do A-10 "Warthog". Na primeira imagem é visível na canopy, a bandeira Norte-Americana. Acima, a imagem capta o momento em que o trem de trás toca a pista 01 da BA5 Monte Real.

 O F-16AM 15107 apresta-se para aterrar.

Um C-130H nacional sobrevoa a pista de Monte Real, escoltado pelos A-10.

 Aqui, durante a descolagem, o sempre efeito da condensação provocada pelo movimento das hélices.

Aqui, um C-130H da Holanda, com o já lendário "look" deste autêntico "cavalo de batalha" da aviação militar de transporte.


Duas imagens da sequência "toca e anda" do também mítico E-3 Sentry "AWACS (Airbourne Warning and Control System).

Um P-3C nacional, uma das plataformas operacionais deste exercício.

Aqui o C295M da FAP, para as missões de transporte aéreo geral e tático, descola para mais uma missão.

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