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domingo, 14 de fevereiro de 2010

FLASHBACK (M350-12AL/2010)

 A-7H e TA-7H da Grécia, em 22 de Julho de 2009 - 50 anos da BA5-Monte Real (cor da foto alterada)

Quando em 22 de Julho de 2009, uma parelha de Corsair II gregos esteve em Monte Real, muitos dos aficionados pelo velho Sluf não perderam o ensejo de o recordar.
Eu, desde sempre um deles, não consegui disfarçar a emoção que senti em perscrutar os espaços e os céus da base, em busca da sua silhueta.
Mesmo não tendo voado, por questões operacionais, aliadas ao mau tempo que nesse dia envolveu a BA5, não deixaram de rolar desde os seus pontos de estacionamento até junto da Torre de Controle da Base.
Não se tratando dos característicos motores "TF-30 P408", ainda assim o troar dos A-7 gregos fez "mossa" na memória colectiva dos que, como eu, cresceram com o A-7P.

 A-7P 15515, algures no final da década de 90, a ser rebocado para manutenção, na BA5-Monte Real

Estes ilustres A-7 gregos terão sido, para muitos, a maior atracção dos 50 anos da BA5, independentemente do cortejo mediático dos F-16 (OCU´s e MLU´s) nacionais e belgas, ou os F-18 de Espanha, todos eles notáveis senhores dos ares actuais.
Não é todos dias que se consegue um "recuo" de 10 anos da história...

 TA-7H grego, acabado de estacionar junto da Torre de Controle da BA5, em 22 de Julho de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O VISCONDE DE DRACOPOULOS


A-7E grego - 22/07/2009


F-86F português - 04/10/1990

Quando no dia 10 de Julho passado escrevi “true love never dies”, numa alusão ao alegado poder do Conde Drácula de fazer regressar à vida aqueles por ele tocados, estava ainda longe de conhecer a surpresa reservada pela organização dos festejos dos 50 anos da BA5.


Com efeito os A-7 voltaram a voar nos céus lusitanos. E mesmo se isso não foi visível no dia dos festejos marcados para 22, apenas o facto de os ver rolar em Monte Real 10 anos depois da declarada “morte” da frota nacional, fez-me perceber o brilho que vi nos olhos de algumas pessoas, quando em 1990 vi um F-86 rolar nessa mesma base, também 10 anos depois da sua retirada de serviço. Quem diz que não se pode sentir afecto por objectos ou máquinas, está redondamente enganado. Ou isso ou estamos muitos de nós, que nos afeiçoamos a um carro, um avião, uma peça de arte.


Poder voltar a ver um A-7 operacional foi um privilégio, mesmo se não foi pela mão (ou dentes) do Conde Drácula. Talvez um seu parente helénico, quiçá de seu nome “Visconde de Dracopoulos”. O barulho não era bem o mesmo (até porque o motor não é igual) mas a imponência do Corsair fez-se notar, como tantas vezes ao longo de quase duas décadas.


Há que ter esperança que alguma das células do A-7P tristemente abandonadas por alguns recantos da base, tenha sido contaminada pelos últimos sobreviventes dessa nobre família e volte a ter vida outra vez.


Às vezes é preciso pouco mais do que vontade.


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