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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

TREINO DE BUSCA E SALVAMENTO EM CASCAIS - horário atualizado [M2361- 77/2022]

EH101 Merlin da Esquadra 751

Integrado na 6.ª edição do Encontro de Recuperadores-Salvadores, a decorrer de 15 a 18 de novembro em Cascais, a Força Aérea Portuguesa irá realizar uma demonstração de capacidades com helicópteros. 

Assim, na baía de Cascais, a partir das 14h00 de sexta-feira, 18 de novembro de 2022, um AW119 Koala da Esquadra 552 e um EH101 Merlin da Esquadra 751, irão simular o resgate de um náufrago em alto-mar.

AW119 Koala da Esquadra 552

Este encontro bianual, realizado pela European Rescue Swimmers Association (EURORSA), tem, segundo a Força Aérea, "como objetivo a partilha de informação relacionada com a segurança de voo, partilha de conhecimentos e apresentação de novos equipamentos no contexto da busca e salvamento aeronáutico".

Com o patrocínio da Câmara Municipal de Cascais, entre outras entidades, estão presentes no evento cerca de 150 tripulantes internacionais, de 30 países que integram a EURORSA.


Quem puder deslocar-se ao local, irá por isso poder presenciar a sempre interessante atividade de busca e salvamento com meios aéreos.





segunda-feira, 1 de novembro de 2021

CONCLUÍDO 7º CURSO DE INSTRUTORES DE TÁTICAS DE HELICÓPTEROS [M2278 - 66/2021]

Os participantes da fase de voo do 7º HTIC        Foto: EDA

O 7º  Curso de Instrutores de Tácticas de Helicópteros (HTIC) da Agência Europeia de Defesa decorreu ao longo de sete semanas repartidas pela Base Aérea nº1 em Sintra, Portugal e na Base Aérea de Pápa na Hungria.

Concluído a 22 de Outubro de 2021, o curso começou no dia 30 Agosto, com uma fase teórica de quatro semanas e treino em simulador na BA1 em Sintra. Seguiu-se depois um destacamento de três semanas na Base Aérea do Pápa na Hungria, onde os participantes realizaram a fase de voo do curso. 

Simulador do Centro Multinacional de Treino de Helicópteros em Sintra

Apoiada por pessoal da Força de Defesa Húngara e da Base Aérea do Pápa, a fase de voo incluiu um cenário operacional complexo com realização de voos em formação com diferentes aeronaves, treino de evasão contra uma série de ameaças aéreas, Guerra Eletrónica (EW) contra sistemas terrestres e aéreos e toda uma panóplia de tarefas adicionais, tais como assalto de helicóptero, escolta de veículos terrestres e apoio mútuo. 

Fase de voo do HTIC em Pápa

O curso foi conduzido pela equipa de instrutores-chefe de HTIC da EDA e ministrado a tripulações austríacas, checas, alemãs, húngaras, portuguesas e suecas, voando em seis tipos diferentes de helicópteros: AW109, EH101, H145M, Mi-171, OH-58 e UH-60.

Os instrutores vieram da Áustria, Alemanha e Suécia, juntamente com algum apoio contratado da Inzpire Ltd. O curso contou além disso, com o suporte de aeronaves de asa fixa dos L-159 ALCA checos e JAS39 Gripen húngaros, atuando principalmente como ameaças durante o treino dos helicópteros. Os equipamentos de Guerra Eletrónica foram fornecidos pela Áustria e pela Hungria.

No total, foram concedidas 18 qualificações de Bronze, 7 de Prata e 3 de Ouro, garantindo uma importante contribuição para o quadro internacional de Instrutores de Táticas de Helicóptero (HTI).

Tripulações portuguesas das Esquadras 552 e 751 participantes no 7º HTIC      Foto: FAP

Os três elementos principais do HTIC são o treino de evasão, guerra eletrónica e operações avançadas. São inicialmente ministrados como capacidades autónomas, antes de serem reunidos num ambiente complexo e não permissivo, no âmbito do planeamento e execução de Operações Aéreas Compostas (COMAO).

O Curso de Instrutores de Táticas de Helicópteros (HTIC) é uma atividade de treino avançado de helicópteros destinada a formar instrutores de táticas para helicópteros, que possam depois transmitir nacionalmente os procedimentos táticos padronizados aprendidos, de modo a promover a interoperabilidade entre as unidades de helicópteros europeias e facilitar a prontidão para atividades combinadas futuras. Isto é feito independentemente do tipo de helicóptero usado e vem sendo implementado desde 2013. A partir de 2021, a sua localização mudou para Base Aérea n.º 1 em Sintra (Portugal), onde é executada a fase teórica e simulador do curso, e para a Base Aérea do Pápa (Hungria), onde é realizada a fase de voo.

O HTIC fornece, às tripulações participantes, capacidades e conhecimentos para por sua vez ensinarem táticas avançadas às tripulações operacionais dentro de cada uma das suas próprias organizações nacionais. As tripulações graduadas devem ainda auxiliar na execução do Programa de Exercícios de Helicópteros (HEP) da EDA, o Curso de Táticas de Helicóptero (HTC) e em futuros HTIC. Os diplomados com êxito no curso recebem uma qualificação reconhecida por outros Estados-Membros.

 Os cursos HTIC duram dois anos: no primeiro ano, os futuros instrutores refinam ao máximo os seus próprios conhecimentos de táticas avançadas de helicópteros e no segundo ano, a ênfase muda para desenvolver a capacidade dos participantes em ensinar essas táticas. Por sua vez, instrutores que tenham demonstrado capacidades excecionais ao ministrar o curso, são selecionados individualmente para regressar uma terceira vez e lecionar juntamente com os instrutores permanentes, para atingirem finalmente a qualificação Ouro de instrutor e tornarem-se instrutores de futuros HTIC e/ou integrar a Equipa de Instrutores Chefe do HTIC.

Fonte: EDA



quinta-feira, 11 de maio de 2017

40 DIAS E 40 NOITES - SUBSTITUTO DO ALOUETTE III (M1896 - 33/2017)

Começou a contagem decrescente para o anúncio do substituto do Alouette III na FAP

O procedimento do concurso para a aquisição de helicópteros ligeiros, destinados à substituição da frota dos lendários Alouette III da Força Aérea Portuguesa, foi publicado hoje 11 de Maio de 2017, em Diário de República.

No Anúncio de Procedimento n.º 3831/2017, podem ler-se os contornos gerais que haviam sido já anunciados pelo ministro da Defesa em Março passado:
"Aquisição de 5 helicópteros ligeiros monomotor (com a opção de mais 2), incluindo treino, sobresselentes e material de apoio, incluindo a possibilidade de retoma dos helicópteros Alouette III da Força Aérea", com o valor base de 20,5M EUR, e um prazo de execução de 28 meses.

O prazo para entrega das propostas é de 40 dias e os critérios de adjudicação são:

A - Valia económica - 55%

A1 - Custo global da aquisição (85%)

A2 - Valoração da retoma dos helicópteros Alouette III (15%)


B - Valia Técnico-Operacional - 25%

B1 - Piloto automático 3 eixos (30%)

B2 - Sistema de combustível redundante (20%)

B3 - Sistema elétrico redundante (20%)

B4 - Número de lugares para passageiros com 2 pilotos (20%)

B5 - Rádio com 16 canais VHF-FM, banda marítima (4%)

B6 - Sistema de gravação de dados de voo (2%)

B7 - ICS com supressão de ruído ativa (2%)

B8 - Provisões para ligação de rádio externo transportável na cabine (2%)


C - Valia Técnico-Logística - 20%

C1 - Custo do ciclo de vida (45%)

C2 - Flight Trainer Device para treino de pilotos (20%)

C3 - Computer Based Training para treino de manutenção (15%)

C4 - Centro MRO certificado para a aeronave a menos de 600 NM (15%)

C5 - Centro MRO certificado para o motor na Europa (5%)





sexta-feira, 21 de abril de 2017

C-130 E ALOUETTE NA AGENDA DO MINISTÉRIO DA DEFESA (M1892 - 29/2017)

Um dos actuais cinco C-130H Hercules da frota da FAP

A partir do artigo publicado pelo jornal online "Observador" no dia 19/04/2017, sobre a execução da Lei de Programação Militar no ano de 2016, é possível ficar a saber o ponto de situação relativamente a duas das frotas da Força Aérea Portuguesa (FAP): C-130 e  Alouette III.

A frota de aviões de transporte C-130H Hercules está identificada já há vários anos como necessitando de modernizações urgentes, nomeadamente ao nível do sistema de comunicações e navegação, que lhe permitam circular no espaço aéreo europeu sem restrições. Segundo o artigo do Observador, citando fonte do Ministério da Defesa (MDN), o programa sofreu um atraso de cerca de seis meses devido às negociações com os EUA, uma vez que “trata-se de um contrato Estado a Estado, através do mecanismo Foreign Military Sales (FMS)”. Os atrasos terão estado relacionados com a “mudança de gestor de projceto FMS nos EUA e da complexidade das negociações entre os diferentes intervenientes, nomeadamente com a OGMA [NR: que deverá executar os trabalhos]. Ainda segundo a mesma fonte do MDN, o contrato deverá ser assinado dentro dos "próximos meses de Maio e Junho".
De notar que, devido ao acidente com perda total da célula n/c 16804 em  Julho de 2016 e ao 16802 estar imobilizado na Base Aérea nº 6 há já longo tempo, com danos estruturais profundos, da frota de seis aeronaves, apenas quatro serão submetidos aos trabalhos de modernização.


Os últimos SE-3160 Alouette III operacionais na FAP 

Já relativamente à frota de helicópteros SE-3160 Alouette III, cuja autorização para aquisição de substituto foi emitida recentemente, segundo o mesmo artigo citando o MDN “a necessidade de dotar o helicóptero ligeiro de valências de duplo uso, designadamente no que respeita à sua participação no dispositivo de combate a incêndios florestais como se pretende, obrigou a redefinir os requisitos do projecto”. Essa capacidade “implicou algum atraso no lançamento do procedimento; contudo, está a decorrer já neste momento a fase de consulta a fornecedores e o atraso não comprometerá a substituição do Allouette III no prazo previsto”.

Sobre a frota Alpha Jet, de treino avançado de pilotos de caça e com desactivação prevista para 1 de Fevereiro de 2018, parece não haver ainda desenvolvimentos.


terça-feira, 4 de abril de 2017

BUSCA E SALVAMENTO: VÁRIAS MISSÕES E UM RECORDE (M1885 - 22/2017)

P-3C CUP+ Orion com kit de sobrevivência no porão

A Esquadra 601 “Lobos” da Força Aérea, que opera os P-3C CUP+ Orion a partir da  Base Aérea N.º11, em Beja, efectuou no dia 29 de Março uma missão de busca e salvamento (SAR) a cerca de 2200 quilómetros de Portugal Continental, com o objectivo de localizar um tripulante do navio cruzeiro “Costa Deliziosa” caído ao mar.
A missão, que levou a aeronave a cerca de 1500 quilómetros a sul das Lajes, nos Açores, durou um total de 12h30 de voo, sendo este o voo mais longo com a plataforma P-3C Cup+ até à data.

A coordenação da operação esteve a cargo do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), entidade responsável pelas operações aéreas, neste âmbito, na Região de Informação de Voo (FIR) de Santa Maria.

Costa Deliziosa                                     Foto: Força Aérea

O P-3C Cup + empenhado na missão, descolou de Beja pelas 11h55z (12h55 locais) e efectuou buscas no local durante várias horas, juntamente com o cruzeiro “Costa Deliziosa”. Às 20:30z, levados a cabo todos os esforços possíveis para encontrar o tripulante desaparecido, a aeronave regressou a Beja, onde aterrou às 00:25z (1h25 locais).

Desde então, a Força Aérea esteve já empenhada em várias  missões em que foram accionadas outras aeronaves de alerta, nomeadamente o helicóptero EH101 Merlin e o aviao C295M, dos destacamentos das Esquadras 751 e 502 respectivamente, na BA4, Lajes, Açores.
A última das quais constou do resgate de um tripulante do pesqueiro "IRIS DO MAR", na noite de 03 de abril, em coordenação com a Marinha, o INEM - Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.





Esta embarcação, portuguesa, navegava a 456 quilómetros a Nordeste da Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores. O tripulante, um homem de 54 anos e de nacionalidade senegalesa, necessitava de assistência médica urgente. No local do resgate registavam-se de ondulações de 4 metros e ventos de cerca de 28 km/h.

Já na noite de 30 de Março a Força Aérea, em coordenação com a Marinha, o INEM - Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, resgatou durante a madrugada, três pessoas do navio mercante New Pearl, quando esta embarcação, de pavilhão de Hong Kong, navegava a cerca de 445 quilómetros a Sul da Ilha Terceira, e os indivíduos, de 25, 35 e 40 anos, necessitavam de assistência médica urgente.
Os pacientes foram retirados da embarcação pela tripulação do EH101 Merlin e posteriormente transportados até ao Hospital do Santo Espírito, da Ilha Terceira, por ambulâncias desse mesmo centro hospitalar.

A Força Aérea mantém permanentemente em alerta um total de três C295M e EH101 no Montijo, Lajes e Porto Santo e um P-3C Orion em Beja, que constituem o sistema de busca e salvamento encarregue de uma das maiores áreas de busca do mundo. Em complemento estão ainda em Ovar e Beja dois SE3160 Alouette III para busca e salvamento costeira, durante o período diurno.

O P-3 é a aeronave com maior autonomia ao serviço da Força Aérea.


Fonte: Força Aérea
Adaptação: Pássaro de Ferro

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