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| KC-390 nas cores helénicas Ilustração: Embraer |
Portugal e a Grécia assinaram contrato em Atenas esta segunda-feira 2 de novembro de 2026, para a venda de três aeronaves Embraer KC-390 Millennium, num acordo Governo a Governo (G2G), por 590M EUR, com opção de compra para mais três unidades. O contrato inclui equipamento de missão, apoio na entrada em serviço e sustentação logística posterior.
A entrega da primeira aeronave está prevista para 2027, com a segundo e terceira aeronaves previstas para 2029 e 2031, o que parece sugerir que pelo menos a primeira aeronave grega sairá do calendário de entregas inicialmente destinadas à Força Aérea Portuguesa (FAP). Recordamos que Portugal assegurou até 10 aeronaves de opção de compra, com vista a posterior revenda, aquando da assinatura do sexto KC-390 para a FAP. As aeronaves destinadas à Grécia, sairão por isso, desta dezena de unidades opcionais.
A FAP supervisionará a produção, aceitação, entrega e transição operacional. A formação inicial de tripulações e mecânicos gregos será realizada na Base Aérea N.º 11, em Beja, consolidando o seu Centro de Treino como polo internacional da plataforma.
Assinalando o impacto da escolha, Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, afirmou: “Estamos honrados com a decisão da Grécia de adquirir o KC-390 Millennium. Essa escolha ressalta a confiança que importantes membros da NATO possuem em nossa aeronave. Este marco extremamente relevante consolida ainda mais a posição do Millennium como a solução adequada para transporte aéreo entre os aliados da NATO. O desempenho comprovado, a confiabilidade e a eficiência operacional do KC-390 fazem dele a escolha ideal para países que buscam aprimorar suas capacidades operacionais.”
A Grécia torna-se a sétima nação europeia a adotar o KC-390. O modelo multimissão transporta até 26 toneladas a 470 nós, podendo realizar missões de transporte de carga, tropas, reabastecimento em voo (AAR), evacuação médica, busca e salvamento e combate a incêndios.
Para Portugal, o negócio injeta 33M EUR na indústria aeronáutica nacional, resultante do retorno fixado em 11 milhões por cada aeronave vendida a países terceiros.