segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Curso

Um curso sobre concepção de UAVs da Universidade do Texas. Muito interessante com conceitos sobre os vários aspectos que envolvem a operação e construção de veículos não tripulados.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Pássaro de Natal...

Ainda há quem dê presentes com sentido.
Não me levem a mal, mas é o que é.
Não faço colecção de emblemas bordados (patches), nem nada que se pareça, tenho alguns, banais, corriqueiros, e outros que não.
Quando andei à volta dos A-7P's, nos finais dos anos 90, na recolha sistemática de material que depois se traduziu num trabalho que a Mais Alto levou à boca de cena, e no crescendo do convívio com gente Magnífica, nunca consegui o emblema de qualificação dos pilotos de A-7P, nem comprar tão pouco mo deixaram.
A justificação era, invariavelmente, a mesma, que aceitei e aceito, da exclusividade e do sentido de ser uma coisa conseguida com esforço, que a venda iria desprestigiar.
Suspirei sempre, pois muita gente já o tinha, e alguns compraram-no inclusivamente...
Depois um dia, quando menos se espera, sem que fizesse parte de qualquer lista natalina, nem por pedido ou lamento feito a alguém, um Amigo, dos bons, resolveu oferecer-me o que tinha ele na sua colecção.
Caí ao chão, onde ainda me encontro, fiquei sem palavras.
Finalmente, um emblema de piloto de A-7P!
Não o uso no meu blusão de fotografia, é demasiado precioso, mas vou pô-lo no alto da minha colecção (leia-se amontoado) de emblemas da FAP!

Obrigado Sérgio!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O HOMEM DO FALCÃO


"O Homem do Falcão" - Foto: Jorge "Nuvem Negra 21" Ruivo

Conheço o Homem do Falcão, este Homem do Falcão!
Tarde, mas ainda assim lhe presto a minha homenagem, pela dedicação que entrega à causa do ar e dos aviões, ele que tem a suprema sorte de neles voar, rasgar o céu, subir mais alto, descer, raspar o chão, o mar e as coisas cá de baixo...
Nós, de pés assentes em terra, quando muito invejamos a sorte dele.
Mesmo assim, sobra muita, talvez toda a admiração.
Kiak!

sábado, 15 de dezembro de 2007

A-7P SEMPRE - Linha da Frente 304, Agosto 1989

5544 e metade do 5514

Da esquerda para a direita: 5503 - 5521 - 5520 - 5516 - 5523

Mais duas imagens dos nossos A-7P que desenterrei do arquivo morto.
Foram por mim obtidas em 26 de Agosto de 1989, de manhã, junto da actual Porta d'Armas da Base Aérea nº 5, num local que na altura tinha uns pinheiros e dava escancarado para grande parte da então placa da Esquadra 304 - Magníficos, numa viagem que eu e o Paulo Mata (a quem agradeço o scanning das fotos) fazíamos rumo à Nazaré.
Pelos 7 aviões alinhados na placa, auguravam-se bons movimentos por aquela altura.
Para os curiosos (e há-os) e porque as fotografias não o permitem perceber, aqui ficam as matrículas que metodicamente registámos nas nossas agendas:
5544, 5514, 5503, 5521, 5520, 5516 e 5523.
A "clandestinidade" da fotografia percebe-se pela pressa que não permitiu ao fotógrafo tornear a presença da vedação, mesmo que a objectiva da máquina fotográfica permitisse encaixá-la num buraco da rede e assim limpar a imagem... Tudo para que não fosse aparecer por ali e como bem disse o Paulo Mata, um 'circunspecto Polícia Aéreo' a fazer as perguntas costumeiras!...
A história do A-7P também de faz assim!
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Adenda: Aqui ao lado, 36 segundos de "Rolling F-16´s..."

domingo, 9 de dezembro de 2007

OS GUARDAS DO CÉU


F-16 à chegada de uma missão de alerta - (c) A. Luís


Se há missão que considero importante na Força Aérea Portuguesa, o "Quick Reaction Alert - QRA" é sem dúvida uma delas.
Conheço pessoas que questionam e zombam da importância desta missão.
Para lhes explicar a sua real importância, estabeleço a comparação com as patrulhas da polícia, aquelas que, apenas por as vermos, nos transmitem a "sensação" de que há alguém a zelar pela segurança dos espaços públicos das nossas aldeias, vilas ou cidades.
No céu, é a mesma coisa.
A segurança aérea, sobretudo no pós 11 de Setembro é vital para a nossa segurança comum...
Alguns desses cépticos, perante esta evidência, refugiam-se ou no silêncio anuente ou duvidam de novo, alegando que não é por haver patrulhas policiais que o crime desaparece ou a segurança se faz sentir...
Concordo. A omnipresença ainda pertence ao domínio metafisico, mas o facto de sabermos que a guardar os céu está alguém pronto a enfrentar todas as ameaças, já nos faz sentir, nem que seja um pouquinho só, mais seguros...
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Adenda 1: Aqui ao lado, na janela vídeo, podem ver um "teste" de 11 segundos...
Adenda 2: Adicionado o blogue Medic17 - Divagações de um Piloto de Helicópteros, impressivamente escrito na primeira pessoa!

sábado, 1 de dezembro de 2007

PARA QUE OUTROS VIVAM - 2

Aqui ficam algumas imagens obtidas numa recente visita que o "Pássaro de Ferro" efectuou à BA6, nomeadamente à Esquadra 751 - "Pumas", que opera o EH-101 Merlin, nas missões SAR, CSAR e SIFICAP.







segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pássaro metálico, mas não de ferro...




Como sabem « a filigrana é um trabalho de ourivesaria inteiramente feito à mão que resulta de uma boa dosse de imaginação, paciência e habilidade. Em geral, o corpo de cada peça é constituído por uma armadura feita de lâminas de ouro ou prata, alongadas até à espessura necessária que, desenhando a traço forte o seu contorno, se ramifica ainda em várias nervuras inetriores, com a dupla função de dar consistência á peça. Imprimindo-lhe desde logo uma linha estética, e criar os espaços vazios onde se vai operar a maravilha do seu rendilhado.

Falemos agora da mulher que é mais dedicada como obreira e, numa segunda fase é a mais delicada e consiste em encher, com o auxílio de uma simples pinça, os espaços deixados vazios na armadura, com os fios de ouro adelgaçados até à espessura de um cabelo, fios que a filigraneira (enchedeira) hábil e paciente enrola em "esses" e em espirais, a que chamam de rodilhões ou crespos.

Procede-se finalmente à fixação dos diversos elementos até então apenas ajustados, soldando-os sobre um carvão ou na piruca ou aranhola. Depois é já a fase de acabamentos, recozer, limpar, corar, brunir - e decoração da peça.
»

Aqui há dias vi concluir um trabalho de largos meses (as primeiras peças são sempre assim), de um filigranista que, quis o acaso, é irmão de um amigo destas andanças dos aviões, que conheci no meio do vicio do plástico, mas que tem também dos ditos pássaros de ferro. Gondomar não é só terra de nabos, é a terra por excelência de uma das nobres artes que, como tudo o resto, parece estar a cair em desuso em face do "compro tudo feito", Made in China. O mercado da ourivesaria dita outras leis, e os bons artesãos, gente de outra fibra, criados em gerações que só parecem existir na memória de alguns, apenas encontram trabalho nesta área como complemento a outra actividade profissional qualquer. Ainda assim, mantem-se fieis ao saber de experiência feito de muitos anos a dar vida a obras de arte apartir de materias que ao pincípio nada parecem ser nobres, mas que no final nos deixam de rastos de tão belos que são.

Há alguns anos atrás eu e outros amigos, e também o aludido irmão, fizemos pressão meses a fio, se calhar até mais que isso, para conseguir que o Sr. Joaquim Santos, que é de quem estamos a falar, produzisse uma peça para uma ocasião especial de uma das associações de que sou membro, a AEFA. Muita pressão e entusiasmo depois ele lá deu por concluida a sua obra, um T-6 á escala 1/100 (aproximadamente), que era um regalo para os olhos e serviu de forma soberba o propósito da homenagem que queriamos fazer.
Muito tempo passou até que conseguissemos igual proeza, mas desta feita um Lockheed T-33A, que foi há pouco dias ofertado também ele a um amigo.

Aqui vos trago essa peça, também ela de rara beleza, na mais pura tradição da filigrana gondomarense.






sexta-feira, 23 de novembro de 2007

PARA QUE OUTROS VIVAM

É o título de uma grande reportagem da TSF que irá para o ar, hoje depois das notícias das 19h.
Para os interessados por estas coisas do ar, há sempre um enorme interesse em ouvir (no caso) estas histórias.
Para os que acham que a missão da Força Aérea se confina ao gasto dos dinheiros públicos, a reportagem explicará, estou certo, que assim não é e que muito desse dinheiro tão "chorado" por essa turba indignada serve "Para que outros vivam", algures em terra e sobretudo no mar.
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Crédito da foto: aqui

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cursos

Vários cursos sobre temas aeronáuticos.

sábado, 17 de novembro de 2007

MONTE REAL - JULHO DE 1988, A OUTRA METADE DA ESTÓRIA




Companheiro que fui do António Luís na jornada de Monte Real - Julho de 1988, vou por isso contar a minha versão dos acontecimentos.

Terei assim que corrigir vários pontos na referida estória, começando por reenquadrá-la no dia 5 de Setembro de 1988 e não em Julho como mencionado. Merece-me ainda reparo o facto de termos realmente chegado a ver A-7s no ar, embora isso tenha acontecido enquanto percorríamos os tais 7 km que separam a estação de comboios da Base. 3 A-7P e um TA-7P em duas parelhas. Depois de lá chegarmos, aí sim, e para nossa desilusão (razão pela qual ficou provavelmente marcada na memória do António Luís como inactividade, além de ter sido o ano em que a frota esteve mais de um mês totalmente parada devido a problemas de motor) nem mais um A-7 em acção.

O terceiro reparo tem a ver com o Mirage belga que estava estacionado na placa da 304 e do qual vimos a substituição de motor, que era um Mirage 5 e não um Mirage III, conforme mencionado.

Recordo-me da especulação que movemos à volta da presença do dito Mirage, pelo facto da sua camuflagem ser perfeitamente idêntica à dos nossos A-7: que era um destacamento para ficar em Portugal e por isso aquela camuflagem, que teria tido uma emergência no ar e sido obrigado a aterrar em LPMR, etc. Nunca o chegámos a saber mas o mais certo é que tenha sido um avião que não teria regressado à Bélgica de um squadron exchange, devido à avaria.

Todo o resto da história contada é verdadeira. Os 35 graus, a linha de comboio torta e o cheiro ao diesel da locomotiva.

Recordo-me ainda de um polícia aéreo que se acercou de nós com ar circunspecto pelo lado de dentro da vedação, indagando se tínhamos máquina fotográfica. Ao que respondemos que não (a máquina estava atrás de nós no respectivo saco poisado no chão!). A lente de 50 mm no entanto, e a placa pendurada na rede a dizer “campo minado” (levámos a coisa a sério) não permitiram fotos melhores que as acima apensas.

Sei também que comprei na Figueira da Foz da parte da manhã, um kitt de um T-33 à escala 1/72, que ainda hoje possuo.

Estas correcções foram possíveis porque ao contrário do nosso comandante do Pássaro eu pude fazer batota e não me socorrer apenas da minha memória. As correcções vieram de uma agenda onde já na altura apontava os acontecimentos aeronáuticos que visualizava, numa espécie de génese de spotting. Embora por aqueles dias estivesse longe de saber o que isso era.



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CRÉDITOS

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