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quinta-feira, 16 de março de 2017

GOVERNO AUTORIZA COMPRA DE HELICÓPTEROS LIGEIROS PARA A FAP (M1880 - 17/2017)

Pintura comemorativa dos 50 anos do Alouette III na FAP

Pode ler-se em comunicado do Ministério da Defesa Nacional de hoje 16 de Março de 2017, a decisão tomada, para a aquisição de helicópteros ligeiros, destinados a substituição dos veneráveis SE-3160 Alouette III, em serviço na ForçAérea Portuguesa desde 1963:

"O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, autorizou a alienação dos Alouette III pelo seu crescente obsoletismo tecnológico e a aquisição de cinco novos helicópteros ligeiros monomotor para os substituir.  Este investimento na modernização da Força Aérea, inscrito na Lei de Programação Militar, será executado entre 2018 e 2020, não podendo exceder os 20.5M€.

O Ministro da Defesa Nacional autorizou a aquisição de cinco helicópteros ligeiros monomotor (com a opção de até mais dois), incluindo treino, sobresselentes e material de apoio, para garantir a continuidade das missões efetuadas pelos helicópteros ligeiros monomotor, atualmente os Alouette III, como instrução de pilotagem de helicópteros, busca e salvamento, evacuação sanitária militar.

Além de modernizar e reforçar a capacidade das Forças Armadas, e da Força Aérea em particular, o governo autorizou esta alienação pelo crescente obsoletismo tecnológico do helicóptero Alouette III, ao serviço de Portugal e da Força Aérea há mais de 50 anos. A súbita escassez de componentes no mercado, associada à inexistência de uma entidade reparadora de motores, assim como de centros autorizados para efetuar grandes inspeções destas aeronaves inviabilizam a sua operação para lá de 2018.

O Alouette III é um helicóptero muito manobrável e versátil utilizado em operações de transporte aéreo, evacuações médicas, busca e salvamento, resgate no mar, apoio tático e geral, mobilidade e assalto, reconhecimento visual, e garantem a instrução básica de pilotagem de helicópteros. Estes helicópteros apoiam também, sempre que solicitado, missões de interesse público, contribuindo designadamente no apoio ao dispositivo de combate a incêndios. A Força Área dispõe presentemente de 6 aeronaves Alouette III.

O Ministro da Defesa Nacional delegou, com faculdade de subdelegação, no Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, o General Manuel Rolo, a condução do procedimento, designadamente a aprovação do Programa, o Caderno de Encargos, a nomeação do júri, a seleção e negociação das propostas."



segunda-feira, 29 de abril de 2013

ALOUETTE III DA ESQUADRA 552 EM OPERAÇÕES DE BUSCA (M971 - 119PM/2013)

Alouette III da Esquadra 552

Nos dias 27 e 28 de abril, um helicóptero Alouette III (ALIII) pertencente ao Destacamento da Esquadra 552 no Aeródromo de Manobra Nº1 (AM1), em Ovar, foi acionado para uma missão de busca e salvamento a um tripulante solitário da embarcação de pesca local “ANA LÍDIA”, na zona da Foz do Rio Minho, junto à praia de Moledo.

Em conjunto com os meios marítimos e terrestres, nacionais e espanhóis, o ALIII efetuou no primeiro dia 6H25 de voo na zona de operações, tendo sido detetada a embarcação debaixo de água mas sem sinal do tripulante, um indivíduo de nacionalidade portuguesa e 46 anos de idade.

A tripulação do ALIII prosseguiu as buscas no dia 28, quer na altura da baixa-mar quer na altura de preia-mar, junto às margens da Foz do Rio Minho para sul, efetuando no total 4H20 de voo.

Desde 1978 a operar o helicóptero ALIII, a Esquadra 552 mantém em prontidão máxima o destacamento permanente de um helicóptero no AM1 para as missões de Busca e Salvamento na zona norte do país, sendo a tripulação composta por um piloto, um operador de sistemas e um recuperador-salvador.

Fonte: Força Aérea

domingo, 21 de abril de 2013

50 ANOS DE HISTÓRIA NUMA PINTURA (M960 - 110PM/2013)



A pintura alusiva aos 50 anos do Alouette III não foi das mais fáceis de enquadrar, pelo facto de se tratar de uma máquina com muitos anos e acontecimentos para retratar.
Foi no entanto um trabalho de rápido consenso entre as primeiras ideias que expus e aquilo que a esquadra esperava de mim.
Segundo sugestão do Comandante de Esquadra 552 TCor Carlos Paulino, no “76” dever-se-iam representar os cinco esquemas de pintura usados no Alouette III da Força Aérea Portuguesa e, era por isso, importante equilibrar todos, sem descurar aquilo que era o objetivo do empreendimento: que todos aqueles que passaram por esta máquina, ali se revissem.
Assim, dividimos a aeronave em três elementos principais:

Bombordo – Homenagem às esquadras em que serviu o Alouette nos três teatros de guerra do Ultramar através da utilização da cor Olive Drab  e aplicação de todos os emblemas das mesmas esquadras na porta (Esquadra 94, Canibais, Índios, Saltimbancos e Vampiros) e a data "1963" alusiva à entrada em serviço do modelo. A transição para a "cauda" foi feita através da colocação do elemento principal da Esquadra 552 (zangão), a última e atual operadora do modelo na FAP, a toda a altura da fuselagem. Sobre fundo branco, do último terço até ao final da “cauda” foi inscrito o logótipo da comemoração dos 50 anos do Alouette III em Portugal e “Força Aérea Portuguesa”. Estabilizador também pintado a olive drab, com o aviso de perigo a amarelo e a bandeira do mesmo tipo usado nas campanhas de África. Cruz de Cristo com o formato das décadas de 60 e 70.

Estibordo – Apresenta os dois atuais esquemas do Alouette III usados em Portugal: Camuflado e Rotores de Portugal. Ficou completo com a aplicação de todos os logos das esquadras em que serviu o AL III desde o regresso a Portugal depois da Guerra (Esquadras 33, 111 e 551), guardadas pelo patch de dimensão superior da esquadra 552, depositária das tradições e história de todas as outras.
Na zona dedicada aos Rotores encontram-se igualmente representados todos os patchs utilizados pela patrulha acrobática. Cruz de Cristo com o formato atual.
É ainda neste bordo mas na deriva,  que encontramos representada a principal missão fora do país, realizada no âmbito ONU em Timor Leste (UN068 + Patch+cor branca), onde a esquadra levou a cabo uma importantíssima missão de apoio próximo às populações e às Forças de Segurança, naquele que era então o mais recente país do mundo, com uma história intimamente ligada à da República Portuguesa.

O dorso da deriva do aparelho, pintado a vermelho, remete para os Alouette III usados nas missões de SAR (Busca e Salvamento), que tinham esta zona pintada em day glow.

Depois de completamente firmado este projecto, foi proposto pela esquadra, seguindo todos os procedimentos até à aprovação de sua Exª o General CEMFA.
Foi com enorme alegria que recebi alguns meses depois dois telefonemas, por parte do Ten. Ribeiro e do Zangão-Mor TCor Carlos Paulino, com a notícia de que teria que preparar o meu novo destacamento em Beja. Data encontrada, vontade suprema, dedicação à causa, espírito aeronáutico q.b. e plotter a caminho. Esperava-me "no outro lado da barricada" uma esquadra (pilotos, pessoal de voo e manutenção), com uma vontade igual à minha.
Não posso deixar de agradecer ao Paulo Mata do Pássaro de Ferro, pelo espírito de companheirismo e voluntariedade com que abraçou também este empreendimento.
No final, uma semana intensa, até que às 23:25 de sexta-feira, 12 de Abril concluíamos os trabalhos na “bolha”, com apenas uma saudação:
À MÁQUINA!!!!

Texto: Miguel Amaral










sábado, 20 de abril de 2013

APANHAR PERDIZES À MÃO (M959 - 109PM/2013)

SE-3160 Alouette III      Foto:Autor desconhecido

Essa de apanhar perdizes à mão é interessante e até dá treino aos pilotos, mas em contrapartida, à custa de uma extrema fadiga da pobre perdiz.
Como saberão, a margem Sul do rio Tejo é composta por uma zona de planície com uma fauna interessante (esta explicação é para os não conhecedores da zona).
Na altura, estando nas OGMA, tinha começado a voar o Alouette III e iniciaram-me nessa "caça".
Dirigíamo-nos para a orla entre a planície e o começo da zona arbórea e aí em voo lento, rapidamente se fazia levantar as ditas perdizes. Escolhia-se uma e o treino de pilotagem era seguir atrás da "vítima" e orientá-la para uma zona sem obstáculos. Entretanto, como não podia deixar de ser, o animal cansava-se, sendo obrigado a fazer um pouso forçado, ficando paradas absolutamente exauridas.
A seguir aterrava-se ao lado do animal e muito simplesmente pegava-se nele. 
Para meu “descanso” moral, nunca comi nenhuma.
Total de horas efectuadas em Alouette III: 76:15 h


Texto: Cap (Ref) Fernando Moutinho

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

50 ANOS DO ALOUETTE III NA FORÇA AÉREA - CONCURSO (M877 - 53PM/2012)


Inserido nas comemorações do cinquentenário do Alouette III ao serviço da Força Aérea Portuguesa, terá lugar um concurso fotográfico patrocinado pela Esquadra 552 - Zangões, cujo tema é, como não podia deixar de ser, o Alouette com as cores nacionais, quer seja em fotos de valor histórico, quer as atuais digitais de alta resolução.
Pela organização serão escolhidas 552 fotos que irão a votação pública online, das quais serão selecionadas 52 finalistas, e de entre estas, as duas vencedoras finais.

Condições de Participação:

-Só serão aceites 3 (três) fotografias por concorrente
-Só serão aceites fotografias com 10MB de tamanho máximo;
-O tamanho mínimo das fotografias será de 30cm por 20cm a 300dpi (pontos por polegadas);
-As fotografias deverão estar em formato JPEG/JPG ou TIFF.

O Regulamento do Concurso pode (e deve) ser consultado aqui.

Validação da Inscrição:

O envio das fotografias deverá ser feito juntamente com o Formulário de Inscrição, para o e-mail fotografia50anosall3@gmail.com

Data limite para participação: 10 de março de 2013 até às 23h59 



Fonte: Força Aérea
Adaptação: Pássaro de Ferro



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

REAL THAW 2012 (5) (M596 - 11PM/2012)

Terminou mais uma edição do exercício Real Thaw, no qual foram testadas as capacidades operacionais das várias unidades da Força Aérea, em conjunto com as forças no terreno.
Tipificando os cenários de conflitos atuais como o Afeganistão ou a Líbia, onde é muitas vezes necessário resgatar elementos e forças amigas em zonas não controladas, realizaram-se inúmeras missões em vários pontos do país.
A missão que apresentamos representa um resgate a partir de um aeródromo em território inimigo, previamente controlado por tropas pára-quedistas:




Chegam também os Alouette III que a partir do ar estabelecem um perímetro de segurança que permita as ações que se irão desenrolar:



Bem mais acima, os F-16 garantem a necessária superioridade aérea, enquanto o C295 Persuader aterra na pista do aeródromo, vigiada por atiradores estrategicamente colocados:



Com a zona perfeitamente controlada por forças no terreno e aeronaves de proteção, chega o EH-101 Merlin que transportará os elementos a resgatar:
 



Após breves minutos no solo, o Merlin descola novamente, rente às copas das árvores de modo a proteger os tripulantes das forças inimigas durante a fuga através de zonas não controladas



As tropas pára-quedistas reembarcam no C295 que dá início à rolagem para descolar, protegido pelos snipers na porta de carga


Enquanto isso os sempre vigilantes Alouete III mantêm-se a proteger a zona




E depois do C295, os Alouette III são finalmente os últimos a partir.
Missão cumprida!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS (M458 - 1PM/2011)


Longe das luzes da ribalta das novas e modernas aeronaves que são os EH-101 Merlin da Esquadra 751 no Montijo, tal como geograficamente distante, está o destacamento da Esquadra 552 - Zangões, no Aeródromo de Manobra 1 (AM1) em Maceda, Ovar. Não é no entanto menos meritório o seu trabalho, ainda que menos divulgado.
Constituído por um total de 24 Militares (8 Pilotos, 6 Recuperadores Salvadores e 10 Operadores de Guincho, operando em grupos de 3 (1 Pil, 1 RS e 1 OPG) colocados no AM1 por períodos de uma semana, o destacamento realizou durante 2010 um total de 25 missões de busca e salvamento, em 42 saídas e 91:40 horas.
Este destacamento, activado em 1990, é o meio de busca e salvamento colocado mais a Norte no país, sendo por isso o primeiro a ser chamado a intervir nesta zona, sempre que despoletado o alerta através dos canais próprios. É por isso, e apesar das limitações que a aeronave possui, nomeadamente em autonomia e distância que pode penetrar no mar, essencial, quando prestar uma atempada ajuda a quem dela necessita, pode marcar a diferença entre o sucesso e o insucesso. Por vezes a diferença entre a vida e a morte.
Que o digam os militares que dos Alouettes dependeram nas guerras de África e que por eles viveram.
Ou as populações de Timor Leste, que por eles foram servidas durante a difícil fase da independência, noutro destacamento da Esq 552, dessa vez sob as cores das Nações Unidas.

E passados quase 50 anos, agora em clima e  tempo de paz, os Zangões continuam ainda a salvar vidas, nessa aeronave que parece que nunca acaba e tem sempre mais para dar: o Alouette III.
Para terminar e regressando ao título do artigo (o lema da Esq 552), e dada a longevidade, quantidade e diversidade dos salvamentos efectuados, parece não haver melhor expressão para reunir a carreira da aeronave e das Esquadras que a voaram, das quais os Zangões são os honrosos herdeiros: "Em perigos e guerras esforçados!"







 


domingo, 28 de fevereiro de 2010

REAL THAW 2010 - BALANÇO (M355-6PM/2010)









  
  




Entre os dias 18 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2010 decorreu na Base Aérea nº5, Monte Real, o exercício Real Thaw 2010.
Este exercício, com génese na Esquadra 301 - Jaguares, vem ao encontro das necessidades de treino Operacional das Esquadras de Monte Real (E201- Falcões e E301 – Jaguares), na sua constante preparação e adaptação ao contexto internacional e aos possíveis cenários de aplicação do avião F-16AM.
Este exercício, que vai já na sua terceira edição, tem contado desde o início com a participação de esquadras estrangeiras a operar em F-16AM, correspondentes aos países pertencentes às European Participating Air Forces (EPAF), nomeadamente a Dinamarca e a Bélgica.
Os cenários criados variaram entre missões de Close Air Support (CAS) até missões mais complexas, como Composite Air Operations (COMAO), Personnel Recovery, Slow Mover Protection, High Value Airborn Protection (HVAA), Anti- Surface Warfare (ASUW), de dia e de noite e em quaisquer condições atmosféricas.
Este exercício tem tido igualmente a participação de outros meios da Força Aérea, como o ALIII (a Esq.552 tem vindo a participar neste exercício desde o seu início e na maioria das missões voadas), EH-101, C-295, C-130, bem como do Control and Reporting Center (CRC), das equipas Tactical Air Control Parties (TACP), Unidade de Protecção da Força /UPF) e o apoio logístico da Base Aérea nº5 e do Comando Aéreo da Força Aérea.
Este exercício tem crescido de ano para ano, com cada vez mais apoio do Comando Aéreo da Força Aérea, principalmente dos seus meios de Intel, Planos e Operações.
O Real Thaw não teria o sucesso que tem tido se não fosse a ligação e participação de forças do exército e da Marinha Portuguesa, numa cooperação estreita e num ambiente táctico realista.


Em resumo, foram executadas 483 saídas com 768h e 20m de voo das quais 163h e10m à noite em apenas 3 semanas de Operação.

Texto: Maj PILAV Luís  Morais

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