Mostrar mensagens com a etiqueta tap. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tap. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de julho de 2016

LISBOA AIR RACE/64 ANOS DA FORÇA AÉREA E CENTENÁRIO DA AVIAÇÃO MILITAR (M1853 - 33/2016) - [6]

Sexta e última parte da cobertura fotográfica do "Lisboa Air Race", 64º aniversário da Força Aérea e Centenário da Aviação Militar.
O Pássaro de Ferro agradece ao Paulo Fernandes que, como já se aludiu, decidiu aceitar o convite  e ser os "nossos olhos" naquele evento, provavelmente o maior realizado em céu nacional neste ano de 2016.
A qualidade e a oportunidade do seu trabalho fotográfico ficou atestada nos vários milhares de visualizações (quase 10 mil!...) que contabilizaram as seis edições publicadas, num total de 81 fotografias, provavelmente a maior cobertura feita por um OCS da área da aviação.
Hoje ficam as abordagens à Patrulla Águila, de Espanha; ao sempre interessante e gigante A340 da TAP; aos ALIII, Chipmunk e Epsilon da Força Aérea e ás aeronaves da "Lisboa Air Race".

















Edição: Pássaro de Ferro
Fotografia: Paulo Fernandes/Oneshootland

quinta-feira, 3 de julho de 2014

MINISTRO DA DEFESA DEFENDE ARTICULAÇÃO DE SAÍDA DE PILOTOS DA FORÇA AÉREA COM COMPANHIAS PRIVADAS (M1637 - 199PM/2014)



O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, defendeu no dia 1 de julho, na base aérea de Sintra, uma maior "articulação com as companhias aéreas nacionais" com vista a evitar a saída de pilotos da Força Aérea Portuguesa (FAP).

"Articular o recrutamento com a TAP e com a SATA significa aumentar a capacidade de planeamento da Força Aérea Portuguesa. Significa melhorar a capacidade de projetar atempadamente a formação de novos pilotos, capazes de substituir aqueles que saem", afirmou o ministro, na cerimónia dos 62 anos da FAP.

Para Aguiar-Branco, que falava na base área de Sintra, "nada explica que o processo de recrutamento das companhias aéreas continue a deixar a FAP numa situação crítica, quando é possível reforçar a coordenação entre todos os intervenientes".

O ministro acrescentou que o princípio também deve "ser aplicável às companhias aéreas privadas", e prometeu reforçar o orçamento deste ramo militar para aumentar as horas de voo e acelerar a formação de novos pilotos comandantes. 

Fonte: RTP
Adaptação. Pássaro de Ferro

domingo, 15 de dezembro de 2013

OGMA INVESTE E CRIA EMPREGOS (M1323 - 387PM/2013)

Embraer KC-390 que terá componentes fabricados em Portugal

A OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal, que celebra este ano 95 anos de existência, está a viver uma fase de expansão e de conquista de novos mercados. O novo presidente da empresa de Alverca disse ao PÚBLICO que a companhia investiu 34 milhões de euros na modernização da sua actividade e no projecto de participação no fabrico do novo avião da Embraer e que, ao mesmo tempo, criou mais 180 empregos.

A empresa aeronáutica alverquense é o maior empregador do concelho de Vila Franca de Xira, com cerca de 1600 postos de trabalho, e o presidente da comissão executiva da OGMA, Rodrigo Rosa, acredita que o sucesso do novo avião KC-390 vai, também, criar condições para que a empresa portuguesa continue a crescer.

Depois de alguns anos de dificuldades, a OGMA foi privatizada em 2005 com a venda de 65% do capital ao grupo brasileiro Embraer. O Estado português, através da Empordef, mantém os restantes 35%. Os anos seguintes ainda foram complicados, mas a OGMA iniciou, em 2010, uma fase de crescimento e conseguiu recuperar muitos dos seus grandes clientes internacionais. Também por isso, a empresa conta atingir no final deste ano uma quota de 97% de exportação do seu trabalho quando, em 2009, essa fasquia estava nos 85%.

Em Alverca, é feita a manutenção de aeronaves das forças aéreas dos Estados Unidos da América, Bélgica, Brasil, Camarões, França, Países Baixos, Índia, Marrocos, Paquistão e Tunísia. Ao nível das companhias transportadoras, a OGMA presta igualmente serviços à Lufthansa, à Virgin Australia e à Euro Atlantic, para além das portuguesas TAP e Portugália. No domínio da fabricação, para além das parcerias mais estreitas com a Embraer, trabalha também com a Airbus, com a Boeing, com a Eurocopter e com a Lockeed Martin.

A participação no projecto do KC-390, um novo avião militar de transporte em que a Embraer deposita grandes expectativas, tem sido, nos últimos dois anos, o maior factor de expansão da actividade da OGMA, que teve uma participação importante na investigação e desenvolvimento da aeronave e produz, agora, boa parte das suas componentes, sobretudo ao nível da fuselagem. “Estes projectos todos perfazem um investimento de aproximadamente 45 milhões de dólares (34 milhões de euros no câmbio actual), que vai aumentar, expandir e trazer novas tecnologias, além da participação da OGMA no próprio desenvolvimento da aeronave, no desenvolvimento de engenharia, porque participa com a Embraer desde o desenvolvimento e não apenas na produção”, explica Rodrigo Rosa, que assumiu a presidência da OGMA a 15 de Novembro passado.

“Isso já criou, aproximadamente, 180 postos de trabalho na empresa, sejam engenheiros, na qualidade ou na produção. E estamos numa fase inicial ainda. Com o sucesso da aeronave é lógico que, eventualmente, a produção venha a crescer no futuro. Esperamos crescer, logicamente”, observou o administrador brasileiro da OGMA, que nos últimos anos trabalhou como vice-presidente executivo da empresa.

De acordo com o administrador, a OGMA, depois de anos de alguma dificuldade, tem conseguido encontrar no mercado português engenheiros e pessoal de produção “bastante qualificados” e que necessitam apenas de alguma formação específica. Já no que diz respeito aos fornecedores, nem sempre é possível encontrar os materiais necessários no mercado português. “A OGMA sempre prioriza o fornecimento em Portugal de produtos, de peças, de ferramentas. Infelizmente, algumas especializações hoje não existem em Portugal. Estão a ser desenvolvidas com o mercado, porque isso também precisa de um mercado. Conforme o mercado se vai expandindo, as oportunidades vão aparecendo e mais empresas se interessam por isso”, sublinha Rodrigo Rosa, garantindo que a OGMA está disponível para apoiar eventuais projectos de instalação de fornecedores na área de Alverca.

Os últimos anos, num quadro de crise económica nacional e internacional, têm sido bastante positivos para a OGMA, que alcançou em 2012 o seu recorde de volume de negócios, com 159,3 milhões de euros de vendas. A empresa de Alverca registou algum “travão” no seu crescimento nos anos de 2010 e 2011, mas conseguiu retomar uma fase de expansão em 2012, que se deverá manter em 2013, também com o reforço do projecto de fabrico de componentes para o novo avião militar da Embraer, o KC-390. No que diz respeito aos lucros do exercício, a OGMA conseguiu em 2011 um resultado líquido de 10,8 milhões de euros, que baixou no ano passado para 9,4 milhões. 

O Embraer KC-390 é um projecto de aeronave de transporte táctico/logístico e reabastecimento em voo. Foi desenvolvido para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira, que admite usá-lo em substituição do C-130 Hércules. A Embraer pretende que o KC-390 venha a ser escolhido por forças aéreas de outros países que possuam frotas de cargueiros militares.

Fonte: Público


sábado, 6 de julho de 2013

DIA DE S.AVIÃO (M1066 - 190PM/2013)


Quando estive colocado em Bissau, quinta-feira era o "Dia de S. Avião". A TAP, com o seu Super Constellation, visitava-nos todas as quintas-feiras. Nessa época não havia TV, a rádio local era incipiente e nós vivíamos com um pequeno rádio para ouvir a ex-Emissora Nacional em onda curta, mas entre as 18 e as 21 horas, conseguia ouvir-se em onda média, mérito do "salto de cavalo" (NR: Fenómeno físico que consiste na reflexão das ondas rádio na atmosfera permitindo ouvir-se a distâncias muito mais longas do que por receção direta). 
Mas a quinta-feira era de facto o grande dia. Além do correio, era a chegada dos jornais. Faziam-nos uma falta tremenda. Eram devorados durante todos os dias seguintes.
Localmente, havia um pequeno jornal semanal, o "Arauto" que nós apelidávamos de "Araúto" devido à sua peculiaridade: Era posto à venda ao sábado, com a data de domingo, mas com notícias atrasadas. Dizíamos nós, parodiando um pouco "saiu hoje, com a data de amanhã, mas com as notícias de ontem!"
Na sequência do Dia de S. Avião, tenho uma pequena história de uma brincadeira que acabou por se complicar um pouco. Nessa época estava em força o Totobola e havia rapaziada que
fazia as suas apostas. Não era o meu caso, mas reparava no afã da consulta dos jornais para verificar o boletim. Mesmo sabendo-se já dos resultados pela rádio, só vendo é que se acreditava.
Então congeminei uma brincadeira: preencher um boletim com uma só coluna e após saber os resultados preencher outra com os resultados certos. Assim foi. Na casa de apostas registaram-me o boletim com uma só coluna. Quando pela rádio soubemos os resultados, com outro boletim para aproveitar o papel químico, preenchemos a coluna seguinte com os resultados conhecidos. 
Depois foi aguardar até quinta-feira e, na Messe, aproveitar um dos leitores dos jornais e pedir-lhe para conferir os resultados enquanto ia à casa de banho. Como se previa começou a ouvir-se um avolumar de sons vindos da Sala. Apareci com ar ingénuo e sou assaltado por uma chuva de parabéns e quejandos. Fiz o meu papel e, para acalmar o pessoal, prometi uma festa mas, só depois de saber qual o prémio (naquela altura só se sabia mais tarde).
Contudo, a novidade espalhou-se. Já corria na cidade que tinha saído o primeiro prémio a um aviador. Até aí o maior prémio saído em Bissau tinha sido um terceiro e pouco valioso. O aparecimento de um primeiro prémio era acontecimento de vulto. 
Foi quando vi que tinha de arranjar um esquema para desfazer a brincadeira. Expus o caso ao Comandante da Zona Aérea, pedindo-lhe ajuda. Colaborou. 
Na refeição seguinte, quase já mesmo no fim, pediu a atenção a todos os presentes e explicou que o “meu prémio do Totobola” tinha sido uma brincadeira. Explicou como foi engendrada e, para não haver dúvidas, mostrou-se o boletim a quem quisesse verificar que era mesmo o pretenso premiado e rasgou-se à vista de toda a gente. 
Acabou por ser ainda assim uma desilusão para os meus camaradas que viveram o acontecimento. Tinham gostado que me tivesse mesmo saído.


Texto: Cap (Ref) Fernando Moutinho

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>