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terça-feira, 8 de março de 2022

POLÓNIA COLOCA FROTA DE MIG-29 À DISPOSIÇÃO DOS EUA [M2301 - 18/2022]

 

MiG-29 "Fulcrum" da Força Aérea Polaca         Imagem de arquivo

O Governo da República da Polónia anunciou em comunicado oficial colocar à disposição dos EUA a sua frota de caças MiG-29:

"As autoridades da República da Polônia, após consultas entre o Presidente e o Governo, estão prontas para enviar – imediatamente e gratuitamente – todos os seus caças MiG-29 para a Base Aérea de Ramstein [NR: base da USAFE na Alemanha] e colocá-los à disposição do Governo dos Estados Unidos da América. 

Ao mesmo tempo, a Polónia solicita aos Estados Unidos que nos forneçam aeronaves usadas com capacidades operacionais correspondentes. A Polónia está pronta para estabelecer imediatamente as condições de compra dos aviões. 

O governo polaco também solicita que outros aliados da NATO – que possuam caças MiG-29 – ajam na mesma linha."

Segundo o mesmo comunicado, a decisão do executivo polaco vem no seguimento dos comentários realizados pelo Secretário de Estado dos EUA, sobre o fornecimento de aviões à Ucrânia.



sexta-feira, 1 de maio de 2020

ACTIVIDADE DA FAP NO COMBATE À COVID-19 [M2129 - 47/2020]

Transporte de equipamentos e material médico para a Madeira      Foto: FAP

O Comando Aéreo Aliado, em Ramstein Alemanha, dá hoje destaque às acções desenvolvidas pela Força Aérea Portuguesa no combate à pandemia de COVID-19, no seu sítio de internet e redes sociais, onde se pode ler o seguinte:

Desde Fevereiro, que a Força Aérea Portuguesa apoia a batalha nacional contra a propagação da pandemia do COVID-19, além de realizar missões que garantem segurança a nível nacional e dentro da Aliança.

A pandemia do COVID-19 representa um desafio sem precedentes para todas as nações e está a ter um impacto profundo nas pessoas e nas economias. A crise mostrou que os membros da NATO são resilientes e unidos. Os militares da NATO estão a desempenhar um papel fundamental no apoio aos esforços civis nacionais e, usando mecanismos da NATO, os Aliados têm-se ajudado uns aos outros a salvar vidas.

"Estamos do lado de todos os afectados pela crise da COVID-19 e agradecemos profundamente a todos os que estão na linha de frente", disse o Brigadeiro-General da Força Aérea Portuguesa João Caldas, Diretor de Operações, em nome da Força Aérea Portuguesa. “A Força Aérea Portuguesa orgulha-se de poder ajudar a nossa população com a nossa equipa experiente. Ao mesmo tempo, a nossa missão 24/7 continua em todo o espectro de operações, incluindo Vigilância Aérea e Defesa Aérea, Evacuações Aeromédicas e missões de Busca e Salvamento ”, acrescentou.

Para a Força Aérea Portuguesa, as contribuições para as medidas nacionais anti-COVID-19 começaram em Fevereiro, quando uma aeronave de transporte C-130H ajudou a trazer de volta cidadãos portugueses e brasileiros das áreas afectadas na China; Noutra missão, em Março, um avião Falcon 50 repatriou cidadãos portugueses da Roménia com profissionais de evacuação aeromédica da Força Aérea Portuguesa a bordo.

C-130 Hercules no transporte de material médico     Foto: FAP


C-130 Hercules no transporte de material médico dia e noite     Foto: FAP

Em Março e Abril, as capacidades de evacuação médica da Força Aérea Portuguesa (MEDEVAC) também foram usadas para transportar casos suspeitos e confirmados de COVID-19 das ilhas dos Açores para o continente.

Falcon 50 na ilha do Pico        Foto: FAP

Além disso, a frota de transporte de quatro C-130H, dois Falcon 50 e dois C295M realizou missões de apoio logístico entre o continente e as ilhas dos Açores e da Madeira, transportando mais de oito toneladas de suprimentos sanitários e médicos, além de equipamento de auto-protecção para uso de militares e civis.

As camas de campanha fornecidas pela BA11 em Beja    Foto: FAP
Visita do CEMFA e ministro da Defesa ao CFMTFA na Ota       Foto: FAP


Desde o surgimento da pandemia em Portugal, a Força Aérea tem recebido refugiados - alguns casos confirmados de COVID-19 - no Centro de Formação Militar eTécnica da Força Aérea na Ota, disponibilizando mais de 200 camas tácticas, 500 camas hospitalares especializadas em apoio ao pedido da Autoridade Nacional de Protecção Civil, tendo  fornecido pessoal e apoio material ao Hospital das Forças Armadas e aos lares de idosos na Base Aérea de Beja. As instalações de armazenamento foram abertas ao Serviço Nacional de Saúde e as equipas de descontaminação garantiram a descontaminação dos equipamentos utilizados durante a pandemia do COVID-19, especialmente as aeronaves MEDEVAC.

Reportagem sobre as acções de desinfecção da Esquadrilha de Defesa NRBQ da FAP



quarta-feira, 8 de maio de 2013

EXERCÍCIO "PRIMAVERA DOS CÁRPATOS" (M985 - 39AL/2013)


Mais de 30 militares norte-americanos da 86th Airlift Wing, estacionada na Base Aérea alemão de Ramstein, estiveram no passado mês na Roménia para um exercício conjunto com a Força Aérea Romena.
O exercício foi concebido para o treino conjunto das tripulações, bem como ajudar e fomentar a capacidade de parceria e interoperabilidade com os romenos. 



Devido a algumas restrições existentes na Alemanha, relativamente a determinadas operações, esta deslocação para a Roménia - recorde-se um antigo membro do Pacto de Varsóvia - revestiu-se de enorme interesse, na medida em que o espaço aéreo romeno comporta menos restrições. Nas operações participaram aviões Lokheed C-130J Super Hércules americanos.


 
Esta cooperação conjunta entre norte-americanos e romenos permite estabelecer pontes entre as duas forças. Por um lado, os militares da 86th Airlift Wing operam num ambiente estranho, executando os procedimentos necessários e, por outro, aos romenos é facultada a operação conjunta com o novo aliado da NATO, bem como aos procedimentos standard estabelecidos.



Fonte: USAF
Fotos: U.S. Air Force photo by Airman 1st Class Hailey
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro
 

sábado, 2 de março de 2013

T-BIRD COM AFTER BURNER (M898 - 65PM/2013)

Lockheed T-33A Shooting Star

Em 1987, num voo de instrução de navegação alta, uma parelha de T-33A deslocou-se a Ramstein na Alemanha. Ao cortar motores, uma apreciável quantidade de combustível saído dos drenos dos aviões (como era habitual no T-Bird) foi vertida na placa que os "américas" de Ramstein primam em manter sempre impecavelmente limpa.
Após termos coordenado com o crew chief o reabastecimento dos aviões em combustível e oxigénio, despedimo-nos  e fomos à nossa vida (que não podia, evidentemente, deixar de incluir uma visita ao "BX").
Na manhã seguinte, tudo em ordem para o regresso a Beja. Inspeção passada, amarrados nos aviões, starter mil, mil e um, mil, mil e dois, mil mil e larga, 9% - ignição, acima de 10% estabilizados - gasolina de arranque para auto e... todo o pessoal que se encontrava nas imediações bate rapidamente retirada. Um chamarão de três metros saía da tubeira de escape do avião.
De imediato o combustível de arranque foi cortado, acalmando em seguida o crew chief que ainda se encontrava aos saltos, ao mesmo tempo que perguntava "is this normal? Is it normal?"
Sem compreendermos a razão para o sucedido e com a certeza de que tudo estava normal, tentámos novo arranque. O pessoal de terra, desconfiado, manteve-se ao largo. Novo arranque a quente, novo arranque abortado.
Começámos a ficar preocupados e resolvemos sair do avião afim de, conjuntamente com a outra tripulação, melhor estudar a situação. Descobrimos que o avião estava encharcado de combustível, embora não tivesse havido falha de ignição e a combustão se tivesse processado.
Fizemos então uns arranques a seco, para tentar expulsar o combustível acumulado, mas sem resultados positivos. Entretanto, já o Oficial de Segurança de Voo da Unidade rondava no seu Jeep para trás e para a frente, com um sorriso amarelo e algo desconfiado, perguntando se precisávamos de ajuda. Houve até quem sugerisse inclinar o avião, levantando-o pelo nariz, por forma a que o combustível escorresse pela tubeira - ideias brilhantes de alunos!...
Resolvemos sentar-nos em meditação debaixo da asa do avião e, quando estávamos prestes a desistir, o olhar vagueante de um dos alunos descortinou algo amarelado na extremidade do dreno da "shutoff"- os drenos dos aviões estavam tapados com "ear plugs", solução que os "américas" na tarde do dia anterior tinham arranjado para evitar que a sua placa ficasse manchada com nódoas. Incrédulos, e após termos entregado os ear plugs ao crew chief, lá arrancámos de volta a casa.
Sempre que voltámos a Ramstein, quando, após cortar o motor, o combustível era drenado para o solo, podíamos ouvir o crew chief desesperado a praguejar: "oh shit, always the same big mess!"



Excerto do livro "T-Bird" à venda no Museu do Ar e Esquadra 103
Texto: José Rosado

sábado, 6 de setembro de 2008

RAMSTEIN











Além do já comentado festival aéreo de Coimbra para consumo interno, o ano de 1988 ficaria ainda na história pelas piores razões, com o mais grave acidente de todos os tempos em festivais aéreos: Ramstein.

Na base aérea da USAF na Alemanha, por ocasião do festival anual e diante de 300 000 espectadores, 3 Aermacchi MB-339 da patrulha italiana Frecce Tricolori colidiram em pleno voo a meio de uma das manobras previstas na sua exibição (mais concretamente a Pierced Heart, na qual um avião passa pelo meio da formação que vem em frente em forma de coração).


O resultado foram 67 mortos e 346 feridos graves. Entre os pormenores mais macabros e que agravaram ainda mais os acontecimentos, estão a queda de um dos aviões precisamente em cima do helicóptero de evacuação de emergência (UH-60 Blackhawk), vitimando o piloto que se encontrava no seu interior. O piloto que se despenhou sobre o Blackhawk logrou conseguir ejectar-se, mas pereceria também em virtude do pára-quedas não ter chegado a abrir antes do embate com o solo.


Uma lápide no local, com os nomes dos vitimados nesse dia 28 de Agosto de 1988, assinala tristemente os acontecimentos desse fatídico dia.

Desde então, e cumpriram-se já vinte anos, nunca mais se voltou a realizar um festival aéreo em Ramstein.


Este acidente foi de tal forma marcante que deu até nome a uma banda de germânica, conhecida precisamente pelas encenações envolvendo sempre grandes efeitos pirotécnicos e cujo tema com o mesmo nome remete aos acontecimentos desse verão de 88, transformando em arte uma realidade brutal.

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