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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

DESPEDIDA DE PINTURA COMEMORATIVA EM F-16 BELGA [M2227 - 15/2021]

Foto: Andrew Timmerman
O F-16AM da Componente Aérea Belga com a matrícula FA-124, que envergou desde 2019 a pintura comemorativa dos 75 anos do Dia D da II Guerra Mundial, realizou hoje o último voo com este esquema, do qual partilhamos aqui hoje as fotos.

Foto: Andrew Timmerman

Foto: Andrew Timmerman

Com efeito, a referida célula, efetuou o voo entre a base de Kleine Brogel e o aeroporto de Charleroi, onde se encontram as instalações da SABCA, onde será submetido a manutenção profundo, e de onde regressará com a pintura standard da frota belga em dois tons de cinza.

Esta mesma aeronave apareceu recentemente em afterburner ao por do sol num curto mas bonito vídeo da Esquadra 349:

O Pássaro de Ferro teve também a felicidade de poder registar para a posteridade esta célula em voo ainda em 2019 e que faz parte da nossa Galeria de fotos:





quinta-feira, 30 de julho de 2020

F-16 DE SPANGDAHLEM COM NOVA "ROUPA" [M2164 – 82/2020]


Fotos: Boris Hermand


Aparentemente indiferente às notícias recentes, que dão conta da retirada de todos os caças da USAF de território alemão, envolvidos no programa anunciado pelo Pentágono, de redução de até 12.000 militares estadunidenses de terras germânicas, foi possível ver o primeiro F-16 de Spangdahlem com a pintura Have Glass V.

Foto: Boris Hermand

Esta pintura, destinada a reduzir a assinatura radar das aeronaves, tem vindo a ser implementada nas frotas F-16 da USAF e ANG, à medida que as células vão sendo submetidas a manutenção profunda.

F-16C n/c 960080 em Monte Real, ainda com a pintura "clássica" dos F-16 da USAF, em Fevereiro de 2019

A célula F-16C n/c 960080, que enverga a marca do 480FS (Warhawks), que estiveram em Portugal nos dois últimos anos em destacamento de treino em Monte Real, foi a primeira a receber a nova pintura, realizada nas instalações da SABCA, em Charleroi, Bélgica.

Após a pintura Have Glass V em Charleroi, Bélgica, 30 de Julho de 2020   Foto: Boris Hermand

Segundo informação recente e ainda não confirmada oficialmente, os F-16 do 480 FS deverão abandonar Spangdhalem e ser relocalizados em Aviano, Itália, onde se juntarão aos das esquadras 510 FS e 555 FS locais.

Os F-16 MLU da Força Aérea Portuguesa utilizam também tinta Have Glass, sendo contudo de geração II.

O brilho característico da pintura Have Glass II visível no dorso destes dois F-16AM da FAP



Agradecimentos: Boris Hermand




domingo, 26 de agosto de 2018

ESQUEMA DE PINTURA DOS KOALA DA FAP (M1992 - 52/2018)

Ilustração do esquema de pintura a aplicar na frota Leonardo AW119Kx Koala da FAP

O Pássaro de Ferro recebeu as ilustrações que aqui apresentamos, com o esquema de pintura a aplicar alegadamente nos novos helicópteros ligeiros AW119Kx Koala, adquiridos pelo Estado Português, para substituir os lendários Alouette III, na Força Aérea Portuguesa (FAP).

Pela análise das ilustrações, podem verificar-se vários pormenores que irão romper com o que tem sido a camuflagem das aeronaves de asas rotativas da FAP desde o início da década de 1980.
A cor principal seguirá assim a tendência de todas as outras frotas no tom do cinza anti-radiação da NATO, abandonando por isso o camuflado em dois tons de verde, castanho e cinza claro nas superfícies inferiores, dos actuais Merlin e Alouette III.



Os cinco Koala para já adquiridos à Leonardo, serão dedicados primariamente à instrução, com funções secundárias na busca e salvamento e apoio ao combate a incêndios, razões que justificam as áreas pintadas em day-glo vermelho/laranja escuro. Na realidade, o esquema parece seguir o mesmo padrão da frota de instrução de asas fixas TB-30 Epsilon, que usa esta mesma combinação de cores.

A confirmarem-se todos os detalhes das ilustrações, os helicópteros passarão a envergar também "FORÇA AÉREA PORTUGUESA" na fuselagem, à semelhança dos aviões de transporte e vigilância marítima, da Arma Aérea nacional.


Apesar da lógica sugerir que a nova frota prosseguisse as matrículas da FAP em 1970x, as ilustrações mostram que um novo sistema de matrículas deverá será inaugurado, ao iniciar com o dígito "2", por oposição às iniciadas em "1", desde a actualização do sistema em 1993.

As primeiras duas unidades do AW119 Koala deverão chegar a Portugal em meados de Dezembro de 2018.



sexta-feira, 6 de abril de 2018

AS PINTURAS DO CF-18 DEMO TEAM (M1963 - 23/2018)

Pintura "NORAD" apresentada no CF-18 Demo Team de 2018 

Nos dias que antecederam a apresentação da pintura do CF-18 que irá realizar as demonstrações de performance, durante a temporada de 2018, a equipa foi relembrando algumas das pinturas mais marcantes, exibidas nos céus do Canadá maioritariamente, mas também de outros países.

Em 2018, quem tiver a oportunidade de se deslocar ao Reino Unido, poderá ver a pintura "NORAD", que comemora os 60 anos do "North American Defense Command", no CF-18 pilotado pelo Cap. Stefan "Porcelain" Porteous, em Yeovilton a 7 de Julho, e no fim-de-semana seguinte, no Royal International Air Tattoo (RIAT) em Fairford. Estas são as únicas datas fora da América do Norte, entre 26 locais diferentes agendados para a temporada de 2018.

Para já, fica um lote de excelentes recordações, antes de poder ver ao vivo a pintura "NORAD".

A pintura do milénio 

Em 2002 a pintura "Hornet" comemorativa dos 20 anos de operação do modelo CF-18 no Canadá

Em 2003 uma pintura evocativa do bem conhecido "Tiger Meet", em que os CF-18 da Esq.439 participaram entre 1986 e 1992

A pintura de 2007, comemorativa dos 25 anos do CF-18 Hornet 


Em 2009 foi a vez de comemorar o 100º aniversário do voo motorizado no Canadá

Esquema de 2011 "Support our troops"

Em 2012 a pintura "True Nnorth, Strong and Free" que incluía um urso polar e uma aurora boreal, alentre outros motivos eminentemente canadianos

Em 2015 a pintura evocativa dos 75 anos da Batalha de Inglaterra apropriadamente com as cores da Royal Air Force

A pintura de 2016 utilizou as cores dos aviões de instrução do British Commonwealth Air Training Plan da II Guerra Mundial

O vistoso esquema da temporada de 2017, comemorativo dos 150 anos da nação canadiana

Fotos via Royal Canadian Air Force

domingo, 8 de outubro de 2017

AGGRESSORS COM NOVA PINTURA (M1923 - 60/2017)

O novo esquema de camuflagem aplicado no F-16C 86-0295 foi tornado público aquando da visita da equipa de hóquei no gelo da Academia da Força Aéra à base aérea                                                                                   Foto: Eielson AB/USAF


Os caças que servem de adversários no treino de combate aéreo nos EUA, têm vindo a renovar as pinturas que ostentam.
Normalmente inspiradas na camuflagem de aviões de forças aéreas de países considerados tradicionalmente inimigos, ou potenciais inimigos, têm vindo a actualizar-se à medida que o mesmo acontece nestes países.

F-18 da US Navy nas cores dos Su-34 russos        Foto: Autor desconhecido
Foi esse o caso dos F-18 pintados com cores a fazer lembrar os novos Su-34 russos, bem como os  Su-57 ainda em fase de protótipo.


O mesmo avião 89-0295 em Agosto de 2017 no "esquema" blackbird, que nunca o chegou a ser     Foto: Eielson AB/USAF

Durante o Verão de 2017 uma nova pintura observada num F-16 da 18th AGRS , completamente preto, fez levantar suposições sobre qual o "inimigo" que pretenderia simular. Desde aviões de reconhecimento, aos novos J-20 chineses, ou até uma versão da Força Aérea do famoso "MiG-28" do TopGun,  a especulação foi muita, apenas silenciada por um comunicado da base aérea de Eielson, casa do propalado F-16 preto, que esclarecia não ser aquela a camuflagem final, tendo o avião sido colocado a voar interrompendo a fase de pintura, por falta de aviões operacionais para fazer face ao Red Flag Alaska 17-3 em Agosto.

O esquema "MiG-28" aplicado recentemente nalguns F-5 agressores da US Navy           Créditos na foto


A pintura definitiva, apenas recentemente foi conhecida,  é denominada "BDU Splinter" (sendo BDU as iniciais de Battle Drees Uniform) e teve até já uma versão anterior em cores frias, conhecida como "blizzard splinter"

O esquema "blizzard splinter" que agora tem uma nova versão em preto/verde/castanho   Foto:Kevin Tanenbaum/USAF


Mais uma vez, o aspecto fez levantar conjecturas acerca do padrão de camuflagem que eventualmente pretenderia imitar, sendo as semelhanças evidentes com a pintura dos caças venezuelanos (país recentemente colocado na" lista do mal" da Casa Branca), ou até iranianos (há muito tempo nessa lista).

Saab AJ-37 Viggen na típica camuflagem sueca da década de 80        Foto: FA Sueca

Talvez ainda mais próxima, devido às linhas rectas divisórias e cores utilizadas, seria a camuflagem dos AJ-37 Viggen suecos, pese embora nunca tenha estado na lista de prováveis inimigos.


Pelo menos mais um F-16 de Eielson está previsto ser pintado no esquema "BDU splinter"    Foto: Eielson AB/USAF

É que afinal de contas, o novo padrão trata-se apenas de uma actualização do esquema em cores verde/terra em uso durante as duas últimas décadas pelas esquadras de "agressores".



quinta-feira, 20 de junho de 2013

C-130J SUL COREANOS COM NOVAS CORES (M1047 - 174/PM2013)


C-130J Super Hercules da ROKAF     Foto:Andrew McMurtrie/Lockheed Martin

O primeiro C-130J Super Hercules da Força Aérea da República da Coreia (ROKAF) estreou recentemente o novo esquema oficial de pintura de camuflagem tricolor, quando saiu para a luz do dia, da unidade de produção da Lockheed. 
O C-130J (número de série 5730)  começa agora a fase de testes de voo, estando prevista a sua entrega para 2014. 
A ROKAF é um operador da família Hercules desde 1988, quando adquiriu 12 C-130H, que estão também em fase de modernização até 2016. 
Tem atualmente quatro C-130J encomendados, sendo um dos quais, a unidade agora apresentada.


Fonte: Lockheed Martin
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PINTURA E CONTROLO DE CORROSÃO NOS F-15 DA USAF (M839 -22PM/2013)



Um F-15C Eagle do 493FS em Lakenheath, Reino Unido     Foto:Stephen Linch/USAF

Ryan Goodman, natural de Austin, Texas, EUA, do 48º Esquadrão de Manutenção de Equipamento (EMS) da USAF, colocado em Lakenheath, Reino Unido, pinta o emblema do do 493 Esquadrão de Combate num F-15C Eagle.

Foto:Stephen Linch/USAF
Foto:Stephen Linch/USAF

A secção de controlo de corrosão do 48ºEMS é responsável por assegurar que todas as aeronaves e equipamento associado estão perfeitamente pintadas e livres de corrosão. As suas funções no entanto, vão além do que o nome revela à primeira vista.
Segundo Ryan Goodman, do aspeto final com que ficam os trabalhos, 90% do tempo é consumido com a preparação e apenas 10% realmente com a pintura.
A atenção para o detalhe e medições minuciosas, são necessárias para conseguir atingir resultados satisfatórios.
Ainda segundo Ryan, "carregar no gatilho da pistola de tinta, qualquer um pode fazer", todo o trabalho a montante é que define realmente a qualidade final da execução.

Decapagem da pintura anterior no equipamento          Foto:Stephen Linch/USAF
Foto:Stephen Linch/USAF
A execução dos stencils (moldes) para a aplicação num F-15C e posterior pintura por cima    Foto:Stephen Linch/USAF
E por fim a regulação de temperatura para a secagem da pintura    Foto:Stephen Linch/USAF

Fonte:USAF



sábado, 15 de dezembro de 2012

EU E O F-86F (M796 - PM146/2012)


Foi na Base Aérea 2 que iniciei o meu percurso no F-86F, o “nosso” Sabre.
Efetuei o primeiro voo em 10 de Outubro de 1958 no avião nº 5317, com o último a ser realizado em 11 de Dezembro de 1974, nas OGMA. No total, completei 1.033:35 horas de voo.
Tenho agradáveis recordações vividas nessa admirável máquina e, reparem, decorreram 16 anos entre o primeiro e o último voo.

Antes de prosseguir com a “minha história”, gostaria de referir algo interessante:
1º - O F-86F esteve ao ativo na FAP de 1958 a 1980 (22 anos de brilhantes serviços);
2º - Foram “largados” neste avião - 188 pilotos portugueses.
(O autor destes números é o ex-piloto de F-86F – Adelino Pereira Lopes a quem apresento as minhas homenagens).

O F-86F Sabre foi um avião quase tão mítico como o Spitfire. Não esqueçamos que a Guerra da Coreia ainda estava próxima e a fama do Sabre foi grande.
Como piloto de caça da FAP, o Sabre fazia parte do meu imaginário.
Foi um grande momento e deveras entusiasmante, a chegada dos primeiros exemplares à Ota. Possuo uma foto onde se vê um F-86F ainda com os emblemas da USAF.
O Agrupamento da USAF que acompanhou o MTU (Mobile Training Unit) era chefiado por dois pilotos veteranos da Guerra da Coreia, Maj Akola e Cap Brown e, mais um pequeno grupo de especialistas.
E, como nasceu a pintura dos aviões? Dum modo despretensioso e ocasional.
Sempre gostei de construir kits em plástico e, como se entenderá, o F-86 foi de imediato procurado e construído. Para não deixar o modelo "em branco”, pintei a ponta do nariz, as pontas das asas e a extremidade da cauda em azul.
Ao oferecer o modelo para embelezar a secretária ao Comandante da Esquadra, este ficou tão satisfeito que de imediato pôs à aprovação do restante pessoal, a proposta de adaptação daquele esquema de cor.
Concordaram, apenas com uma alteração: a pintura da deriva toda na mesma cor.
É a que se vê na foto abaixo.


Gostei especialmente desta aeronave. Dir-se-ia que nos completávamos. Parece exagerada esta afirmação mas, pelo menos para mim, era o que sentia. 
Como qualidade de avião tinha uma soberba capacidade aerodinâmica possibilitando uma manobrabilidade excecional. Só lamentávamos a pouca potência do motor... 
Um dia em manobras da NATO em Reims (França) numa saída de interceção acima de 35.000 pés, o meu “bandit” (pretenso inimigo) era um F-100 que resolveu defender-se com manobra em volta. Rapidamente foi apanhado porque o F-86F voltava muito melhor. 
Optou depois por fugir aplicando o afterburner...
Seguro e fiável não causava problemas quanto a avarias. Por outro lado, não causou grande número de acidentes. Em todo o meu historial tive uma avaria (a relatar em próxima ocasião) com gravidade, mas sem consequências além da substituição do motor.
Vivi belos e exaltantes momentos com o F-86F. 
Por exemplo, o Dia da Inauguração da Base de Monte Real, onde a Esquadra 51 efetuou uma exibição acrobática com 16 aviões.


Recorte da revista Mais Alto da época
Por razões várias, não houve possibilidades de constituir uma patrulha acrobática permanente. Não havia permissão superior para o fazer apesar de tanto quanto sei, ter havido pelo menos duas tentativas.
Uma, em 1962, comandada pelo Comandante da Esquadra na altura, constituída por 5 aviões.
Sei que houve outra tentativa mais tarde mas não possuo mais informações sobre isso. Estava eu então em Angola.
Mais haverá a contar, mas não quero tornar-me fastidioso por hoje.


Texto: Cap. (Ref) Fernando Moutinho


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