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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

KC-390 DA FAP EM EXERCÍCIO DE FORÇAS ESPECIAIS DA MARINHA [M2568 - 92/2024]

KC-390 dos Rinocerontes no exercício sobre o mar com a Marinha    Foto: Marinha Portuguesa

A Marinha divulgou em nota de imprensa, a ontem 10 de dezembro, pela primeira vez em Portugal, de um exercício de projeção do Destacamento de Ações Especiais (DAE) para o mar, com recurso a salto de paraquedas com abertura manual.

Foto: Marinha Portuguesa

O exercício foi realizado com o apoio de uma aeronave KC390, da Esquadra 506 da Força Aérea Portuguesa (FAP), que lançou uma embarcação semirrígida e 10 militares da Marinha, pertencentes ao DAE. Após entrada na água os militares foram recolhidos pelo grupo de botes da Unidade de Meios de Desembarque (UMD) dos Fuzileiros, que se encontravam embarcados a bordo do NRP Sines.

Fotos: Marinha Portuguesa
O exercício revestiu-se de uma elevada complexidade, por ser a primeira vez que se realizou em Portugal saltos de paraquedas com abertura manual em alto mar, e por se tratar daquilo que a Marinha classifica como "uma importante capacidade estratégica nacional", que requereu apurada coordenação e interoperabilidade entre Marinha, o Exército e a Força Aérea Portuguesa. Além do referido KC-390 da FAP e meios da Marinha, o exercício envolveu ainda elementos do Batalhão Operacional Aeroterrestre do Exército.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

F-35 COM PARAQUEDAS (M1764 - 08PM/2015)

F-35 norueguês com sistema de travagem por paraquedas     Imagem: Doug Moore/Lockheed Martin

Com a exceção do número de cauda e das marcas relativas ao operador, os aviões militares do mesmo modelo variam geralmente pouco. No
Contudo os F-35A da Noruega contudo, irão passar a distinguir-se por mais uma pequena protuberância entre os dois estabilizadores verticais. O volume, mais corretamente chamado "pod" irá conter o paraquedas de travagem, que permitirá a operação nas pistas pequenas e geladas do país. 
Apesar da Noruega ser o primeiro país a receber o sistema, o Canadá e os Países Baixos estão a considerar também adicionar esta característica aos seus Lightning II.

"Os três países usam sistema adicionais para travar os aviões nas aterragens em tempo frio" explica Suku Kurrien, o gestor da Lockheed Martin para o programa do sistema de paraquedas. "Na Noruega e Países Baixos usam paraquedas. Os canadianos usam gancho de paragem". De um modo geral os paraquedas são usados em caças que operam a partir de pistas curtas, ou em pistas molhadas ou geladas, nos climas frios.

Uma vez que nenhuma das configurações básicas do F-35 requeria paraquedas de travagem, o sistema representa a primeira modificação no projeto a ser introduzida após a fase de Demonstração e Desenvolvimento de Sistema e foi custeado pelos três países interessados.
 "Revimos muitas alternativas com a Lockheed Martin, incluindo inversores de impulso e asas maiores" explicou o TCor Christoffer Eriksen ex-Assistente Nacional que liderou o estudo para a Noruega. "Usámos este sistema com facilidade e sucesso nos nossos F-16. Quando o conceito nos foi proposto, ficámos tranquilos, tal como os nossos camaradas dos Países Baixos" concluiu.

Imagem: Doug Moore/Lockheed Martin

O maior desafio do programa foi desenhar um pod que não degradasse as capacidades stealth do F-35 nem a aerodinâmica. A Noruega aumentou ainda o desafio ao antecipar a entrega dos seus dois primeiros aviões para 2015: "Pedimos para que as características internas do sistema fossem incluídas, apesar dos requerimentos finais não estarem ainda completos" disse Erikssen. "Para poupar tempo, o programa de desenvolvimento começou pelo redesenhamento da estrutura da aeronave, definindo os requerimentos do programa em paralelo". Representantes da Lockheed Martin do programa conjunto do F-35 e da Noruega começaram o desenvolvimento do sistema de paraquedas em 2012. Os objetivos básicos foram definidos bem cedo, incluindo especificações mínimas de comprimentos de pistas, condições de pistas geladas, condições de voo e vida operacional para o paraquedas e estrutura. Foram também definidas as necessidades de manutenção. Os métodos de verificação e certificação do sistema foram estabelecidos. A Noruega está interessada num total de 52 F-35 e associados sistemas de travagem por paraquedas.

As mudanças estruturais envolvidas incluem um ponto de carga aplicado na parte superior da fuselagem, perto da parte posterior da asa, o que implicou redesenhar a superfície das asas e a  fuselagem posterior. As mudanças foram incorporadas na linha de produção em Fort Worh no Texas e Marietta na Geórgia para as asas e em Samlesbury no Reino Unido para a fuselagem.
O sistema em si consiste num pod amovível. Enquanto a Noruega irá provavelmente utilizar o sistema permanentemente, outros países terão a possibilidade de retirá-lo com esforço mínimo, tal como uma estação das asas.

No futuro, para acionar o paraquedas, o piloto aciona um interruptor na parte superior esquerda do painel de instrumentos que liberta o paraquedas. Após o avião ter perdido velocidade suficiente, acionando o mesmo interruptor solta-se o paraquedas, enquanto o avião pára finalmente.

O impacto do sistema em termos de performance de voo, assinatura radar e interferências com outros sistemas, terá de ser testado, tendo sido já realizados testes em túnel de vento que revelaram que o volume do mecanismo tem pouco ou nenhuma influência no voo do avião. Em 2017, para validar os testes de túnel de vento e certificação do sistema, será realizado um programa de testes de voo na base de Edwards, Califórnia. Posteriormente, em local ainda não definido - mas possivelmente em Elmendorf-Richardson no Alasca - serão realizadas provas em condições de pista gelada e operação do sistema a baixas temperaturas.





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