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domingo, 30 de março de 2014

BYE BYE TRISTAR! (M1505 - 32AL/2014)

 Lockheed L-1011 Tristar. End of story! Foto: Michael Buckle.

No passado dia 24 de março, uma parelha de aviões Lockheed L-1011 Tristar da Royal Air Force (RAF) efetuou a sua última missão operacional. Foi o ponto final em 30 anos de operações ao serviço de Sua Majestade, a Rainha de Inglaterra, em diversas situações e em cenários de conflito como o Iraque, Afeganistão, Líbia, etc.
 Nesta fotografia, a versão de transporte da RAF. Foto: Michael Buckle

Estes aviões, foram adquiridos após a Guerra das Malvinas, em 1982, com o objetivo de, progressivamente, substituir os também míticos Handley Page Victor, que já tinham um grande esforço nas suas asas e também o esforço de guerra nas Malvinas. 
O Tristar iniciou a sua operação na RAF dois anos depois, em 1984. A frota TriStar da RAF compreendeu um total de nove aviões, seis L-1011-500 adquiridos da British Airways e modificados para o papel de reabastecimento em voo e mais três para o serviço de passageiros, provenientes da Pan Am.
Painel frontal do avião. Foto: Michael Buckle

Nesta foto são bem visíveis os três motores, a principal característica do Tristar e que lhe conferem uma elegãncia e beleza que se tornaram lendárias.  
Foto: Gary Morris

A retirada da frota de reabastecedores e de transporte TriStar, sucede também à recente retirada de serviço de outros aviões de reabastecimento aéreo da RAF, no caso o Vickers VC10, ocorrida em setembro de 2013. 
Como referimos, no dia passado dia 24 do corrente mês, ocorreu a última missão operacional do Tristar, testemunhada por largas centenas de entusiastas. 
Os dois aviões partiram da Base Aérea da RAF em Brize Norton às 10:30h, com órgãos de comunicação e entusiastas a bordo. Os aviões tinham como "call sign": Fagin 11 (ZD948) e Fagin 12 (ZD950), sendo que voaram em formação até à zona de reabastecimento ar-ar 8, onde a eles se juntaram por quatro caças Typhoon e um Tornado para executarem a sua última e simbólica missão de reabastecimento aéreo. Uma vez completa a missão, a aeronave Fagin 12 regressa à sua base, em Brize Norton, enquanto o avião Fagin 11 efetuou diversas passagens nos aeródromos de Derby e Cambridge, antes deregressar e aterrar em Brize Norton pela derradeira vez.
 
ZD950 e caças Typhoon na última missão de reabastecimento. Foto: RAF

Cerimónia de despedida e retirada do Tristar. Foto: Paul Crouch

Bye Bye, Tristar! Foto: Michael Buckle

As quatro aeronaves restantes em Brize Norton (ZD948, ZD950, ZD951 e ZE705) foram compradase, tal como as restantes da frota da RAF, serão transformadas em sucata, a menos que alguma circunstância não prevista o impeça.
 A330 Voyager. Foto: Michael Buckle
 
O futuro do transporte e reabastecimento aéreo na RAF cai nas mãos do consórcio AirTanker da Airbus, através do A330 Voyager. Dos 14 aviões encomendados, sete já foram entregues e operam já em Brize Norton.
Esta substituição dos velhos Tristar ocorreu sob um programa de  Private Finance Initiative (PFI ), nomeadamente pelo consórcio AirTanker é composto por cinco das principais empresas aeroespaciais; Airbus , Babcock , Cobham, Thales e Rolls- Royce, que, juntas, fornecerão à RAF a capacidade de reabastecimento ar-ar, transporte aéreo geral e especializado, através de aviões A330 Voyager, com previsão de operações até, pelo menos, ao ano 2035.

Fonte: Flight Global e outras
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro
 

domingo, 24 de julho de 2011

BASE DAS LAJES (I)

História e Papel Actual

A Base Aérea das Lajes nasceu do receio de invasão durante a 2ª Guerra Mundial por parte das Forças Aliadas e Alemãs, tendo sido enviado em Julho de 1941 pelo Governo Português um contingente com caças Gladiator MKII que tinham como principal missão a defesa das Ilhas em caso de ataque.
Apesar da neutralidade Portuguesa durante todo o conflito, o Governo de Salazar permitiu a escala nos portos Açorianos dos U-Boat’s Alemães para reabastecimento e, em resposta, a Inglaterra, ao abrigo do tratado de Aliança Luso-Britânico, acabaria por solicitar e conseguir usar a Base das Lajes para acomodar militares e aviões da Royal Air Force a partir de Agosto de 1943, assim como outras infra-estruturas aéreas e portuárias em todo o Arquipélago. Esta ocupação foi uma importante ajuda no controlo das águas do Atlântico Norte, passo fundamental para garantir a segurança dos corredores de transporte de mercadorias constantemente atacados e dizimados pelos submarinos Alemães. A partir dos Açores, os 3 esquadrões anti-submarino baseados inicialmente conseguiram afundar 53 vasos de guerra Alemães e afastar muitos outros dos comboios de transporte marítimo dos aliados.
Antes do final da 2ª Guerra Mundial os Americanos também começaram a usar a Base Aérea das Lajes através da United States Air Force (USAF), tendo-se iniciado uma relação estratégica e militar com Portugal que dura até aos dias de hoje.
Actualmente a Base das Lajes, Base Aérea N.º 4 ou BA4 é uma infra-estrutura aeronáutica de grandes dimensões, propriedade da Força Aérea Portuguesa e dependente do Comando da Zona Aérea dos Açores, que alberga para além de militares e meios nacionais, um importante contingente dos Estados Unidos da América (65th Air Force Wing). Apesar da Base não ter a importância que teve até ao término da Guerra Fria, em conflitos recentes, tais com a 1.ª Guerra do Golfo ou a 2.ª Invasão ao Iraque, desempenhou um papel importantíssimo no esforço de guerra Americano, servindo sobretudo como local de escala e reabastecimento para as aeronaves que se dirigiam para o médio oriente para entrar em combate.
Nos dias de hoje continua a ser um importante ponto de escala não só para as aeronaves Americanas, mas também para outros países da Nato que cruzam o Atlântico.
Para além da sua função militar, a Base das Lajes, responsável pela salvaguarda das águas territoriais Portuguesas, constituí também um Centro coordenador de Busca e Salvamento.

SA-330 Puma da Esquadra 751 “Pumas” ostentando a pintura especial dos 40 anos e das 70.000 horas de voo. Todas as aeronaves Puma foram retiradas de serviço, sendo substituídas definitivamente por um destacamento da Esquadra 752 com os Helicópteros EH-101.

Vista da Base das Lajes a partir da aproximação da pista 15 (Norte). As pistas 15/33 têm 3313m de comprimento e 90m de largura, contando com duas faixas extra de 15 metros. Na foto ainda é visível um B747 da Kalitta Air a operando um voo de Carga para a USAF e uma aeronave C-295 destacada na Base. Recentemente a grande pista foi remodelada com uma nova superfície, processo que se iniciou há um ano e que presentemente ainda decorre. Na imagem é possível ver o novo basalto, não estando ainda completo o processo de marcação.


Alguns exemplos de aeronaves que têm escalado a base das Lajes nos últimos anos:

Boeing 707-373C (KC) da Força Aérea Colombiana na aproximação final às Lajes proveniente de Israel com caças Kfir a bordo, em voo de entrega. Ainda a realçar a marca dos 90 anos da Força Aérea Colombiana neste avião que foi outrora o avião Presidencial da Colômbia.


Fairchild A-10C Thunderbolt II a alinhar na pista 15, destacando-se o grande canhão de 30mm debaixo da fuselagem com o trem dianteiro colocado no lado direito. Pertence ao 81st Fighter Squadron ‘The Panthers’ baseado em Spangdahlem, Alemanha. Os A-10 sãos dos caças da USAF que mais frequentemente escalam as Lajes entre os Estados Unidos e o Médio Oriente.


Hercules C-130E da USAFE baseado em Ramstein, Alemanha, chegando às Lajes na última paragem na Europa antes de rumar a Davis Monthan para ser armazenado. Ao fundo um VC-10 da RAF.


Lockheed L-1011 TriStar K1 na aproximação final. A Royal Air Force é uma das Forças aéreas que mais utilizam as Lajes, usualmente como ponto intermediário entre a Inglaterra e o Canadá.


Texto e fotos de João Toste

Terça-feira 26 de Julho a segunda parte com mais 12 excelentes fotos de aeronaves em trânsito na BA4!

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