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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

IRÃO - O QUE SE SEGUE? (M605-16PM/2012)



O porta-aviões USS Carl Vinson mantém-se no médio oriente como parte da 5ª frota da US Navy                                    Foto: US Navy/Carlos Vazquez II

Dois F/A-18 Hornet descolam do USS Carl Vinson sob  avigilância do USS Momsen, destroyer que integra o grupo de apoio ao porta-aviões no Mar Arábico   Foto: US Navy/George Bell

A questão nuclear iraniana não é de agora. Conta já um imensa série de episódios entre a Comunidade Internacional e o governo de Teerão, numa espécie de jogo do "gato e do rato" que dura já uma década. 
Se poucos acreditam que o ensejo de possuir tecnologia nuclear seja puramente o de produzir energia a baixos preços, já o verdadeiro estado de desenvolvimento dessa tecnologia é uma incógnita fora dos meios restritos de Teerão. 
E é precisamente essa ignorância um dos trunfos que o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad vai jogando, aliando-a à memória da guerra dos EUA no Iraque em 2003 e às "armas de destruição maciça" que afinal não passaram de fantasmas. 
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) de novembro de 2011 no entanto, concluiu num relatório inédito, que estiveram a ser desenvolvidas ações para a produção de um engenho explosivo nuclear em solo iraniano. 
Desde então as sanções financeiras e económicas do mundo ocidental não se fizeram esperar, congelando ativos do Irão no exterior e embargando as vendas de petróleo. Já em dezembro a queda de um UAV de vigilância americano RQ-170 Sentinel, em território persa, causou embaraço em Washington e foi troféu de exibição em Teerão.


O RQ-170 Sentinel capturado no Irão foi exibido na televisão estatal  

Por outro lado, Israel que há já vários anos vem colocando a hipótese de um ataque unilateral às instalações nucleares iranianas, garantindo serem as ameaças de retaliações iranianas um mero bluff, ainda não o fez, quiçá refreados pelo Tio Sam.   
Entretanto cientistas iranianos ligados ao programa nuclear foram assassinados, sem que a autoria dos ataques tenha sido reivindicada. As ameaças iranianas subiram de tom. Jogando com as eleições nos EUA em 2012 e com a memória da crise do petróleo que despoletou em 1979, o Irão propõem-se dar a volta ao texto: efetua exercícios navais no Estreito de Ormuz, chega a proibir os EUA de transitar por aquele importante canal de circulação e impõe do seu lado um embargo na venda do petróleo a nações consideradas hostis. 

Grupo de proteção do porta-aviões USS John Stennis em exercícios defensivos  Foto: US Navy/Kenneth Abbate

Passagem do porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo Estreito de Ormuz     Foto: US Navy/Christopher Johnson

Apesar da passagem ser considerada de "rotina" pelos EUA, não houve lugar a facilitismos                                           Foto: US Navy/Christopher Johnson

Numa demonstração de força velada, aproveitando o render de um dos porta-aviões em destacamento no Golfo Arábico, os EUA transitaram já em 2012 com todos os poderosos meios de apoio aos porta-aviões USS Abraham Lincoln e Carl Vinson sem que qualquer ameaça real tenha surgido.
De igual modo, o Irão destacou meios navais no Mediterrâneo, o que nunca havia sucedido durante o atual regime (desde 1979), numa clara provocação a Israel e Europa, à qual mantém o seu embargo de petróleo.
Numa visita da AIEA entre 20 e 21 de fevereiro de 2012, cujos inspetores não foram autorizados a visitar as instalações da central de Parchin, manteve-se mais uma vez o impasse, agora e cada vez mais agravado.

O porta-aviões Abraham Lincoln (dir) rende no Mar Arábico o John Stennis (esq)  Foto: US Navy/Colby Neal

Para já os preços do petróleo dispararam, os EUA mantêm dois porta-aviões na região e Israel está, como de costume, de sobreaviso.
Enquanto alguns questionam uma vez mais, o direito de intervenção do Ocidente num país soberano, a alternativa é o espectro de uma Guerra Fria numa zona de ideologias radicais e regimes políticos instáveis.
O que se segue?

Céus de tempestade de novo no Mar Arábico?          Foto: US Navy/James Evans

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PORTA-AVIÕES (M570 - 43PM/2011)


Foto: US Navy/John E. Woods

Foto: US Navy/Johnny Bivera

Foto: US Navy/John E. Woods

Foto: US Navy/Benjamin Crossley

Foto: US Navy/James R. Evans

Foto: US Navy/Benjamin Crossley

Foto: US Navy/Benjamin Crossley

Foto: US Navy/Benjamin Crossley

Foto: US Navy/Benjamin Crossley

Foto: US Navy/Kerryl Cacho

Foto: US Navy/Kenneth Abbate

Foto: US Navy/Kenneth Abbate

Foto: US Navy/Will Tyndall

Foto: US Navy/Jesse L. Gonzalez

Foto: US Navy/Benjamin Crossley

Os porta-aviões são porventura das estruturas mais complexas construídas pelo homem. É mesmo um lugar-comum dizer que são pequenas cidades flutuantes. Cidades com habitantes altamente especializados e organizados como colmeias.

Ir de missão num porta-aviões é algo como viver numa cidade que é também uma máquina, que suporta outra máquinas menores que é preciso cuidar e manter a funcionar. Os dias são longos e os meses ainda maiores durante os destacamentos. Deixa-se tudo o que se conheceu a vida inteira para viver na nave-mãe isolados do mundo exterior.

Há que dizer que não são lugares bonitos. São vasos de guerra onde cada espaço tem uma utilização, cada pessoa tem uma função a desempenhar. No convés de voo essas funções são identificáveis pelas cores dos uniformes de trabalho.

Reina um caos organizado por essas cores, que dão sentido  aos gestos e aos rituais que se desenrolam. Amarelo: movimentação de aeronaves. Branco: segurança e inspecção de aeronaves. Verde: catapultas e cabos de travagem. Roxo: combustíveis. Castanho: crewchief de aeronave individual. Azul: elevadores e parqueadores de aeronaves. Vermelho: armas e munições. Prateado: bombeiros.

Podia até dizer-se que um porta-aviões não é um lugar bonito. Mas haveria de certeza quem não concordasse.

Foto: US Navy/James Evans

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