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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

GRÉCIA: F-35 E MODERNIZAÇÃO DE F-16 (M1872 - 09/2017)

Lockheed Martin F-35A Lightning II


O Ministério da Defesa grego revelou na passada terça-feira pretender modernizar a frota de F-16 em uso na Força Aérea Helénica, para o padrão V, equivalente ao Bloco 60/62.
De igual modo, irá informar o Governo dos EUA da intenção de aquisição de pelo menos uma Esquadra de caças F-35 de 5ª Geração. No mesmo comunicado, consta ainda o pedido de orçamento para a manutenção do sistema de mísseis anti-aéreos S300 de fabrico russo, em uso no país.

A decisão do Ministro da Defesa Panos Kammenos, foi tomada no seguimento de recomendações das chefias militares. O facto da Turquia, país com o qual a Grécia mantém relações tensas e disputas territoriais, fazer parte integrante do Programa F-35 vem criando preocupações nas fileiras helénicas. A intenção por detrás das medidas agora anunciadas, será por isso manter o equilíbrio de poderio militar na região.

A frota grega de F-16 foi composta por vários lotes constituídos por variantes do Bloco 30, 50, 52 e 52+

A primeira medida preconizada, de modernizar a extensa frota de F-16 do país (cerca de 160 células) para o modelo V, pretende torná-los compatíveis com o avançado sistema de comunicações e dados do F-35 e simultaneamente prolongar-lhes a vida operacional. Os custos da operação estão estimados entre 1700M e 2000M USD, ao longo de 7 anos de duração dos trabalhos de modernização.

Já relativamente ao F-35, a intenção inicial será a aquisição de "uma Esquadra, o que significa entre 12 a 20 aviões". A Carta de Intenções, questiona ainda acerca da possibilidade da integração da Grécia no Programa F-35. O preço actual do F-35A é de cerca de 95M USD, esperando-se que este valor venha a cair para perto dos 80M USD à medida que a produção se massificar.

O acordo para manutenção e melhoramento dos sistema de mísseis terra-ar S300 não ficou claro, pensando-se que a intenção será dotá-lo de maior precisão de radar, semelhante ao sistema mais recente S400 também de fabrico russo.




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

F-16 PROCURAM-SE (M1866 - 03/2017)

Um dos F-16 vendidos por Portugal à Roménia

Os últimos meses têm visto um aumento da procura por células F-16, no mercado internacional. E curiosamente as versões mais antigas A/B.

Depois da Roménia ter oficializado o interesse em mais 12 Vipers, no seguimento da aquisição de outros tantos a Portugal, também a Bulgária reiterou em Dezembro, considerar o mesmo tipo de caça para substituir os seus MiG-29.
O interesse Búlgaro é já antigo, tendo o país ainda chegado a manifestar interesse no lote de células portuguesas, que acabariam vendidas à Roménia face ao estado mais adiantado das negociações com Bucareste. Agora, a 9 de Dezembro de 2016,  o Parlamento búlgaro aprovou já uma verba de cerca de 800M USD, destinada à aquisição de 8 caças "novos ou em segunda mão". Portugal e EUA foram inquiridos acerca da disponibilidade para fornecer F-16, passando neste caso o negócio pela modernização em Portugal, de células vindas dos EUA. Segundo garantia do ministro da Defesa português, a actual frota nacional de 30 F-16 é para manter no inventário da FAP.
Mas desta vez, os F-16 contam com concorrência, tendo à Itália sido igualmente solicitada informação acerca do Typhoon e à Suécia do Gripen.


E se o interesse deste dois potenciais compradores não é novo, a novidade é mesmo a Polónia, que a eles se junta no mercado internacional, na busca de células disponíveis de F-16A/B. Segundo notícia veiculada na imprensa daquele país, o Ministério da Defesa estará a ponderar a aquisição de até 96 células, para posterior modernização a nível doméstico.
As razões apontadas para esta escolha são várias, começando pela necessidade de substituição dos vetustos Su-22, mas também os MiG-29 de fabrico russo, entretanto modernizados. Quando a aquisição do F-35 se afigura demasiado cara para o orçamento da Força Aérea local, a modernização de células antigas de F-16 surge como uma opção apetecível. A FA Polaca opera já 48 F-16 modelos C/D recentes e de fábrica, mas estima que os modelos A/B modernizados fiquem por cerca de 30% do valor dos novos. Não é contudo ainda claro o tipo de upgrade pretendido, se similar ao MLU europeu ou a versão V mais avançada.

Na verdade, o elevado preço e incertezas que tem enfrentado o programa F-35, criou um fosso de mercado para os utilizadores que não possam ou não queiram despender verbas tão elevadas, que tem permitido por exemplo, ao acessível caça sueco Gripen estabelecer-se.
E se a Lockheed Martin pretendia numa primeira fase vender o F-35 aos actuais utilizadores de F-16 ou outras frotas da mesma geração, acabaria por desenvolver a versão V,  para F-16 novos ou como upgrade de células antigas.

Coreia do Sul, Taiwan e Singapura, apesar de não estarem a adquirir novas células, estão em fase de modernização das suas frotas de F-16, para um padrão idêntico ao modelo V. Vários outros operadores de F-16 por todo o mundo consideram as mesma possibilidade, em detrimento da aquisição de um novo modelo.

Num âmbito diferente, pelo menos duas companhias privadas que prestam serviços de aviação de combate - vulgo "agressores" - têm sido apontadas como compradoras de células A/B de F-16. A Discovery Air Defence estará na primeira linha para conseguir a autorização de Washington para operar o modelo que, ao contrário dos operadores militares, terá um mínimo de equipamentos electrónicos e armamento de que não necessita, de modo a tirar o máximo proveito das suas reconhecidas capacidades aerodinâmicas.
Este tipo de oferta privada, permite às Forças Aéreas poupar tanto em horas de voo nos seus caças de primeira linha, como no orçamento de Defesa, ao utilizar os serviços externos apenas quando necessário.

O F-16 está por isso ainda para voar, por muitos e muitos anos.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

SINGAPURA MODERNIZA F-16 (M1383 - 18PM/2014)

F-16C/D da FA de Singapura     Foto: RFA Australiana


Os detalhes fornecidos pela Agência de Cooperação para a Defesa e Segurança (DSCA) sobre o pedido oficial de Singapura para a modernização da sua frota de F-16C/D Bloco 52, permitem trazer mais luz sobre o contrato de quase 2500M USD, deixando no entanto ainda algumas dúvidas.

As modernizações incluídas permitirão levar as 60 células para o standard F-16V, a um custo de 40,5M USD por aeronave, o que significa cerca de 2/3 do preço de F-16E/F Bloco 60 novos.
Os trabalhos e melhoramentos incluem:
-70 radares AESA (não definidos)
-70 capacetes JHMCS
-70 sistemas GPS/Inércia LN-260 
-70 AIFF APX-125
-1 interface AIS para atualizações de software
-1 CPNIs
-Remodelação de infraestruturas
-voos de experiência na nova configuração; voos de entrega; JMPS; computadores modulares  de missão; MFDs, rádios; comunicações seguras; gravadores de vídeo; manutenção de software; manutenção reparação e devolução de peças; equipamento de apoio; sobressalentes, equipamento de testes; equipamento de suporte a motores; publicações e documentação técnica; equipamento de treino e treino de pessoal.

Dentro do mesmo pedido encontra-se ainda um pacote de armamento de teste:
-3 AIM-9X Bloco II Captive Air Training Missiles
-3 TGM-65G Maverick para teste e integraçaão
-4 GBU-50  para teste e integração (de 2000 lb guiadas por laser)
-5 GBU-38 JDAM para teste e integração (de 500 lb guiadas por GPS)
-3 CBU-105 (D-4)/B para teste e integração (anti-carro guiadas por GPS)
-4GBU-49 Paveway para teste e integração (de 500 lb guiadas por GPS/laser)
-2 DSU-38 buscadores de laser para teste e integração
-6 GBU-12 Paveway II unidades de controlo (usadas em bombas  de 500 lb guiadas por laser)

As entidades executantes não são mencionadas, pelo que ainda estarão por escolher por Singapura. Em termos de prioridades, o estado da frota de F-16 e respetivas modernizações, significam que o país não está "com especial urgência" de tomar uma decisão relativamente ao F-35, segundo declarou o ministro da Defesa, apesar da aeronave de 5ª Geração estar em "séria consideração".

Fonte: Defense Industry
Tradução: Pássaro de Ferro
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

MODERNIZAÇÃO DOS F-16 DE TAIWAN (M720 - 90PM/2012)

Autor desconhecido

A 1 de outubro de 2012, a República da China (Taiwan) fechou contrato com a Lockheed Martin no valor de 1850M USD para a modernização de 145 F-16A/B Bloco 20, que os transformará na agora designada versão F-16S.
Este programa de atualização incluirá a adição de radar com Active Electronic Scanned Array (AESA) e GPS, bem como upgrades ao nível de guerra eletrónica e noutros aviónicos comuns à frota de F-16 de Taiwan. As modernizações terão como base o modelo F-16V apresentado no início do ano pela Lockheed Martin.

O F-16 está em uso em 26 forças aéreas em todo o mundo. Mais de 4500 aeronaves foram entregues a partir de linhas de montagem em cinco países diferentes. Continua também a ser um programa sem precedentes relativamente a cooperação internacional entre países, forças aéreas e indústria aeronáutica. As modernizações nas diferentes frotas de f-16 continuam a efetuar-se passados mais de 30 anos da entrada em serviço operacional dos primeiros aviões, de modo a manter a plataforma de armas atualizada com os últimos desenvolvimentos tecnológicos e suportar a já longa vida útil do modelo.

Durante o mês de setembro, quando corriam já rumores de que o acordo de modernização estaria próximo, a República Popular da China convocou o embaixador Norte-Americano em Pequim, para lhe transmitir o desagrado pela decisão, considerando mesmo poder colocar em perigo as relações sino-americanas.
A República Popular da China considera Taiwan uma sua província dissidente, mantendo intenções de anexação, se necessário pela força.
Numa altura em que o poderio económico da China se começa a traduzir em poderio militar, os fundamentalismos nacionalistas no país mais populoso do mundo começam também a ganhar força, com reflexos um pouco por todo o sudeste asiático. Tal como no caso da disputa com o Japão das ilhas  Senkaku/Diaoyu recentemente despoletado pela compra japonesa do arquipélago a particulares.








quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

F-16 COM "V" DE VIPER (M601-14PM/2012)


Foto: Lockheed Martin

A Lockheed Martin revelou ao mundo no Airshow de Singapura uma nova versão do F-16. O F-16V irá incorporar novidades como um radar AESA (Active Electronically Scanned Array), computador de missão atualizado e melhoramentos no cockpit. Melhorias sugeridas pela US Air Force (USAF) e por vários clientes à volta do globo. Com quase 4500 F-16 produzidos, este afigura-se como um passo natural na evolução do caça de 4ª geração mais bem-sucedido do mundo. 
O Programa Fighting Falcon tem vindo a evoluir continuamente desde os primeiros F-16A/B, mais tarde com os F-16C/D e depois os caças de Bloco 60, à medida que as exigências dos clientes foram mudando.

Os radares AESA oferecem melhorias operacionais significativas e a Lockheed Martin desenvolveu uma solução inovadora para reequipar a preços acessíveis os F-16 existentes. 
A configuração F-16V é uma opção para aviões de nova produção, mas os elementos do upgrade vão estar também disponíveis para a maior parte dos modelos de produção anteriores. 
A designação "V" foi tomada a partir de "Viper", o nome apócrifo pelo qual o F-16 sempre foi conhecido entre os pilotos desde os primeiros dias.

"Acreditamos que o F-16V irá satisfazer as necessidades emergentes dos nosso clientes e prepará-los para uma melhor interoperação com os caças de 5ª Geração, como o F-22 e o F-35" referiu George Standridge, vice presidente da Lockheed Martin para o desenvolvimento de negócios.

O F-16 está atualmente em utilização em 26 países e o Programa tem-se caracterizado por uma cooperação  internacional sem precedentes entre governos, forças aéreas e indústria aeroespacial.

Para já os clientes desta nova versão, que não deverá diferir muito dos modelos Bloco 60, serão a Coreia do Sul e a USAF, que pretende modernizar entre 300 a 350 F-16C, devido às demoras previstas para a total operacionalidade do F-35, que obrigarão a frota F-16 a voar por alguns anos mais.




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