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segunda-feira, 13 de junho de 2022

"LOBOS" NO DYNAMIC MONGOOSE 22 NA NORUEGA [M2322 - 37/2022]

Descolagem do P-3C CUP+ dos "Lobos" rumo à Noruega      Foto: André Carvalho

 A Esquadra 601 - "Lobos" da Força Aérea Portuguesa dá hoje, 13 de Junho de 2022, início à participação no exercício Dynamic Mongoose na Noruega, naquele que é um regresso após a última participação em 2019.

O Dynamic Mongoose é um exercício avançado da NATO destinado a treinar guerra antissubmarina, de realização anual no Mar da Noruega, contando este ano com a participação de um total de 3 submarinos, 11 navios de superfície e 16 aeronaves de patrulhamento marítimo.

Patch da Esquadra 601 alusivo à participação no Dynamic Mongoose 22


Além de Portugal, participam na iteração de 2022 do Dynamic Mongoose a Alemanha, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Noruega, Países Baixos e Reino Unido.

Liderado pelo Comando Marítimo Aliado, este exercício conjunto e combinado, tem por objectivo proporcionar aos participantes um treino em cenários de guerra complexos, realistas e desafiantes, de modo a melhorar a interoperabilidade e proficiência, entre países e ramos das diversas forças armadas participantes.

Imagem de arquivo de actividades aeronavais durante o exercício Dynamic Mongoose    Foto: B. Underwood/US Navy

Estes exercícios são planeados para ganhar experiência, melhorar o trabalho em equipa e o conhecimento da área de operação, fortalecendo a interoperabilidade dentro da Aliança [Atlântica]”, disse o Comandante de Submarinos da Marinha dos EUA, o contra-almirante Stephen Mack. “Irão decorrer nas águas do GIUK [NR: espaço marítimo entre a Groenlândia, Islândia e Reino Unido] entre a Islândia e a Noruega, demonstrando a capacidade da NATO em operar na área, incluindo o nosso papel de manter a liberdade de navegação para a comunidade marítima internacional.”

A aeronave P-3C CUP+ dos "Lobos" com número de cauda 14810 partiu da Base Aérea nº11 em Beja na passada quinta-feira 9 de Junho, rumo a Andoya na Noruega, de onde irá operar até dia 23 de Junho, antes do regresso a Portugal. 

Registo no site ADSB Exchange da partida do P-3C n/c 14810 para o Dynamic Mongoose

A projecção do contingente de 36 militares da FAP na Noruega foi ainda apoiada por um C-130H Hercules (n/c 16805) da Esquadra 501- Bisontes.

Já a fragata NRP Côrte-Real da Marinha Portuguesa também irá participar no exercício, integrada na Força Marítima Permanente da NATO 1 (SNMG1), e levando embarcado um destacamento de sistemas aéreos não tripulados, constituído por três sargentos, com formação em operação e manutenção UAV da classe Açor, com cerca de 15 kg. O drone irá permitir estender o raio de vigilância do navio, sendo de grande relevância em missões de vigilância e patrulhamento de espaços marítimos, tais como aquelas desempenhadas pela SNMG1.

NRP Côrte Real à passagem pelas ilhas Faroé em rota para o exercício    Foto: SNMG1
UAV classe Açor       Foto: Marinha Portuguesa




quinta-feira, 18 de julho de 2019

P-3 DA FAP NA NORUEGA [M2048 - 35/2019]

O destacamento da Esquadra 601 da Força Aérea Portuguesa em Andoya, Noruega       Foto: Esq. 601

A Esquadra 601 - Lobos teve o P-3C n/c 14809 destacado em Andoya, Noruega, no âmbito do exercício NATO "Dynamic Mongoose".
O exercício, que decorreu entre 1 e 12 de Julho, juntou aeronaves de guerra anti-submarina e navios de nove países diferentes: Alemanha, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Noruega, Portugal, Reino Unido e Turquia.

Ao todo, oito aviões e oito helicópteros participaram no exercício, para além de quatro submarinos e sete navios, que se desenrolou nas condições sempre imprevisíveis e exigentes do Atlântico Norte

A guerra anti-submarina é uma missão complexa, que requer coordenação entre navios de superfície, submarinos, aeronaves de asa fixa e helicópteros. Cada meio, aporta um tipo diferente de capacidades: os navios têm maior capacidade de permanência e podem transportar helicópteros, os aviões de patrulha têm maior velocidade e conseguem cobrir largas áreas rapidamente e os submarinos são melhores para realizar buscas e recolha de informação sem serem detectados.

"Os planeadores do exercício e a equipa de submarinos da NATO realizaram um excelente trabalho ao conceber este exercício, de modo a operarmos em diferentes ambientes, que nos exigem estar constantemente a avaliar a nossas área de operações, realçando a diversidade das capacidades e a interoperabilidade das capacidades marítimas da NATO" disse a propósito o Contra-Almirante Edward Cashman, comandante do Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), que participou do exercício.
"Conceberam o exercício de modo a desafiar o pessoal e as unidades do Grupo-tarefa, para termos de compreender as diferentes condições do oceano, tal como ao nosso adversário e como os submarinos irão tirar partido dessas condições ambientais em seu partido" concluiu.

As tripulações dos meios aéreos participantes, na tradicional "foto de família"      Foto: NATO

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