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sábado, 2 de agosto de 2025

F-16 EM TESTE DE SISTEMA DE RETENÇÃO DE EMERGÊNCIA NAS LAJES

Gancho de cauda do F-16 em ação  Screenshot do vídeo do canal IslandAviation Terceira Azores

É comum associar o gancho de cauda aos aviões embarcados em porta-aviões, onde é essencial imobilizar as aeronaves num espaço muito restrito. No entanto, também alguns caças de operação terrestre — como os F-16 da Força Aérea Portuguesa, estão equipados com este dispositivo, ainda que com uma função limitada a situações de emergência.

Menos robusto que os modelos navais, é certo, o gancho dos F-16 serve para agarrar cabos de retenção instalados na pista, permitindo a imobilização da aeronave em caso de falha dos travões, pista escorregadia, descolagem abortada, etc.

Este sistema exige manutenção e testes regulares e foi precisamente uma dessas ocasiões que foi captada e partilhada no canal de Youtube "IslandAviation Terceira Azores", mostrando uma cena pouco habitual e para muitos até desconhecida.

Além da chegada da parelha de F-16 à base açoriana das Lajes, para marcar presença no usual dia de base aberta em agosto, as imagens mostram a realização de um teste ao sistema de retenção na cabeceira norte da pista da Base Aérea nº4, aproveitando a visita dos caças normalmente baseados em Monte Real, no continente, sendo possível ver o F-16 n/c 15116 a utilizar o gancho de cauda com sucesso e a consequente imobilização da aeronave em segurança.

Na segunda-feira 5 de agosto, o mesmo procedimento foi realizado, mas no sistema de retenção sul da pista da BA4



quinta-feira, 14 de setembro de 2023

BOMBARDEIROS "INVISÍVEIS" B-2 REGRESSAM AOS AÇORES [M2430 – 62/2023]

Em mais uma demonstração da cooperação dentro da NATO, um bombardeiro B-2 Spirit da Base Aérea de Whiteman, Missouri, realizou uma operação de reabastecimento "a quente" (Hot Pit Refueling), isto é, com os motores em marcha, na Base aérea nº4 nas Lajes, Portugal, a 12 de setembro de 2023.

Este raro acontecimento sublinhou a dedicação dos Estados Unidos e de Portugal na dissuasão de potenciais ameaças e reforçar a Aliança da NATO, servindo como um testemunho dos laços duradouros desta vital parceria internacional e da importância geoestratégica dos Açores.


A última vez que os B-2 realizaram escala  na base insular portuguesa foi em 2021.

Após o reabastecimento, o bombardeiro B-2 Spirit seguiu para "casa" na Base Aérea de Whiteman, Missouri, terminando o destacamento de um mês na Base Aérea de Keflavik, na Islândia.


O reabastecimento a quente é um multiplicador de força. Alivia o peso na frota de reabastecedores aéreos, dando-nos a opção de reabastecer no solo e aproveitar as capacidades de nossos Aliados e parceiros”, disse o tenente-coronel da Força Aérea dos EUA, Andrew Kousgaard. , comandante da 393ª Esquadra Expedicionária de Bombardeiros.

Também reduz o risco de mau funcionamento da aeronave e a quantidade de tempo gasto no solo porque, com equipamentos e tripulações devidamente certificados, podemos abastecer-nos com o combustível de que necessitamos sem desligar a aeronave. "

À medida que as missões da Força-Tarefa de Bombardeiros continuam a desenrolar-se no teatro europeu, a missão de reabastecimento na Base das Lajes mostra a parceria inabalável entre os Estados Unidos e Portugal. Sublinha a forte capacidade da Aliança da NATO em trabalhar harmoniosamente, para enfrentar habilmente um amplo espectro de desafios globais.

A capacidade das forças armadas e do equipamento dos EUA para colaborarem continuamente com Aliados e Parceiros é fundamental no estabelecimento de uma rede alargada de alianças e parcerias capazes de enfrentar de forma decisiva os desafios multifacetados de hoje e do futuro.

O Tenente-Coronel Kousgaard enfatizou ainda a importância da interoperabilidade com os Aliados e da utilização dos recursos das nações parceiras para operações de reabastecimento.

Fonte: USAFE
Adaptação: Pássaro de Ferro
Fotos: USAFE


quinta-feira, 15 de junho de 2023

ESQUADRA 752: FÉNIX RENASCE NOS AÇORES [M2415 - 47/2023]

Os EH101 Merlin nos Açores serão doravante voados pela Esquadra 752- Fénix   Foto: 1Sar Carlos Barbosa   
O dia 14 de Junho de 2023 ficará marcado como o dia em que a "Fénix" renasceu nos Açores - leia-se Esquadra 752 - que irá, a partir de agora, operar naquele arquipélago os EH101 Merlin da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Segundo notícia avançada pela FAP através do sítio de internet e nas redes sociais da instituição, "a reactivação da Esquadra 752 surge como forma de garantir o cumprimento da missão da Força Aérea e os compromissos assumidos, nomeadamente na assistência às populações na Região Autónoma dos Açores", uma vez que a actividade de Busca de Salvamento (SAR) e Evacuações Médicas (MEDEVAC) teve um aumento de 236% na última década.

Emblema renovado da Esquadra 752

Recordamos que a Esquadra 752 foi desactivada em 2011, com a retirada de serviço da frota SA-330 Puma, sendo as missões que lhe estavam atribuídas, desempenhadas desde então por um destacamento permanente de EH101 Merlin da Esquadra 751, na Base Aérea nº4 (BA4), nas Lajes, ilha Terceira. A constituição de uma esquadra permanente permite assim conferir também maior estabilidade aos militares e respectivas famílias, até agora afectados pelo número e frequencia dos destacamentos.

A cerimónia na BA4      Foto: 1Sar Carlos Barbosa

A cerimónia de reactivação  teve lugar na BA4, onde ficará novamente sediada, com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, que disse esperar "exemplar profissionalismo, abnegação e coragem, numa atitude que prestigia, dignifica e honra o percurso histórico da Força Aérea no Arquipélago dos Açores e em todo o território nacional" e esperando dos militares a geração de um "sentido de pertença, para encherem de honra e orgulho a nossa Força Aérea", manifestando disponibilidade para um acompanhamento próximo e "total apoio pessoal e institucional".

O primeiro Comandante desta nova "vida" da Esquadra 752, Major Hélder Costa, valorizou os "símbolos representativos desta esquadra renascida, a qual se libertou do nome Pumas para passar a ser designada tão apropriadamente de Fénix." Explicando, "como se viu pela sua história, mais uma vez se ergue das cinzas para cumprir a sua missão, para voar -Para que outros vivam", lema partilhado com a "nossa esquadra irmã, a 751, e com a qual queremos trabalhar em estreita relação e cooperação".

Foto: 1Sar Carlos Barbosa

A Esquadra 752 foi constituída pela primeira vez em 1978, com o cognome "Pumas", tendo sido redesignada Esquadra 711, em 1993. Já em 2008 regressou à designação 752 original, aquando da "Operação Fénix" de reactivação temporária da frota SA-330, que se prolongou até 2011, conforme anteriormente referido.

O SA-330 Puma n/c 19504 reactivado em 2008, que recebeu a pintura "Fénix" na cauda

Com a reactivação, a 752 adopta agora o cognome "Fénix" e a BA4 volta a ver atribuída uma esquadra de voo, depois de mais de uma década em que apenas garantiu os destacamentos de aviões C295M da Esquadra 502 - "Elefantes" e os helicópteros da Esquadra 751 - "Pumas", ambas sediadas na Base Aérea N.° 6, no Montijo. 

A FAP esclareceu ainda que a presença de C295M continuará a ser assegurada por destacamento da Esq. 502.



domingo, 30 de outubro de 2022

LAJES ANOS 90 (Vídeo) [M2357- 73/2022]

A-7P Corsair II na BA4 a 17 de Fevereiro de 1997       Frame do vídeo de João Rocha
Partilhamos hoje um vídeo disponibilizado na plataforma Youtube, com interessantes captadas na Base Aérea nº4 (BA4), nas Lajes, Açores.

Gravado a 16 e 17 de Fevereiro de 1997, nele é possível ver em movimento, raras e "deliciosas" imagens dos três caças então ao serviço da Força Aérea Portuguesa: A-7P, Alpha Jet e F-16, então operados pelas Esquadras 304 (Magníficos), 301 (Jaguares) e 201 (Falcões), respectivamente.

Visíveis ainda são P-3P, SA-330 Puma e C-212 Aviocar da FAP, além de C-130 dos EUA e Egipto e um Atlantique de registo não identificável.

Debalde todos os esforços do Pássaro de Ferro para apurar a ocasião que reuniu estes meios aéreos na BA4, ficam ainda assim as imagens, que cumpridos 25 anos podem ser já consideradas históricas, e o agradecimento ao autor por as ter partilhado.



quarta-feira, 27 de julho de 2022

OPERAÇÃO ATLÂNTIDA: F-16 NA MADEIRA E AÇORES [M2329 - 44/2022]

Formação "Four-ship" na passagem pela Madeira antes de rumar à ilha Terceira nos Açores
 

Quatro F-16M das Esquadras 201 e 301 da Força Aérea Portuguesa aterraram hoje 27 de Julho de 2022 na Base Aérea nº4  (BA4) nas Lajes, Açores.

Os aviões com número de cauda 15119, 15120, 15110 e 15114 estão mobilizados no exercício “Operação Atlântida”, que visa o treino da projeção, operação e sustentação dos F-16M no Espaço Estratégico de Interesse Nacional Permanente, formado pelo triângulo entre os arquipélagos dos Açores, Madeira e Continente.

Os caças descolaram da Base Aérea N.º 5 (BA5 - Monte Real) ainda no dia 26, para efetuar uma missão de Luta Aérea combinada de longo alcance (a mais de 1300 km) com EF-18M da Força Aérea Espanhola, numa zona isolada entre a Madeira e as Canárias, sob o controlo do Centro de Relato e Controlo do Comando Aéreo em Monsanto, em conjunto com a Estação de Radar nº4, no Pico do Areeiro, na Madeira.

Vídeo de formação mista de F-16M da FAP e EF-18 do Ejercito del Aire

Com paragem logística no Aeródromo de Manobra nº3 (AM3) em Porto Santo, a formação dos quatro F-16 (2 monolugares  e 2 bilugares) seguiu para a os Açores no dia de hoje, onde segundo comunicado da Força Aérea, "estão planeadas missões que poderão envolver o sobrevoo de todas as ilhas do Arquipélago dos Açores."

Os dois F-16BM (bilugares) sobre o AM3 em Porto Santo      Foto: FAP

Os seis tripulantes dos F-16 no AM3      Foto: FAP

Os F-16 marcarão ainda presença do Dia de Base Aberta na Lajes no dia 31 de Julho, antes do regresso à BA5 no dia 1 de Agosto.



A Força Aérea classifica estas missões como "essenciais para garantir a presença, soberania e segurança do Espaço Aéreo Nacional e Aliado na região Euro-Atlântica."


 



sábado, 27 de março de 2021

B-2 NAS LAJES - QUARTA NA QUINTA [M2244 - 32/2021]



Os bombardeiros furtivos B-2 Spirit da 509ª Bomb Wing da USAF, provenientes da Base Aérea de Whiteman , Missouri, EUA, realizaram escala na base das Lajes, Açores pela quarta vez em pouco mais de uma semana, ao raiar da aurora de quinta-feira, dia 25 de Março de 2021.

Tal como anteriormente, a escala nas Lajes fez parte dos treinos intensos da Força-Tarefa de Bombardeiros que a USAF vem levado a cabo, na Europa e Médio Oriente. A missão prosseguiu depois com integração com os B-1B da 7th Bomb Wing destacados na Noruega, segundo informação do Air Force Global Strike Command.

Apesar de neste momento já não ser novidade a escala dos B-2 na base da ilha Terceira, as fotos que temos desta passagem, são como anteriormente, do João Toste e mostram estas sempre impressionantes aeronaves de novos ângulos e condições de luz.


Os B-2 realizaram novamente "hot pit refueling" (reabastecimento com motores em marcha)

 

terça-feira, 23 de março de 2021

NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS: B-2 NOS AÇORES [M2239 - 27/2021]


Já diz o ditado popular "não há duas sem três" e isso mesmo provaram os bombardeiros B-2 Spirit da  509ª Bomb Wing da USAF, nesta segunda-feira 22 de Março de 2021, com a terceira escala realizada no espaço de uma semana, na Base Aérea nº4, nas Lajes, Açores. 

Tal como anteriormente, as aeronaves stealth realizaram troca de tripulações e reabastecimento "a quente" (hot pit refueling - com os motores em marcha), para prosseguir depois com a missão.

A Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) da USAF vem realizando uma série de missões na Europa e Médio Oriente, com integração de diferentes frotas e países. 

Na missão do passado dia 19 de Março, a parelha de B-2 que passou pelas Lajes, realizou uma missão de complexidade especialmente elevada, ao integrar com dois bombardeiros B-1B Lancer da 7ª Bomb Wing da USAF, destacados em Orland, na Noruega e quatro caças F-35A Lightning II noruegueses, destacados na Islândia, ao largo da costa deste país insular nórdico. Tratou-se de uma missão iniciada em três bases diferentes e em dois continentes, que juntou além disso, aeronaves de 4ª e 5ª geração, tendo isso mesmo sido realçado pelo Gen. Jeff Harrigian, comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea de África e Comando Aéreo Aliado da NATO: “Executar esta missão não é coisa pouca”, disse a propósito. “Integrar aeronaves de quarta e quinta geração ao lado dos nossos aliados noruegueses, é uma capacidade estratégica crítica para o sucesso futuro das operações da NATO.”

A USAF ainda não revelou detalhes sobre esta última missão de dia 22 de Março. As fotos desse dia entretanto, são da autoria do João Toste, com a qualidade a que sempre nos habituou.







sexta-feira, 19 de março de 2021

BOMBARDEIROS B-2 NAS LAJES 3 DIAS DEPOIS [M2237 - 25/2021]

B-2 Spirit em "reabastecimento a quente" nas Lajes

Os bombardeiros stealth B-2 Spirit da USAF realizaram nova escala na Base Aérea nº4 nas Lajes, apenas três dias depois da última passagem pela base açoriana.

Tal como antes, as aeronaves pertencem à 509ª Bomb Wing , da Base Aérea de Whiteman , Missouri. Segundo comunicado dessa mesma base,  "os B-2s contarão com a base das Lajes estrategicamente localizada, para realizar tarefas essenciais durante as próximas missões da Força-tarefa de Bombardeiros". 

Já o Comando do 65º Grupo Aéreo da USAF nas lajes, realçou a importância das operações combinadas, como Controlo de Tráfego Aéreo e defesa de base, que "mostram o alto nível de interoperabilidade entre os EUA e Portugal" além da importância estratégica da Base das Lajes ao "fornecer ao Departamento de Defesa dos EUA e às nações aliadas uma plataforma de projeção de poder para forças de combate confiáveis ​​em toda a Europa e África."


Os B-2 realizaram mais uma vez troca de tripulações e reabastecimento com motores em marcha

O destacamento da Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) na base das Lajes reforça a importância estratégica e a capacidade desta localização geográfica. Esta é a terceira vez que a base das Lajes foi chamada a apoiar uma missão BTF, e tenho orgulho de dizer que a Equipa das Lajes sempre respondeu sem falhas”, disse o Cor. Tammy Hinskton, comandante do 65º Grupo de Base Aérea. “As nossas operações diárias combinadas com a Força Aérea Portuguesa preparam-nos melhor para receber missões diversas, reforçam a nossa postura e aumentam a amplitude das capacidades aéreas que fornecemos ao USAFE-AFAFRICA.”


B-2 Spirit sobre a Praia da Vitória

Na verdade, estas missões dos B-2 fazem parte de um plano de treino e demonstração de prontidão mais alargado, que tem incluído missões frequentes de B-52 ao Médio Oriente e um destacamento de bombardeiros B-1B Lancer em Ørland na Noruega, desde o final de Fevereiro, que têm interagido com forças locais e aliados. 

Na missão de 16 de Março, os B-2 realizaram integração de longo alcance com o destacamento de B-1 na Noruega, em missão ao largo da costa da Islândia, aprimorando as capacidades necessárias para realizar operações noturnas eficazes num novo ambiente: 

Essas missões irão adicionar ainda mais profundidade a esta já histórica iteração da Força-Tarefa de Bombardeiros”, disse o general Jeff Harrigian, Comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea na África (USAFE). “B-2 juntando-se aos B-1 no teatro oferece oportunidades únicas para aumentar a nossa prontidão, enquanto continuamos a trabalhar e aprender com os nossos aliados."

As missões estratégicas de bombardeiros aumentam a prontidão da USAF e forças aliadas, necessária para responder a qualquer crise ou desafio potencial em qualquer parte do mundo.  

As missões da Força-Tarefa de Bombardeiros são essenciais para manter a nossa vantagem competitiva global”, disse o Tenente-General Stephen Basham, segundo comandante USAFE. “A importância de fornecer aos aviadores a oportunidade de treinar em ambientes únicos, não pode ser exagerada.”

Fotos: USAF/Lajes Field


quarta-feira, 17 de março de 2021

B-2 NAS LAJES - FOTOS E VÍDEO [M2236 - 24/2021]


Tal como o Pássaro de ferro ontem noticiou, três bombardeiros B-2 Spirit da USAF realizaram escala na Base Aérea nº4 nas Lajes, Açores. Estas são as imagens pela lente do João Toste, dessa breve passagem pela base da ilha Terceira, para reabastecimento e troca de tripulações, dos bombardeiros "furtivos", que pelo aspeto de ficção científica que (ainda) têm, não deixam nunca ninguém indiferente.









VÍDEO DA DESCOLAGEM





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