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sexta-feira, 12 de abril de 2013

PAQUISTÃO: FORÇA AÉREA EM ESTADO CRÍTICO (M949 - 101PM/2013)

Chengdu F-7 de fabrico chinês     Foto: PAF
Uma dúzia de aeronaves militares paquistanesas sofreram acidentes nos últimos dezoito meses aproximadamente. O nível de incidência dos acidentes, levanta sérias preocupações acerca da "saúde" das frotas de aviões usadas, bem como da proficiência dos mais de 3000 pilotos que os voam.
Um grande número de aviões voados pela Força Aérea Paquistanesa aproxima-se do cinquentenário, tendo sido colocados na linha da frente recentemente, para ajudar a combater uma insurgência interna de forças Talibãs. 
O Paquistão voltou-se para a China e EUA na tentativa de modernizar a sua Força Aérea, mas constrangimentos económicos têm encolhido o orçamento, que assim se tem revelado incapaz de manter as cerca de 900 aeronaves em níveis de segurança mínimos. Os problemas orçamentais têm também afetado o treino dos cerca de 3000 pilotos que os voam, com efeitos visíveis e traduzidos em números de acidentes.

Mirage V      Foto: PAF
Cerca de metade dos 13 aviões acidentados desde maio de 2011 eram Mirage com quase cinquenta anos, comprados a preço de saldo a forças aéreas que os haviam retirado de serviço. Segundo um antigo oficial da FA Paquistanesa, eram ainda plataformas bastante confiáveis mas "com a intensidade do ambiente operacional de combate os problemas tendem a aparecer". Os Mirage IIII e 5 constituem cerca de um quarto dos 520 caças em serviço.
Destroços de um F-7    Foto:Autor desconhecido
Outros modelos acidentados incluem os F-7 (Mig-21 chineses) e JF-17. A aquisição de material chinês e mesmo o desenvolvimento do JF-17 com a China, ocorreram devido às flutuações nas relações com os EUA, que levaram ao cancelamento por vários anos de material militar, nomeadamente vários lotes de F-16 mais modernos. Ainda assim, além dos F-16 adquiridos na década de 80, modelos mais recentes do F-16 acabariam por ser entregues, que adicionados aos primeiros totalizaram as 77 unidades, mas dificuldades com a aquisição de peças sobressalentes nos últimos dois anos (principalmente devido às tensões pós-operação bin Laden) voltaram a colocar esta frota em estado crítico.
Entretanto, o programa JF-17 com a produção dos aviões no Paquistão, destinados a substituir grande parte dos Mirage, ainda estão longe de o poder fazer.
Apesar do orçamento da Defesa levar 20% do Orçamento de Estado, os dias são sombrios, na sétima maior Força Aérea do mundo.


Fonte: National Post
Tradução e Adaptação: Pássaro de Ferro


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

HÁ JAGUARES NA ÍNDIA? (M854 -35PM/2012)

Primeiro voo de um Jaguar Darin III      Foto:HAL

A resposta é sim e continuará a ser. 
Não dos de carne e osso, que como se sabe habitam apenas as Américas, mas de metal, com asas e equipam a Força Aérea Indiana (FAI). 
A frota será alvo de um programa de atualização de equipamento eletrónico e motores, com vista ao prolongamento da sua vida útil.
A primeira unidade transformada ao padrão "Darin III", voou a 28 de novembro passado em Bangalore. O momento foi de regozijo, pelo sucesso de um programa desenvolvido e executado com recurso apenas a meios locais.
Segundo o Dr. R.K.Tyagi, presidente do programa, os Jaguar Darin III terão um acréscimo gigantesco nas suas capacidades operacionais, principalmente no que respeita  a operações ar-solo, ar-mar e ar-ar em todas as condições meteorológicas (all weather), com a incorporação de um radar multi-modal. "Através dos novos motores e aumento da capacidade dos  alternadores, o Jaguar torna-se um dos aviões mais potentes do arsenal da FAI,  com um período de vida alargado" acrescentou.

A equipa da Hindustan Aeronautics Limited responsável pela modernização dos Jaguar    Foto:HAL

As actualizações e melhorias incluem aviónicos de última geração, como o computador de missão, instrumentos de voo, piloto automático, gravador de dados solid state, sistema de inércia (INGPS), radar, RWR (alerta radar) e sistema de largada de armamento integrado com GPS.
A interface homem-máquina foi também modernizada através da inclusão de dois MFDs (multi function display) na cabine do piloto.

Fonte: HAL
Adaptação: Pássaro de Ferro


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

F-16 COM "V" DE VIPER (M601-14PM/2012)


Foto: Lockheed Martin

A Lockheed Martin revelou ao mundo no Airshow de Singapura uma nova versão do F-16. O F-16V irá incorporar novidades como um radar AESA (Active Electronically Scanned Array), computador de missão atualizado e melhoramentos no cockpit. Melhorias sugeridas pela US Air Force (USAF) e por vários clientes à volta do globo. Com quase 4500 F-16 produzidos, este afigura-se como um passo natural na evolução do caça de 4ª geração mais bem-sucedido do mundo. 
O Programa Fighting Falcon tem vindo a evoluir continuamente desde os primeiros F-16A/B, mais tarde com os F-16C/D e depois os caças de Bloco 60, à medida que as exigências dos clientes foram mudando.

Os radares AESA oferecem melhorias operacionais significativas e a Lockheed Martin desenvolveu uma solução inovadora para reequipar a preços acessíveis os F-16 existentes. 
A configuração F-16V é uma opção para aviões de nova produção, mas os elementos do upgrade vão estar também disponíveis para a maior parte dos modelos de produção anteriores. 
A designação "V" foi tomada a partir de "Viper", o nome apócrifo pelo qual o F-16 sempre foi conhecido entre os pilotos desde os primeiros dias.

"Acreditamos que o F-16V irá satisfazer as necessidades emergentes dos nosso clientes e prepará-los para uma melhor interoperação com os caças de 5ª Geração, como o F-22 e o F-35" referiu George Standridge, vice presidente da Lockheed Martin para o desenvolvimento de negócios.

O F-16 está atualmente em utilização em 26 países e o Programa tem-se caracterizado por uma cooperação  internacional sem precedentes entre governos, forças aéreas e indústria aeroespacial.

Para já os clientes desta nova versão, que não deverá diferir muito dos modelos Bloco 60, serão a Coreia do Sul e a USAF, que pretende modernizar entre 300 a 350 F-16C, devido às demoras previstas para a total operacionalidade do F-35, que obrigarão a frota F-16 a voar por alguns anos mais.




domingo, 31 de janeiro de 2010

REAL THAW 2010 - Imagens Especial













Imagens exclusivas, gentilmente cedidas por: Jorge Ruivo, Marco Casaleiro e Hélder
Afonso

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