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sábado, 4 de dezembro de 2010

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA de ENTUSIASTAS de AVIAÇÃO (M443-45PM/2010)









A Associação Portuguesa de Entusiastas de Aviação – APEA, foi criada em 6 Março de 1998, e tem por objectivo “A promoção e divulgação da Aviação em Portugal”, conforme os seus Estatutos.
Na sua origem está a necessidade demonstrada pelos entusiastas nacionais de se reunirem sobre um mesmo tecto, defendendo o seu hobby e promovendo-o junto das autoridades aeronáuticas. Na era pré-APEA, os entusiastas encontravam-se dispersos pelo país, em pequenos grupos que não interagiam entre si. Para além disso, o desconhecimento deste hobby levava a que as autoridades aeronáuticas interpretassem mal a presença dos entusiastas nas imediações das instalações aeroportuárias e afins.
Desde a sua fundação tem proporcionado a dezenas de entusiastas da causa aeronáutica um enriquecimento dos seus  conhecimentos através da realização de diversas visitas a entidades e infra-estruturas aeroportuárias nacionais e estrangeiras. Ao organizar estas visitas, a APEA está a contribuir para o desenvolvimento da cultura aeronáutica dos apaixonados da causa aeronáutica. Nas visitas, os associados usufruem da oportunidade de fotografar as aeronaves de perto, ao mesmo que tempo que podem conversar com todos aqueles que profissionalmente lidam com aeronaves. Desta forma, os associados podem enriquecer os seus conhecimentos e respondendo às muitas dúvidas que tenham relativamente à aviação.

O fortalecimento dos laços de amizade entre os associados é outro dos bónus que as actividades desenvolvidas pela APEA proporciona. Ao longo dos vários anos de existência da Associação, muitas tem sido as fortes amizades desenvolvidas e fortalecidas pela convivência diária que este passatempo proporciona.

Um outro papel importante que os entusiastas têm é o reforço da segurança nas instalações aeroportuárias. Ao estarem presentes todos os dias nos perimetros aeroportuários nacionais, os entusiastas podem e devem actuar como uma medida disuadora de eventuais actos criminosos. A APEA espera que as autoridades encarem a presença dos entusiastas nos aeroportos como mais um parceiro na promoção da segurança e não como uma eventual ameaça.

As fotos que ilustram este pequeno artigo foram obtidas no decurso da visita da APEA à Base Aérea n.6 no Montijo, no passado dia 30 de Novembro. A APEA gostaria de aproveitar esta oportunidade que o Pássaro de Ferro nos oferece para voltar a agradecer a todos os militares que receberam os nossos associados. O nosso muito obrigado pela forma calorosa e disponibilidade para responderem a todas as nossas dúvidas.

Luís Gonçalves - Presidente da APEA 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

DOIS SPOTTERS - II


Numa série de "missões" dedicadas a Spotters, o Pássaro de Ferro traz às suas "asas" mais dois, desta feita o Hélder Afonso e o Marco Casaleiro (MLPC), dois dedicados frequentadores da cabeceira da pista da Base Aérea de Monte Real (BA5), sempre de objectivas em riste para captar os momentos, os detalhes ou o simples voo livre dos pássaros de ferro que por lá se encontram em acção.


Hélder Afonso, conta que:
"A minha paixão pelos aviões começou muito cedo. Desde miúdo que quando me perguntavam o que queria ser quando fosse grande respondia prontamente, "quero ser piloto de aviões", mas acabei por ser Enfermeiro... Contudo, a Paixão pelos aviões sempre continuou...
Há cerca de um ano, através do fórum de fotografia, descobri alguns locais de Spotting em Monte Real e desde essa altura que vou com alguma regularidade até lá!"

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Marco casaleiro é mais um habituée da BA5. Ainda por cima é vizinho daquela base militar o que, vendo bem as coisas, só lhe traz vantagens...
Dele diz que:
"A minha dedicação ao spotting é relativamente recente, na medida em que até há pouco tempo me faltava o material para fotografar, mas a paixão por aviões militares existe desde infância.


Só por curiosidade, sou um felizardo, nascido e criado e a viver "paredes meias" com a BA5 no topo norte, concretamente no Outeiro da Fonte.
Muito tempo da minha infância, foi passado junto à pista (não havia vedação/rede), empunhando ramos para "disfarçar", a dizer adeus aos F-86, T-33, T-38, A-7P principalmente, aeronaves que afinal de contas fazem parte do historial desta base!"


Mais dois testemunhos de como a aviação é uma paixão forte, elevada nas asas destes pássaros de ferro, cujo fascínio atravessou e atravessará gerações de entusiastas e spotters como estes. Eles, com os seus olhos e as suas máquinas e objectivas que são também (um pouco) nossos!

domingo, 29 de novembro de 2009

DOIS SPOTTERS

O "meu" 15104 apanhado pelo (c) Jorge Ruivo

Já várias vezes aqui escrevi que não sou Spotter.
A minha máquina (que cabe confortavelmente numa mão) faz corar de vergonha Noviças num convento, os meus dotes de fotógrafo digamos que cumprem os requisitos mínimos e a minha vida não permite/permitiu longas sabatinas à cabeceira das pistas a tratar do ofício.
Mas já tive o prazer de estar junto a spotters, nomeadamente junto ao Álvaro "Spotter 13" Gonçalves e do incontornável Jorge "Nuvem Negra 21" Ruivo, talvez o "Guru da arte" em Portugal, dois spotters "oficiais" da Base Aérea Nº 5 - Monte Real.

Parelha (15121 e 15123) MLU - (c) Álvaro Gonçalves

Com eles fui percebendo o "sumo" da coisa.
Vi o seu entusiasmo, o afã de apanhar "aquela" posição do avião, um número de cauda raro, uma manobra inesperada, um pormenor fugidio...
Move-os o gosto pelos aviões, por razões tão paralelas umas e tão enviesadas outras, mas ambas no espírito comum da coisa: fotografar aviões, sentir o peito quase a rebentar por causa do troar dos motores, o dedo no gatilho, o disparo da máquina, o prazer do reencontro com a arte no remanso do lar, o convívio com os demais spotters...
São eles que, como também aqui já disse, são os olhos daqueles que não estando lá como eles estão, é como se estivessem!
Obrigado a eles (Álvaro e Jorge - hoje em apreço) e a outros "spotters emergentes" a quem o Pássaro de Ferro tratará de fazer paulatina e merecida referência.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O MOMENTO "F*#@-SE!"




Todos os que dão ao gatilho na caça desses pássaros de metal barulhentos e fugidios que cruzam os céus, já tiveram o chamado momento “f*#-se!”.
É aquele momento em que um pinheiro consegue atravessar a pista quando íamos tirar a “foto perfeita”.
Já me aconteceu ter uma andorinha a tapar a perspectiva durante o 1/1000 seg que o obturador da máquina esteve aberto.
Enfim, fotógrafos de aviação do mundo uni-vos na dor, pois não estais sozinhos. Pensemos nisto.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

OS DIAS DA HISTÓRIA


Os passados dias 22 e 26 de Julho, marcaram a história da aviação em Portugal e em particular da BA5, base que festeja este ano o seu meio século de existência.
No primeiro dia, já aqui relatado, foi aberta a janela da base aos Spotter's.
Sem ser necessário recuar muito, o Spotting era olhado com uma desconfiança de comadres, sendo que os seus praticantes eram rotulados, de imediato, como os malucos das vedações que de máquina em punho, fotografam tudo o que mexe e tiram notas das matrículas dos aviões.
Há histórias de apreensões de material fotográfico e até de "intimidação," face à "ilegalidade" da actividade.
No entanto, a Internet veio alterar o panorama. Proliferam sites de fotografia de aviões, onde os Spotter´s saem do anonimato e mostram a sua "arte", acabando de vez com complexos de anos.
Tomada a situação como incontornável, do ponto de vista da aceitação desta actividade, em boa hora se decidiu abrir o espírito da coisa aos seus verdadeiros amantes.
A BA5 é, em Portugal, a base mais "spottada". É nela que estão baseados os caças F-16, aqueles que mais adrenalina suscitam, aqueles cujo desafio fotográfico suscita mais apuro dos Spotter's. Cada foto é diferente da anterior, cada posição assumida pelo F-16 é susceptível de ser captada no instante do seu voo.


A 22 de Julho, oficialmente, e também a 26, a BA5 decidiu colocar dentro do seu espaço, muitos dos que tantas vezes, permaneceram do lado de fora, em esperas mais ou menos prolongadas, muitas vezes idos no engano de poucos aviões no ar, na errância do tempo climatérico.
O tributo às horas de dedicação descomprometida foi finalmente prestado sob a forma de um dia a eles dedicado.
Os aviões desfilaram, em terra e no céu, posando para a objectiva dos Spotter's, oferecendo-se ao nervoso das objectivas, dando-se à paixão que se alimentou de fugazes momentos junto às vedações, na ânsia da revelação dos rolos antes, no ecrã dos computadores mais recentemente..
A paixão é a mesma, o motivo o de sempre e, por um dia, os Spotter's tiveram o seu dia, resistindo à chuva e ao vento, ficando e captando as imagens, sempre em busca DA imagem. Aquela que nunca chegarão a tirar...
Só eles sabem porquê!



Fotos: (c) Hélder Afonso (Spotter) e Paulo Mata

sábado, 17 de março de 2007

F-16 OCU "RARO"

F-16A 15105 prestes a tocar a pista 19 da BA5, algures em Março de 2005
Foto: (c) Álvaro "Spotter 13" Gonçalves
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Felizmente que já perdi a conta às vezes que fui a Monte Real, tanto em "serviço", como em puro spotting.
Um dos F-16 mais "raros" de encontrar, ao longo destes anos todos, é o 15105.
Também nestas coisas, a estatística não mente e revela curiosidades.
Se o 15105 é dos mais "raros" de ver em acção, o 15110 ou o 15115 são os mais "sociáveis!...
Enfim, gostar de aviões tem destes "detalhes", só compreensiveis por quem gosta destas coisas.
Para acabar e em relação ao visado deste texto, aqui fica uma foto de um dos excelentes spotters "profissionais" que conheço, o meu amigo Álvaro "Spotter 13" Gonçalves.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

SPOTTING DE AGENDA

AL-III

T-33

A-7P
Crédito das Fotos: Jorge "Nuvem Negra 21" Ruivo, Ian Powell e Peter Steehouwer

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No final da década de oitenta, início dos anos noventa, usava com frequência umas agendas de bolso, onde fazia vários registos, desde despesas que efectuava, o estado do tempo, data de testes de avaliação na escola e (muito importante) registo de passagens/avistamentos de aeronaves da FAP sobre a zona onde vivia, Penacova e Coimbra.
Há poucos dias, recuperei uma dessas agendas e consultei-a. É de 1989 e está cheia de notas sobre a passagem de A-7P sobre Coimbra, onde vivia na altura. Por exemplo, registei que num dia qualquer de Janeiro de 1989, passaram 6 A-7P da parte da manhã rumo a Nordeste, em duas parelhas e dois a solo, e da parte da tarde desse mesmo dia, passaram mais 4 A-7P na mesma direcção, sendo que depois uma parelha foi avistada rumo a Sul, cerca de duas horas depois. Registava o número de aviões, a hora a que passavam e o rumo que voavam. E sempre que conseguia distinguia-os entre A-7P e TA-7P... Grandes tempos, aqueles!
Registava também passagens de AL-III e Puma, sobretudo quando evacuavam feridos para o Hospital da Universidade, ou quaisquer outras aeronaves da FAP. Tenho registos de T-33 (poucos), Fiat G-91(muito raros), C-130, Aviocar e também muito raramente, T-38 e T-37.
Digamos que, mesmo sem saber, estava já a dar os primevos passos no spotting...
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Dedico este post ao meu amigo Charlie "07" Golf.

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