Mostrar mensagens com a etiqueta Mais Alto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mais Alto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de abril de 2011

MAIS ALTO - 49ºAniversário (M494-14PM/2011)


Com a presente edição, a Mais Alto atinge os 49 anos, portanto no limiar de meio século a servir a causa da aeronáutica militar.
Apesar de por norma se valorizarem os números "redondos", a verdade é que tal como os 50 anos, os 49 ou qualquer outro aniversário, só se cumpre uma vez. Presto por isso homenagem este ano à Mais Alto nesta efeméride, entre outros motivos, por ter sido a revista que me introduziu no mundo da aviação. 
Nos idos anos 80, lembrar-se-á quem o viveu, não era fácil conseguir informação, nem imagens, das aeronaves que sabíamos (e das que não sabíamos) povoarem os céus nacionais e mundiais. Os PCs serviam para pouco mais que jogar jogos arcaicos e nem por sombras se imaginava poderem ser o manancial de informação dos dias de hoje. As (poucas) revistas estrangeiras que chegavam custavam valores proibitivos para os bolsos de um miúdo (e até muito graúdo!)
Cada Mais Alto era assim aguardada com a ansiedade de descobrir um novo mundo. E nos dois meses que intermeavam até à edição seguinte, decorava os nomes de cada aeronave nova que aparecia. Lia e relia os artigos. Passava em revista cada pormenor das fotos dos aviões em que sonhava voar.
A Mais Alto dessa época no entanto, e apesar do culto votado, há que admitir, era algo "cinzenta", espelho de uma época também algo "cinzenta". 
Soube reinventar-se e abrir-se ao país e ao mundo, extravasando a instituição que serve, passando a cumprir de modo muito mais eficaz, a missão de divulgar a aviação militar portuguesa.

Foi sempre com enorme prazer que contribuí  com fotos e/ou artigos meus para a Mais Alto, e assim será sempre no futuro. Os amores antigos são sempre especiais.
Pormenor não despiciendo, a capa da edição 390, é um P-3C da Esquadra 601-Lobos, que perfaz, essa sim, um número "redondo": 25 anos. Parabéns por isso também aos Lobos.
Quanto à Mais Alto, um muito obrigado pelo que já fez em 49 anos e para o ano cá estaremos a comemorar as Bodas de Ouro!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

DO SONHO AO SABRE (M451 - 48PM/2010)

O artigo de capa da corrente edição da revista Mais Alto (nº388 - Nov/Dez 2010), intitulado "Geração OCU ", teve por objectivo prestar homenagem à frota de F-16 OCU que terminou recentemente a vida operacional. Homenageia simultaneamente todos os que,  com a sua dedicação e engenho, contribuíram para que o programa F-16 na Força Aérea, fosse um sucesso. Homens e máquinas, formaram essa geração que marcou um ponto de charneira.
Ao fim de 45.460 horas de voo e muitas mais de trabalho, por tudo o que se comentou no artigo e pelo muito que ficou por dizer, a "Geração OCU" ganhou o direito a ter nome próprio na história, indo a sua influência muito para além da cronologia e do espaço físico que ocupou, tal como cabe às gerações notáveis.
O artigo da Mais Alto, apesar de extenso e bastante abrangente, não contou (nem podia contar), a totalidade das histórias que comportam os 16 anos em que voaram os OCU, histórias essas multiplicadas pelo número de pessoas que as viveram, cada uma com a sua visão pessoal de um mesmo acontecimento.
O texto que hoje aqui publicamos, da autoria de um dos mentores da pintura do F-16 de comemoração dos 50 anos da BA5, pretende ser mais um subsídio para a história global e um complemento aos últimos capítulos da frota OCU: o projecto do "Sabre" e o voo à Líbia em representação do país, contados na primeira pessoa.
Da parte do Pássaro de Ferro, que teve o prazer de contribuir na elaboração do texto e fotos do artigo "Geração OCU", um grande bem-haja pela colaboração, a todos quantos cederam o seu tempo e emprestaram as suas opiniões e memórias, para que o mundo pudesse saber e ver mais, do que foi a "Geração OCU".
António Luís e Paulo Mata


DO SONHO AO SABRE


“A plane will fly like it looks!”
De alguma forma acredito que não existem fronteiras que o Homem não consiga transpor se este conhecer o segredo de concretizar sonhos. Este segredo tem por base os 4 “Cs”: Curiosidade, confiança, coragem e constância! Destes quatro aspectos o mais importante é a confiança. Quando acreditamos em algo, há que acreditar até ao fim!
Certo dia conheci um grupo de indivíduos, entusiastas da aviação militar, que se propunham formar um projecto. O conceito era simples e passava sobre tudo por uma mudança de mentalidades. Três “spotters” e um criativo. Pessoas que olhavam para a aviação militar com o mesmo olhar emocionado e entusiasmado de uma criança… vêem a aviação militar do “lado de fora da rede” e depois cristalizam instantâneos… só porque sim… simplesmente porque gostam! Pediram-nos somente “asas” para o seu entusiasmo; entusiasmo era o que tinham para oferecer! Assim nasceu o projecto KIAK.
A materialização deste entusiasmo levou a uma conversa sobre a possibilidade de pintar a deriva de uma aeronave F-16A. O objectivo era celebrar a excelência e o profissionalismo que diariamente descola e aterra na Base Aérea 5; algo que tem por lado visível as aeronaves, mas que tal como um iceberg, tem uma face oculta gigantesca que serve de suporte. Imaginava-se tão longínquo e idílico este objectivo que por vezes tomava contornos de “conspiração”… era improvável que nos deixassem levar a cabo tal tarefa.
O Pai desta ideia, o Miguel Amaral, colocou no papel o que lhe ia na mente e eu guardei o “segredo” à espera da altura certa para o revelar.
Em Abril de 2009 já se falava da celebração dos 50 anos da Base de Monte Real e foram solicitadas ideias. Lembrei-me dos 4 “Cs” e assim que surgiu a ocasião mostrei ao então Comandante da BA5, Coronel Borrego, o esboço da deriva.
A reacção não podia ter sido mais positiva… embora, segundo o próprio, o ideal seria “pintar o avião todo, talvez com uma referência ao F-86”!
Eu nem queria acreditar… e foi esta a razão de o Miguel Amaral passar MAIS uma noite em branco! Na manhã seguinte estava no meu e-mail o primeiro esboço do “Sabre”.
O “Sabre” foi concebido no “K3” e para minha tristeza não assisti à primeira vez em que fez o chão estremecer com a pós-combustão do seu motor… foi num dia de mau tempo, negro como o pessimismo dos que não acreditavam… mas nós acreditávamos e isso foi suficiente! Já se sabe… Alcança quem não cansa.


Voar no Sabre
Recebemos na Esquadra 201 ordens para representar a Nação na Líbia com quatro aeronaves F-16. Fiquei duplamente entusiasmado quando soube que eu seria um dos pilotos nomeados e que o Sabre um dos aviões que voaria até África. O seu piloto seria o TCor Eugénio Rocha, Falcão-Mor, que seria o Comandante da Esquadrilha; eu era o número quatro.
Já na Líbia quando nos preparávamos para o voo de treino (só com dois aviões) o “15” teve problemas técnicos. Felizmente era apenas o dia do treino.
Como eram escassos os recursos da nossa manutenção em Mitiga e como seriam previsíveis idênticos problemas para o dia a sério quem de direito decidiu que o Sabre seria atribuído ao número quatro da formação… eu!

No dia do desfile aéreo o “crew chief” disse-me em tom de brincadeira que fosse gentil porque o avião com aquela pintura tinha alguns “tiques” de estrela e só fazia o que lhe apetecia e com quem queria.
Deste dia recordo dois momentos:
- Quando o Falcão Mor ordenou “Falcões go Diamond” e eu aos comandos do Sabre fechei a retaguarda da Formação;
- O cortar do motor já na placa em Mitiga e mais uma vez pensar “Miguel, conseguimos”!
O 15115 foi a materialização do espírito de Monte Real… dos que estão cá dentro e dos que se sentem cá dentro! Alcança quem não cansa… quem não desiste… quem não desanima… quem não se conforma… quem acredita… quem quer e quem faz!
    Vegas
Piloto Esq 201



domingo, 27 de janeiro de 2008

HÉRCULES

C-130H da FAP - Foto de Pedro Gregório - Airliners.net

Acho que o meu primeiro "contacto" com o C-130 Hércules terá ocorrido no início da década de 80, tinha eu uns tenros 10 ou 11 anos.
Vivia em Penacova, numa aldeia rodeada de floresta (Pinheiros e Eucaliptos), não muito longe da Serra do Buçaco (uns escassos 10 quilometros).
Ora, num desses Verões, uma parte da Serra do Buçaco foi atingida por um grande incêndio. No seu combate estiveram envolvidos grandes meios, não tão rodeados de mediatismo como agora (os tempos eram outros...) mas, ainda assim e por se tratar de uma zona de grande riqueza florestal, muitos meios foram empenhados no combate ao fogo. Entre esses meios estava um C-130 Hércules da FAP.
A dada altura, o C-130, na sua rota para reabastecer (julgo eu), passou mesmo na vertical da minha casa, a muito baixa altitude, num das imagens mais impressivas que tenho na minha memória. Entre algum susto e a emoção de ver um "monstro" daqueles poucos metros acima do telhado, segui-o até ele desaparecer no horizonte.
Corri a perguntar ao meu pai se ele sabia o nome daquele avião e porque ia tão baixo...
O meu pai não percebia (como não percebe) um átomo de aviões. Recordo-me da resposta dele que, meio evasiva quanto ao nome do avião, foi clara quanto ao resto, misturando ignorância e desdém pelo avião. Disse ele que era um avião que a Força Aérea terá "deitado fora, por ser muito velho e que alguém aproveitou para nele pôr uns tanques para ele poder apagar fogos" como o que estava a acontecer ali perto, na Serra do Buçaco.
Lembro-me de ter ficado desconfiado e de não ter gostado nada do tom jocoso com que o meu pai se referiu ao avião.
Algum tempo mais tarde, através de uma revista Mais Alto, vim a saber e a conhecer o C-130 e o seu dispositivo (agora inactivo) de combate aos incêndios florestais e por isso percebi o que anda a fazer aquele ignoto avião a voar tão baixo por cima das casas e das matas.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

NOTAM - II

F-16A - Foto: Jorge "Nuvem Negra 21" Ruivo via Airliners.net

1 - A não perder, na mais recente edição da revista "Mais Alto", a reportagem sobre a passagem dos A-10 por Monte Real e as páginas dedicadas aos 45 onos da revista.
A toda a redacção da Mais Alto, com a qual tenho o previlégio de colaborar pontualmente e de que sou assinante há 18 anos, os meus parabéns, com votos para que continuem o excelente trabalho em prol da aviação militar em Portugal!

2 - Muito interesante reportagem da jornalista Isabel Jordão, do "Correio da Manhã" que, a bordo do F-16B 15120 e com o meu amigo João "Speedy" Gonçalves aos comandos, sentiu o que é voar num caça como o F-16!

3 - A todos os meus leitores, desejo uma Boa Páscoa e sempre Bons Voos!

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>