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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

25 ANOS DA "GUERRA DO GOLFO" (M1826 - 06/2016)


Quando a "Guerra do Golfo" rebentou, estava cumprir o serviço militar
     na altura obrigatório
como simples praça, na Marinha de Guerra.
Por ser militar, as notícias do conflito de certo modo geraram alguma apreensão, em mim e nos restantes camaradas de armas que, apesar de Portugal não ter participado ativamente no conflito, não escondiam algum desconforto com a ideia de que, caso as coisas alastrassem para uma dimensão mais global, não tivéssemos, por alguma razão, que ir para uma área de conflito.
Como é evidente, essa apreensão cedo se desvaneceu, transportando-nos para uma mera observação comum das imagens que nos chegavam.
A "Tempestade do Deserto" foi, aliás, a pioneira na noção de "a guerra em direto". Ninguém esquece os célebres diretos de Artur Albarran e do
     já na altura inevitável
José Rodrigues dos Santos, na televisão nacional, ou de Peter Arnett da CNN.
Para um indefetível admirador de aviões e de meios aéreos em operação, as imagens que diariamente chegavam eram de absoluto êxtase, uma vez que nos era dado ver uma multiplicidade de meios sem paralelo na história recente, justamente aqueles que nos faziam vibrar ao os vermos em fotografias nas revistas.
De repente, poder vê-los em ação (real) diariamente pela televisão era - apesar da brutalidade de qualquer guerra - algo a que não se ficava indiferente.


Com os Estados Unidos à cabeça da então "Coligação Internacional", ver em ação caças F-14, F-15 ou F-16, F/A-18, bombardeiros B-52 e B-1, o Stealth" F-117, etc. era absolutamente fascinante. Depois, o constante vai e vem nos porta-aviões, com os míticos A-6 e A-7E em operações de ataque e os já mencionados F-14
     não muito longe da "moda" Top Gun...
bem como os A-10 e helicópteros de diversas formas e valências a partir de bases em terra, completavam o ramalhete do delírio.


A soma de meios aéreos não parava e sobretudo os Tornado ingleses, foram outra das imagens de marca daqueles intensos dias de operações aéreas sobre o Iraque e o Kuwait, com as suas incursões de ataque a baixa altitude, razando o amarelado do deserto...
Parece que tudo o que se passou acabou por se embrulhar numa espécie de aura. Não a rotularia de nostálgica, porque a guerra não é dada a esses predicados, mas foram momentos - meses - em que a televisão foi uma janela "sem filtros"
    a televisão mostra apenas o que interessa mostrar
mas o conceito de podermos dizer, sem particular receio de errar
- Eu estou a ver o que está a acontecer, agora!
ganhou toda uma nova consistência.
A coisa, o conceito, passou tantas vezes de espontâneo a premeditado, a pensado e a condicionado colocando a causa depois da televisão e não a televisão depois da causa, subvertendo a lógica estabelecida, digamos.


Vergílio Ferreira, sobre cujo nascimento passam por estes dias 100 anos, afirmava que a televisão
     "esse instrumento redutor(...) de um modo geral, a televisão desnaturou o Homem, miniaturizou-o, fazendo de tudo um pormenor (...)
Ora, na "Guerra do Golfo", muitas coisas surgiram como novidade, quanto mais não seja encimadas pelo próprio facto de a televisão passar a condicionar a guerra e nem sempre o contrário, como seria de esperar. Foram portanto tempos interessantes, com uma escapadela sociológica para lá da guerra como entidade, derramando-a para outras evoluções da marcha humana.
Voltando aos aviões, o que verdadeiramente interessa numa página que lhes é dedicada, é perceber o seu papel no desenrolar deste conflito. E o seu papel foi preponderante, decisivo no desfecho da situação e na altura a (quase) tradição de uma missão, um avião, fazia completo sentido. E havia muitos aviões para muitas missões.
Hoje já não é tanto assim e a frase metamorfoseou-se para um avião, várias missões.
De resto, a Guerra é a Guerra - cantava Fausto - e volvidos estes 25 anos, com uma ironia demasiado grande, demasiado coberta pelo estouro das armas e pela contagem de mortos, o Iraque e aquela zona continuam como quase sempre estiveram. Todos os dias.
Em guerra!
Texto: ©AL/Pássaro de Ferro

domingo, 12 de setembro de 2010

BUCCANEERs EM MONTE REAL (M416-37/AL2010)

O Paulo Moreno cedeu ao Pássaro de Ferro, uma vez mais, um conjunto de fotografias carregadas de história e simbolismo.
Trata-se de imagens da passagem com escala técnica de três aviões Buccanner da RAF - Royal Air Force - pela BA5, algures no início de 1991, vindos das Operações Aliadas aquando do primeiro conflito no golfo - justamente conhecido como "Guerra do Golfo".

Este conflito, na altura incrivelmente mediatizado e como é mais ou menos consensual, inaugurou o conceito de "guerra em directo". Conceito que provocou, como se verificou mais tarde, o "condicionamento" das acções militares que passaram a ocorrer, digamos que quase em coordenação com as cadeias de televisão mais poderosas, bem como sobre o fio condicionador da actualidade.
Aliás, foi também a "Guerra do Golfo" que introduziu mais um conceito nos conflitos modernos, isto é, o  da "minimização dos efeitos colaterais", através da introdução de armamento inteligente e de armas de grau de destruição "limitado".
Por alturas da passagem dos 20 anos deste conflito, o Pássaro de Ferro prevê fazer algumas abordagens às operações aéreas ocorridas, bem como às mudanças que elas operaram, seja na ponderação geo-estratégica mundial, seja no mais "focado" plano da operação dos meios aéreos em stricto sensu.
Voltando a Monte Real, os aviões captados ostentam, como se vê, as típicas marcas - pinturas, esquemas - mais ou menos prática corrente no seio das esquadras e das forças aéreas que, deste modo criativo mostram a eficácia das suas máquinas, bem como o espírito que envolve as operações, mesmo quando tudo isso se passa em plena guerra.






Nesta última foto, o autor das fotos surge no lugar de trás de um dos aparelhos.

O AVIÃO - BUCCANNER

O Buccaneer é um típico avião de Ataque ao Solo. Foi construído com esse intuito e pode afirmar-se sem rebuços, que cumpriu de forma tremendamente eficaz esse desiderato.
É um avião capaz de voar extraordinariamente baixo e rápido e foi, durante alguns anos e até ser completamente substituído pelos Tornado, um dos melhores aviões de ataque ao solo da história da aviação mundial.
Para não variar, cumpre a "tradição" britânica, já por diversas vezes aflorada aqui, de não ser propriamente bonito.
Ficam as principais características da aeronave:
Comprimento: 19,33 m
Envergadura: 13,41 m
Altura: 4,95 m
Peso vazio: 13,610 Kg
Máximo na descolagem: 28,125 Kg
Velocidade Máxima: Mach 0.85 (1040 Km/)
Tecto máximo de operação: 12,190 m
Motores: 2 Rolls Royce Turbofan RB.168 Spey Mk 101
Tripulação: Piloto - lugar da frente e Operador de Armamento, atrás.
Operou no conflitos do Golfo, em 1991 - Operação Tempestade no Deserto - Desert Storm - , já citado, e na zona Sul do continente Africano, sob a bandeira da África do Sul (o seu único utilizador fora da Inglaterra), nomeadamente nas fronteiras da Namíbia e em operações no Sul de Angola, algures entre 1978 e meados da década de oitenta.
A Inglaterra retirou-os do serviço operacional (RAF e Royal Navy) em 1994.












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