Nota – O autor escreve na grafia antiga.
Nota do autor - leitura adicional - O Eng. João Branco e o Voo do Blériot
sexta-feira, 10 de julho de 2026 às 20:11
Nota – O autor escreve na grafia antiga.
Nota do autor - leitura adicional - O Eng. João Branco e o Voo do Blériot
terça-feira, 19 de maio de 2026 às 12:41
Um caça F-16M Força Aérea Romena, atualmente atribuído à missão Baltic Air Policing da NATO, abateu um drone presumivelmente ucraniano no espaço aéreo da Estónia. O incidente, foi já confirmado oficialmente pelo Ministro da Defesa estónio, Hanno Pevkur.
A Romanian AF 🇷🇴 @lockheedmartin F-16M under @NATO_AIRCOM enhanced Baltic Air Policing shot down a drifting drone this morning in Estonian 🇪🇪 air space. The incident has been confirmed by Estonia's Defence Minister Hanno Pevkur pic.twitter.com/eicyOt2GR6
— Paulo Mata (@ironbirdphotos) May 19, 2026
Segundo a agência Reuters, a instabilidade operacional estendeu-se à vizinha Letónia, onde o exército emitiu um alerta de intrusão aérea e ordenou que os residentes próximos da fronteira russa permanecessem no interior de edifícios, e acionando de imediato os caças da NATO em missão de alerta.
Romanian fighter jet downed a UAV in Estonian airspace.
— Estonian Defence Forces | Eesti Kaitsevägi (@Kaitsevagi) May 19, 2026
At noon of May 19, 2026 an unmanned aerial system entered Estonian airspace from Russian airspace in the South-Eastern corner of Estonia, heading towards North-East. The unmanned aerial system was likely of Ukrainian… pic.twitter.com/WBgfZ1fLZs
Estes desvios de rota por parte de aeronaves não tripuladas vêm afetando o flanco leste da Aliança, com incursões registadas na Finlândia, Letónia, Lituânia e Estónia desde o passado mês de março, gerando inclusivamente uma crise política que levou à demissão em bloco do governo letão na semana passada.
Face ao agravamento da situação, o Presidente Volodymyr Zelenskiy tinha anunciado o envio de especialistas militares ucranianos para a Letónia com o objetivo de apoiar a defesa do espaço aéreo local.
A fricção na região é ilustrada também pelo recente incidente de 15 de maio na Finlândia, onde as forças de defesa locais acionaram caças de alerta e suspenderam o tráfego no Aeroporto de Helsínquia durante três horas devido a suspeitas de atividade de drones, embora nenhum aparelho tenha sido efetivamente intercetado nessa ocasião.
Lembramos que a Força Aérea Portuguesa tem atualmente destacados quatro caças F-16M das Esquadras 201 e 301, em Amari, na Estónia, complementando no Policiamento Aéreo do Báltico os F-16 romenos e Rafale franceses em Siauliai, na Lituânia., Não há contudo, qualquer indício de que tenham estado envolvidos nesta operação em particular.
Até ao momento, o comando da NATO não emitiu qualquer comentário oficial sobre a interceção.
quinta-feira, 18 de setembro de 2025 às 16:58
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| Pintura para o NATO Tiger Meet 2025 em Beja Foto: FAP |
A Esquadra 301 (Jaguares) é, desde 1978, a única representante da Força Aérea Portuguesa, no NATO Tigers Association, que engloba esquadras de voo de países NATO e parceiros, que têm um felino como símbolo.
Além do exercício, normalmente de realização anual e de localização rotativa entre os seus membros, a NATO Tigers Association construiu ao longo das décadas (a sua formação remonta a 1961) várias tradições, sendo talvez a mais notória, a pintura de algumas das aeronaves participantes com vistosos padrões e motivos tigre (ou de alguma forma relacionados com os símbolos das esquadras).
Aproveitamos por isso a ocasião da apresentação da pintura da Esquadra 301 para o NATO Tiger Meet (NTM) 2025, a realizar em Beja entre 21 de setembro e 3 de outubro, para relembrar todas as pinturas realizadas pelos Jaguares no passado, recompilando assim as fotos que fomos partilhando na nossa página de Facebook, num único artigo, para que os nossos leitores não percam nenhuma.
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| A primeira pintura "tiger" da Esq.301, para o NTM87 Foto: Coleção de Renato Gomes |
A primeira foi por isso realizada para o Tiger Meet de 1987, aquando da sua primeira passagem por Portugal, então na Base Aérea nº6, no Montijo, ainda os Fiat G91 equipavam a Esquadra 301, tendo sido o avião com número de cauda 5465 a envergar as cores tigre.
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| Fiat G.91 R3 n/c 5452 coma pintura do NTM91 Foto: Renato Gomes |
A segunda e terceira pinturas "tiger" da Esquadra 301, foram realizadas para o Tiger Meet de 1991, que se realizou em Fairford, Reino Unido. Uma no Fiat G.91 R3 n/c 5452, sendo uma espécie de evolução aprimorada da de 1987, em tons mais alaranjados. Esta aeronave ainda existe com pintura tigre, pertencendo ao espólio do Museu do Ar, embora a pintura já não seja exatamente igual à realizada em 91.
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| Fiat G.91 T3 n/c 1810 em 1991 Foto: Rui Bruno |
Para a participação no mesmo TNTM91, foi ainda pintada a cauda do Fiat G.91 T3 n/c 1810 com listas de tigre. Seria o único G.91 bilugar a receber pintura tigre na FAP.
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| A quarta e última pintura "tiger" da frota Fiat G.91, para o NTM92 |
A encerrar as pinturas da era Fiat G91 da Esquadra 301, talvez a mais bem conseguida foi executada no 5454, para o Tiger Meet de 1992, em Albacete, Espanha. A frota G.91 seria retirada de serviço no ano seguinte e esta aeronave foi preservada com essa mesma pintura, pertencendo agora ao espólio museológico da Base Aérea nº5, Monte Real, onde está atualmente sediada a Esquadra 301.
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| Para o NTM96 a primeira pintura "tiger" da frota Alpha Jet |
A estreia das pinturas tigre em Alpha Jet aconteceu em 1996, para o segundo Tiger Meet realizado em Portugal e o primeiro em Beja, escassos dois anos após a transição da Esquadra 301, do Fiat G91 para a nova frota.
A aeronave com número de cauda 15248 que recebeu a pintura, ficou preservada na BA11, onde esteve largos anos em frente ao edifício de Comando. Mais recentemente foi removida do local e integrada no espólio museológico da Base.
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| O NTM02 marcou a primeira pintura com um jaguar da Esq.301 no AJet n/c 15250 Foto: André Carvalho / Alerta QR.AC |
A pintura realizada para o Tiger Meet de 2002, que se realizou novamente em Beja, coincidentemente com o cinquentenário da Força Aérea Portuguesa, seria a primeira a contemplar realmente um Jaguar - símbolo da Esquadra 301 - e foi aplicada no Alpha Jet n/c 15250.
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| A primeira pintura em F-16 foi para o NTM06 Foto: Nuno Martins / Walkarounds - Aviação Militar Portuguesa |
Após a transição da Esquadra 301 para o F-16 MLU e para Monte Real em 2005, a primeira pintura para um Tiger Meet foi aplicada na cauda do 15133, em forma de manchas de jaguar, para a deslocação a Albacete, Espanha 🇪🇸 em setembro de 2006
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| Pintura para o NTM07 |
Em 2007 o F-16AM n/c 15133 seria novamente o escolhido para envergar a pintura - uma cabeça de jaguar desenhada na cauda da aeronave - para o Tiger Meet, nesse ano realizado em Ørland, na Noruega.
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| Pintura para o NTM11 em Cambrai, França |
A terceira pintura para Tiger Meet em F-16 foi realizada para a deslocação a Cambrai, França em maio de 2011. Sendo uma espécie de evolução da pintura anterior, combina a cabeça de jaguar com padrão tigre, em baixa visibilidade, na cauda do 15106, que continua a ostentá-la até à atualidade.
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| Pintura do NTM19 |
A quarta pintura especial em F-16 da Esquadra 301 para o Tiger Meet, na verdade foi realizada para o cinquentenário dos Jaguares em novembro de 2018, com participação no Tiger Meet em maio do ano seguinte em Mont-de-Marsan, França. O F-16AM n/c 15105 ainda enverga esta pintura atualmente.
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| A primeira pintura integral em F-16, para o NTM21, em Beja |
Após um hiato de 19 anos, em 2021 voltou a realizar-se um Tiger Meet em Portugal. Para a ocasião, a Esquadra 301 realizou a primeira pintura integral em F-16, já que as anteriores incidiram apenas na cauda dos aparelhos. O 15116 envergou esta pintura pouco mais de quatro meses, antes de receber novamente a pintura tática standard da frota portuguesa.
E eis que chegamos finalmente à pintura de 2025, que representa um regresso aos padrões de tigre, o que é uma estreia nos F-16, que têm incidido sobre padrões de jaguar, e que já granjeou os mais rasgados elogios desde a sua divulgação.
sábado, 2 de agosto de 2025 às 11:39
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| Gancho de cauda do F-16 em ação Screenshot do vídeo do canal IslandAviation Terceira Azores |
Menos robusto que os modelos navais, é certo, o gancho dos F-16 serve para agarrar cabos de retenção instalados na pista, permitindo a imobilização da aeronave em caso de falha dos travões, pista escorregadia, descolagem abortada, etc.
Este sistema exige manutenção e testes regulares e foi precisamente uma dessas ocasiões que foi captada e partilhada no canal de Youtube "IslandAviation Terceira Azores", mostrando uma cena pouco habitual e para muitos até desconhecida.
Além da chegada da parelha de F-16 à base açoriana das Lajes, para marcar presença no usual dia de base aberta em agosto, as imagens mostram a realização de um teste ao sistema de retenção na cabeceira norte da pista da Base Aérea nº4, aproveitando a visita dos caças normalmente baseados em Monte Real, no continente, sendo possível ver o F-16 n/c 15116 a utilizar o gancho de cauda com sucesso e a consequente imobilização da aeronave em segurança.
Na segunda-feira 5 de agosto, o mesmo procedimento foi realizado, mas no sistema de retenção sul da pista da BA4
terça-feira, 24 de junho de 2025 às 19:14
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| Monumento ao F-84G Thunderjet no CFMTFA na Ota |
Por ocasião da visita à Base Aérea nº4 (BA4), para distinguir com um Louvor a Esquadra 752 - Fénix e o Grupo de Manutenção Aeronáutica da BA4, o Chefe de Estado Maior da Força Aérea (CEMFA), Gen. Cartaxo Alves, foi entrevistado pela Rádio Lajes.
Em cerca de 17 minutos de conversa, múltiplos temas foram abordados, desde as transformações sociais, geopolíticas e tecnológicas do presente e futuro, aos desafios e reformas que estes representam para a Força Aérea Portuguesa.
Nesse sentido, e além das já concretizadas reativações das Esquadras 551 e 752, criação da primeira esquadra de drones (991 - Harpias) e elevação do Aeródromo de Manobra nº 1 a Base Aérea nº8, o General CEMFA revelou que o atual Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea (CFMTFA) na Ota voltará a ser Base Aérea nº2, no seguimento da reativação do Grupo Operacional 21 (para gerir a atividade operacional da Esquadra 991).
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| Infraestruturas do atual CFMTFA na Ota onde está sediada a Esq. 991 Imagem: Google Earth |
Revelou ainda que será reativado o Grupo Operacional 11 na Base Aérea nº1, com a criação de uma nova esquadra de voo para operar o substituto da frota Chipmunk, atualmente dependente da Academia da Força Aérea.
Por entre a criação do Centro de Operações do Espaço, space hub e constelação de satélites, o Gen. Cartaxo Alves falou ainda no F-35 como sucessor do F-16, dentro do programa de modernização "Força Aérea 5.3".

