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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

IRÃO INICIA "PRODUÇÃO EM MASSA" DE CAÇA LOCAL (M1761 - 05PM/2015)


Segundo notícia veiculada pela agência noticiosa oficial iraniana Fasr, Teerão iniciou a produção em massa do caça Saeghe (raio), desenvolvido localmente.
Apesar de claramente baseado no F-5 também em uso na Força Aérea do país, com algumas nuances de F/A-18, ao contrário do Qaher F-313, é mesmo um avião a sério, tendo sido mostrado em voo de formação com um F-5F. Ainda segundo fontes oficiais iranianas, as performances em voo e de equipamentos, são mesmo equiparadas às dos F/A-18C, embora não seja possível para já avaliar a a veracidade destas afirmações.


Segundo a agência de notícias Fars, o país persa tem atualmente já "várias esquadras" operacionais equipadas com o novo caça. Revelado inicialmente em 2007, até à divulgação da notícia, acreditava-se que apenas três Saeghe estariam em operação, na Esquadra 23 sedeada em Tabriz no noroeste do Irão. 


Embora não haja dados oficiais, a imprensa iraniana adianta que um total de 24 unidades dos 141 F-5E/F fabricados na década de 70 e entregues à FA Iraniana, deverão ser transformados para o novo padrão Saeghe pela HESA.







sábado, 22 de março de 2014

PORTA-AVIÕES IRANIANO?! (M1485 - 100PM/2013)

Imagem satélite do "porta-aviões" iraniano em cosntrução     Foto: Digital Globe

O Irão está a construir uma cópia do porta-aviões americano USS Nimitz (CVN-68), segundo relata o canal de televisão CNN.

Os serviços de informação dos EUA conseguiram tirar fotos do navio a partir de satélite, que revelam que o pretenso navio possui apenas 2/3 do tamanho real e tem já aviões a bordo ainda em doca seca, o que seria totalmente despropositado num porta-aviões real.

Washington acredita por isso que o objetivo será construir um modelo em tamanho (quase) natural e explodi-lo, transmitindo isso num canal de televisão nacional para fins de propaganda, à semelhança de ações idênticas  no passado.

Uma das mais famosas manobras de propaganda dos últimos tempos, foi quando regime de Teerão divulgou com pompa e circunstância a apresentação do primeiro caça furtivo fabricado no país, que contudo se verificou  não passar de um embuste.

Fonte: Voz da Rússia
Adaptação : Pássaro de Ferro

domingo, 7 de abril de 2013

OPERAÇÃO EAGLE CLAW - CRÓNICA DE UM DESASTRE (M943 - 99PM/2013)


As imagens que correram mundo do fim da Operação Eagle Claw no deserto salgado iraniano

No seguimento da revolução que depôs o Xá do Irão, Mohammed Reza Pahievi em 1979, a Embaixada dos EUA em Teerão foi invadida pelos revoltosos, em protesto contra o país que sempre apoiou o regime deposto e inclusivamente deu guarida ao ex-líder, fugido do país.
Assim começa o galardoado filme Argo, cujo enredo, conta a história da operação de resgate de um punhado de funcionários da invadida Embaixada.
Para todos os outros cidadãos americanos feitos prisioneiros, foi planeada em segredo uma ação de resgate, confiada a uma força-tarefa militar, pelo então Presidente dos EUA Jimmy Carter, enquanto oficialmente declarava ser essa opção uma loucura.
A Força Delta, criada poucos anos antes (1977) foi a escolhida para a operação de libertar os 66 reféns do novo regime dos Ayatolas.

Faixas vermelhas foram pintadas para distinguir os F-4 americanos em possíveis confrontos com F-4 iranianos
Os RH-53 no convés de voo do USS Nimitz já com a pintura de deserto    Foto:US Navy

A missão não era fácil e várias alternativas se colocaram para a ação, tendo a opção final recaído na utilização dos helicópteros RH-53D Sea Stallion (trimotor) devido à sua grande capacidade de carga, mas vários obstáculos se continuaram a colocar à operação, tais como a falta de autonomia dos helicópteros para atingir um porta-aviões na zona, o que obrigaria a abastecer nalgum ponto intermédio. Mesmo a escolha dos próprios pilotos não foi consensual (primeiro da Marinha, depois dos Fuzileiros). 
A opção seria por isso deslocar a Força Delta em C-130 até um ponto de encontro no terreno, para depois prosseguir nos RH-53 que viriam de um porta-aviões, reabastecendo no ar. Após o resgate dos reféns, novo transbordo ainda no Irão para aviões de asa fixa, no caso C-141 e o regresso.
Todos os preparativos contudo tiveram que ser feitos no maior secretismo, de modo a não levantar suspeitas, com movimentações de aeronaves e forças fora do comum.

Um dos MC-130 que participaram na Operação    Foto:USAF
O EC-130 que viria a ser perdido no acidente em Desert One

Previamente à missão, um agente da CIA infiltrado no Irão, localizou e assinalou uma pista de aviação no deserto, designada Desert One, a cerca de 500 km de Teerão. 
Seria o local de encontro da Força Delta (vinda da Alemanha, via Egito e Omã, para embarcar nos MC-130 que efeatuariam a penetração no Irão), com os RH-53 vindos do porta-aviões USS Nimitz estacionado no Mar Arábico. 
Em Desert One os RH-53 seriam reabastecidos e embarcariam a Força Delta, seguindo depois para o ponto  Desert Two, a 80 km de Teerão. Os helicópteros descarregavam então as forças, deslocando-se para um ponto de espera apenas com a tripulação, aguardando durante todo o dia seguinte pelo decorrer das ações no terreno.

1-Nimitz; 2-Desert One; 3-Desert Two; 4-Teerão; 5-Desert Three

A Força Delta entretanto, deslocar-se-ia em camiões até à Embaixada, onde deveria reunir os prisioneiros e conduzi-los até um campo de futebol, onde embarcariam nos helicópteros vindos entretanto do ponto de espera no deserto, para prosseguir até ao ponto Desert Three, onde se faria o transbordo para C-141 para a saída do Irão. Simples? Não. Era contudo o plano.
A 24 de abril de 1980, as forças envolvidas na operação estavam a postos e a missão teve início.

Dois dos C-130 em Desert One

Esquema das aeronaves em Desert One      Fonte: Wikipedia




Os incidentes porém, começaram logo à chegada do primeiro MC-130 (de 3 MC-130 e 3 EC-130) ao posto Desert One, onde estavam três veículos iranianos. Um foi prontamente dominado, outro atingido e o terceiro conseguiu escapar. Os oito helicópteros RH-53 que deveriam chegar meia hora depois, chegaram bastante atrasados, entre uma hora a 90 minutos depois do programado. E dos oito, só seis chegaram de facto. O heli nº6 aterrou de emergência no deserto, com os tripulantes a seguirem missão no nº8, e o nº5 regressou ao USS Nimitz após perda de alguns dos instrumentos e controlos de voo na tempestade de areia, que acabaria por atrasar todos os outros helis que seguiram missão. E os que chegaram não estavam também em boas condições, um mesmo sem capacidade para prosseguir devido a problemas hidráulicos e os restantes com outras falhas de vária ordem. Após algumas acaloradas discussões via rádio, a decisão de cancelar a missão acabaria por chegar do próprio presidente Jimmy Carter.

Apesar do plano inicial prever abandonar os RH-53 em Desert Three (para o regresso em C-141), foi decidido não os deixar em Desert One, uma opção que viria a revelar-se fatal. No meio da poeira, durante as manobras para a partida, um dos helicópteros acabou por colidir com o EC-130, sendo em pouco tempo consumidos ambos pelas chamas.

Destroços das aeronaves acidentadas com um dos RH-53 abandonados em segundo plano

Milagrosamente, vários elementos da Força Delta dentro do EC-130 conseguiram escapar, antes do fogo se propagar por toda a aeronave. Vários outros helicópteros acabaram por ficar irrecuperáveis, sendo os seus tripulantes encaminhados para os Hercules restantes, em que regressaram a Masirah em Omã.
A missão terminou com oito vítimas mortais, dois RH-53 e um EC-130 destruídos e cinco RH-53 abandonados em Desert One, mais tarde destruídos pelos iranianos.
Planos posteriores para nova ação militar foram realizados e testados nos EUA, mas não chegariam a concretizar-se. Os reféns só viriam a ser libertados por via diplomática quase um ano depois e após 444 dias de cativeiro.
Jimmy Carter não voltaria a ser eleito Presidente dos EUA. 

RH-53 abandonado no deserto iraniano




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