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terça-feira, 23 de março de 2021

NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS: B-2 NOS AÇORES [M2239 - 27/2021]


Já diz o ditado popular "não há duas sem três" e isso mesmo provaram os bombardeiros B-2 Spirit da  509ª Bomb Wing da USAF, nesta segunda-feira 22 de Março de 2021, com a terceira escala realizada no espaço de uma semana, na Base Aérea nº4, nas Lajes, Açores. 

Tal como anteriormente, as aeronaves stealth realizaram troca de tripulações e reabastecimento "a quente" (hot pit refueling - com os motores em marcha), para prosseguir depois com a missão.

A Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) da USAF vem realizando uma série de missões na Europa e Médio Oriente, com integração de diferentes frotas e países. 

Na missão do passado dia 19 de Março, a parelha de B-2 que passou pelas Lajes, realizou uma missão de complexidade especialmente elevada, ao integrar com dois bombardeiros B-1B Lancer da 7ª Bomb Wing da USAF, destacados em Orland, na Noruega e quatro caças F-35A Lightning II noruegueses, destacados na Islândia, ao largo da costa deste país insular nórdico. Tratou-se de uma missão iniciada em três bases diferentes e em dois continentes, que juntou além disso, aeronaves de 4ª e 5ª geração, tendo isso mesmo sido realçado pelo Gen. Jeff Harrigian, comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea de África e Comando Aéreo Aliado da NATO: “Executar esta missão não é coisa pouca”, disse a propósito. “Integrar aeronaves de quarta e quinta geração ao lado dos nossos aliados noruegueses, é uma capacidade estratégica crítica para o sucesso futuro das operações da NATO.”

A USAF ainda não revelou detalhes sobre esta última missão de dia 22 de Março. As fotos desse dia entretanto, são da autoria do João Toste, com a qualidade a que sempre nos habituou.







sexta-feira, 19 de março de 2021

BOMBARDEIROS B-2 NAS LAJES 3 DIAS DEPOIS [M2237 - 25/2021]

B-2 Spirit em "reabastecimento a quente" nas Lajes

Os bombardeiros stealth B-2 Spirit da USAF realizaram nova escala na Base Aérea nº4 nas Lajes, apenas três dias depois da última passagem pela base açoriana.

Tal como antes, as aeronaves pertencem à 509ª Bomb Wing , da Base Aérea de Whiteman , Missouri. Segundo comunicado dessa mesma base,  "os B-2s contarão com a base das Lajes estrategicamente localizada, para realizar tarefas essenciais durante as próximas missões da Força-tarefa de Bombardeiros". 

Já o Comando do 65º Grupo Aéreo da USAF nas lajes, realçou a importância das operações combinadas, como Controlo de Tráfego Aéreo e defesa de base, que "mostram o alto nível de interoperabilidade entre os EUA e Portugal" além da importância estratégica da Base das Lajes ao "fornecer ao Departamento de Defesa dos EUA e às nações aliadas uma plataforma de projeção de poder para forças de combate confiáveis ​​em toda a Europa e África."


Os B-2 realizaram mais uma vez troca de tripulações e reabastecimento com motores em marcha

O destacamento da Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) na base das Lajes reforça a importância estratégica e a capacidade desta localização geográfica. Esta é a terceira vez que a base das Lajes foi chamada a apoiar uma missão BTF, e tenho orgulho de dizer que a Equipa das Lajes sempre respondeu sem falhas”, disse o Cor. Tammy Hinskton, comandante do 65º Grupo de Base Aérea. “As nossas operações diárias combinadas com a Força Aérea Portuguesa preparam-nos melhor para receber missões diversas, reforçam a nossa postura e aumentam a amplitude das capacidades aéreas que fornecemos ao USAFE-AFAFRICA.”


B-2 Spirit sobre a Praia da Vitória

Na verdade, estas missões dos B-2 fazem parte de um plano de treino e demonstração de prontidão mais alargado, que tem incluído missões frequentes de B-52 ao Médio Oriente e um destacamento de bombardeiros B-1B Lancer em Ørland na Noruega, desde o final de Fevereiro, que têm interagido com forças locais e aliados. 

Na missão de 16 de Março, os B-2 realizaram integração de longo alcance com o destacamento de B-1 na Noruega, em missão ao largo da costa da Islândia, aprimorando as capacidades necessárias para realizar operações noturnas eficazes num novo ambiente: 

Essas missões irão adicionar ainda mais profundidade a esta já histórica iteração da Força-Tarefa de Bombardeiros”, disse o general Jeff Harrigian, Comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea na África (USAFE). “B-2 juntando-se aos B-1 no teatro oferece oportunidades únicas para aumentar a nossa prontidão, enquanto continuamos a trabalhar e aprender com os nossos aliados."

As missões estratégicas de bombardeiros aumentam a prontidão da USAF e forças aliadas, necessária para responder a qualquer crise ou desafio potencial em qualquer parte do mundo.  

As missões da Força-Tarefa de Bombardeiros são essenciais para manter a nossa vantagem competitiva global”, disse o Tenente-General Stephen Basham, segundo comandante USAFE. “A importância de fornecer aos aviadores a oportunidade de treinar em ambientes únicos, não pode ser exagerada.”

Fotos: USAF/Lajes Field


sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONIC BOOM SOBRE A LOURINHÃ (M1899 - 36/2017)

F-16AM Fighting Falcon da FAP

A Protecção Civil da Lourinhã emitiu ontem um comunicado à população, através da sua página de Facebook, informando que "o forte estrondo que se fez sentir às 15h30, foi originado por manobras de dois aparelhos F-16 da Força Aérea Portuguesa, sediados na Base Aérea de Monte Real, que sobrevoavam o nosso território em missão de treino."

Dado que a passagem ao voo supersónico, que causa este tipo de fenómeno, denominado "sonic boom" está em condições normais limitada a voos sobre o mar, precisamente para evitar transtornos e inquietação das populações, é possível que a referida "missão de treino" tenha na verdade sido uma missão real, situação na qual os caças de alerta estão autorizados a passar a barreira do som sobre terra.

Coincidência ou não, ontem mesmo, bombardeiros B-1B da Força Aérea dos EUA, realizaram uma missão de treino de ida e volta desde Ellsworth no Dacota do Sul, até à Jordânia no Médio Oriente, com passagem pela Área de Controlo Aéreo portuguesa.


Embora também seja possível os F-16 terem passado a barreira do som acidentalmente, é verosímil que o boom sónico sobre a Lourinhã, tivesse acontecido numa intercepção aos bombardeiros estratégicos da USAF.

Apesar de se tratar de aeronaves de um país aliado, ao contrário dos bombardeiros russos que nos últimos anos têm visitado a costa portuguesa, caso não tenha havido uma adequada comunicação do plano de voo (ou este não ter sido cumprido), a parelha de F-16 de alerta da Força Aérea Portuguesa em Monte Real é accionada para identificar e acompanhar, qualquer tipo de aeronave.

A Protecção Civil da Lourinhã apelou à calma da população e solicitou que qualquer situação anómala causada pelo episódio lhe seja reportada, para articulação com a Força Aérea.


Agradecimentos: André Carvalho



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

USAF 2016 - ORÇAMENTO (M1786 - 24PM/2015)

Publicidade da Northrop Grumman ao novo bombardeiro de longo alcance para a USAF      Foto: Northrop Grumman

Nos últimos anos, a divulgação do pedido de orçamento para as Forças Armadas americanas, tem suscitado sempre elevado interesse. Tornou-se numa espécie de radiografia em que é possível analisar os programas que o Pentágono considera prioritários e quais estão destinados a serem sacrificados, dados os constrangimentos financeiros que o país tem vindo a atravessar, tal como na Europa.

A recente divulgação do pedido de orçamento para a Força Aérea dos EUA (USAF) para o Ano Fiscal 2016 (com inicio a 1 de outubro de 2015), foi mais uma oportunidade para escalpelizar quem sai e quem fica, um pouco à semelhança do defeso das épocas desportivas.

Assim, dentre os programas já ameaçados em 2015, salta à vista a insistência em “abater” o A-10, que mal-grado continuar na linha da frente, no combate ao Estado Islâmico no Médio Oriente, a USAF continua apostada em deixar cair. A proposta é que o modelo fique limitado a unidades da Guarda Aérea Nacional e Reserva, deixando as unidades de primeira linha da USAF. 

Ja o veterano avião de reconhecimento estratégico U-2, outra das frotas em risco de extinção, parece ver a sua vida prolongada por pelo menos mais três anos, de 2016 para 2019, enquanto o UAV que o devera substituir, o Global Hawk, não assume totalmente as funções.

Ja no campo das aquisições, dentro dos 122.100M USD  pedidos para a USAF para 2016, estão incluídos:

44 F-35A Lightning II
9   MQ-9 Reaper
14 C-130J Hercules
12 KC-46 tankers
8   MC-130 de operações especiais
5   HC-130 para resgate de combate
Modernizações nas frotas F-22, F-15 Eagle, B-2 e E-3 

Ainda assim, o pedido de orçamento está acima dos limites impostos pelo Ato de Controlo de Orçamento, o que significa que, caso não haja aumento desses limites, tal como previsível, mais cortes terão que ser realizados. 
Nesse cenário, KC-10, U-2, E-3, Global Hawk e F-15C estão na linha da frente para enfrentar a guilhotina, sendo a diminuição das horas de voo, redução da capacidade de reconhecimento e custos de investigação, opções adicionais para redução de custos. 14 F-35 poderão também ser sacrificados, para fazer quadrar os números dentro dos limites estabelecidos.
A ultima medida, pode ainda ser o adiamento da aquisição do novo avião presidencial Air Force One, um Boeing 747-8 recentemente anunciado, para épocas mais desafogadas.

Dentro dos programas a manter, estão a modernização da frota F-15C/D, que apesar da redução em numero de pelo menos 10 células em 2016, receberá novos radares AESA e melhoramentos no sistema de contramedidas eletrónicas.
O programa para o novo helicóptero de resgate de combate atribuído à Sikorsky, será custeado totalmente, não sofrendo qualquer corte.
Igualmente intocável, está o orçamento do programa de desenvolvimento do novo bombardeiro de longo alcance (LRS-B), destinado a substituir os B-52 e B-1 do inventário da USAF, atualmente o mais elevado dos programas de investigação e desenvolvimento, arrecadando 1200M USD para 2016, com incrementos adicionais para os anos subsequentes. Fora deste montante, poderão ainda estar verbas não divulgadas, provenientes do “saco azul” para programas secretos, que não estão sujeitos ao escrutínio publico.

Vários tipos de armamento novo, em desenvolvimento e modernizado, fecham as contas da USAF para 2016.

Segundo o Oficial Financeiro Chefe, o orçamento para o Ano Fiscal de 2016, representa “um balanço entre as necessidades do presente e as ameaças do futuro”.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

PORTA-AVIÕES NO CÉU? (M1723 - 315PM/2014)

Ilustração: DARPA

A principio o conceito pode parecer bizarro, mas até nem é novo. Já os dirigíveis USS Los Angeles,  Akron e Macon na década de 30 do século passado transportavam frágeis biplanos Sparrowhawk, que operavam através de uma espécie de trapézio, pendurados na nave. No século XXI,  a proliferação exponencial dos drones (VANTs), voltou a trazer a ideia da utilização de plataformas aéreas como porta-aviões.

De facto, e de acordo com a Agência para Estudo de Projetos Avançados dos EUA (DARPA) o Pentágono estuda atualmente modos de utilizar múltiplos VANTs a partir de aeronaves de maior dimensão, de onde partirão e regressarão, depois de realizada a missão de reconhecimento, vigilância e informação, em áreas remotas de difícil acesso.
O pedido de informação divulgado no fim-de-semana passado procura drones que possam ser utilizados a partir de aeronaves de grandes dimensões como B-52, B-1 ou ate C-130. “A Agência procura uma aeronave que, com modificações mínimas possa lançar e recuperar múltiplos sistemas não tripulados de pequenas dimensões, de uma distancia segura” pode ler-se no pedido de informação.

A aposta dos EUA no uso intensivo de drones em missões de recolha de informação, está por isso bem visível, ao tentar ultrapassar as limitações dos atuais sistemas em utilização. A vigilância de grupos terroristas em África e Médio Oriente são algumas das prioridades do pais.


domingo, 8 de junho de 2014

PILOTO DE B-1 AJUDA A ATERRAR AVIÃO COMERCIAL (M1613 - 185PM/2014)

O Cap. Mark Gongol no seu ambiente normal com um B-1B     Foto: USAF

"Todos os pilotos pensam 'o que é que eu posso fazer se isto correr mal?' quando vão num avião que não controlam" diz o Cap. Mark Gongol, assistente do oficial de operações da 13ª Esquadra de Apoio Aéreo de Fort Carson. "Pelo respeito profissional, todos sabemos que os pilotos de linha civis são extremamente qualificados, mas como derivação de ser piloto, tenho sempre os sentidos dispertos quando voo. Contudo, nunca pensei ver-me numa situação como a em que estive".

Gongol, a sua esposa e filha estava a caminho do aero porto internacional de Des Moines a 30 de dezembro de 2013, com 151 outros passageiros e seis elementos da tripulação, após passarem férias com a família. Aproximadamente aos 30 minutos de voo, Gongol notou que os motores foram colocados a baixo regime. Os pensamentos imediatamente lhe começaram a fervilhar na cabeça; havia um sem-número de razões pelas quais os motores poderiam ser colocados a baixo regime, mas nenhuma delas normal. Lentamente, o avião começou a descer e voltar à direita.

"Pelo sistema de comunicação com os passageiros, uma assistente de bordo perguntou se havia algum médico a bordo" conta Gongol. "Mais alguns pedidos para profissionais de saúde e os assistentes de bordo corriam para a primeira classe com os carrinhos de bebidas e um kit de primeiros socorros". Gongol pensava então tratar-se duma emergência médica num passageiro na primeira classe, pelo que os eu instinto disse-lhe para permanecer sentado e fora da passagem. Uma quarta comunicação soou então:"se houver algum piloto não-comercial a bordo, por favor tocar no botão de chamada dos assistentes".

Gongol percebeu imediatamente que a emergência médica era com o piloto. Olhou para a esposa que assentiu com a cabeça e carregou no botão. 
Chegado à cabine de pilotagem, Gongol viu quatro assistentes de bordo e dois passageiros enfermeiros a montar uma maca, com kits médicos espalhados pelo chão e o comandante do avião sentado na sua cadeira, com os olhos dilatados, suado, húmido e desorientado. Gongol imediatamente se apercebeu de que ele tinha sofrido um sério trauma cardíaco: "Após terem retirado o piloto, perguntou-me a co-piloto 'o senhor é piloto?' seguido rapidamente de 'em que é que voa?'" conta Gongol. "Sabia que ela estava numa posição complicada e aquela pergunta deu-lhe cinco segundos para avaliar se eu poderia ser útil. Eu tive também cerca de cinco segundos para a avaliar: "ela estava em pânico, ou estava em condições de pilotar o avião? Ambos acabámos as nossas avaliações silenciosas e ela fez uma avaliação correta e disse-me para fechar a porta e sentar-me".

A partir daí, Gongol estava calmo e concentrado e a co-piloto decidiu que ele seria útil para as comunicações rádio, apoiá-la na checklist da aeronave e ver se alguma coisa estava errada. Sendo comandante de aeronave, Gongol estava habituado a tomar decisões, mas sabia que a melhor maneira de ajudar a levar o avião em segurança até à pista era servir de co-piloto e tornar as coisas o mais normais possível para ela. Numa situação de emergência, teve a capacidade de se colocar num plano externo por um instante, para tomar a decisão aecrtada: "ela estava calma mas podia notar-se que algo stressada, quem não estaria?" diz Gongol para prosseguir, "no início interrompi a linha de operações dela, mas depressa nos adaptámos. Ela impressionou-me bastante".

Havia muitas questões que os dois pilotos falaram enquanto o avião descia; pressão de cabine, aproximação, contacto rádio com o controlo de tráfego aéreo (ATC), referências visuais e a programação do piloto automático, foram apenas algumas. A cerca de 500 pés de altitude do solo, a co-piloto tomou os controlos para realizar uma aproximação e aterragem manual, normais.
Após aterrar, virou-se para Gongol e perguntou-lhe se ele sabia para onde taxiar, já que ela nunca havia estado no aeroporto de Omaha antes. Impressionado com a calma e frieza da co-piloto a aterrar num aeroporto que não conhecia, Gongol recordava as aterragens naquele aeroporto, antes do treino de pilotagem.

"Surpreendentemente, taxiar foi a parte mais complicada do dia, para a co-piloto" conta Gongol. "Ela nunca tinha taxiado um 737 antes e o ATC não fazia ideia do que se tratava a emergência médica. Tivemos de tomar a decisão rapidamente de a mudar para o assento do comandante, para lhe permitir taxiar o avião, mesmo sem o treino necessário, porque a vida do comandante disso dependia".

Assim que as escadas insufláveis foram acionadas e os motores cortados, Gongol e a co-piloto falaram das decisões tomadas. Gongol assegurou-lhe que todas as decisões que ela tomou tinham o seu apoio; ele tomaria exatamente as mesmas opções, se estivesse no lugar dela.

O comandante do avião está em recuperação e contactou Gongol para lhe agradecer diretamente. A tripulação do avião, as duas enfermeiras que providenciaram os primeiros socorros e a co-piloto, contactaram também Gongol. Uma emergência acabou por tornar amigos vários estranhos.

"Só vi do mais alto profissionalismo, sob pressão, de todos os assistentes de bordo, as enfermeiras e a co-piloto" diz Gongol. "Todos a bordo permaneceram calmos, e não tenho qualquer dúvida de que isso contribuiu para o desfecho feliz do episódio. Na minha opinião, qualquer piloto militar teria feito exatamente a mesma coisa".

Gongol atuou numa situação de emergência, avaliou o papel que melhor poderia desempenhar, e mesmo se não foi o salvador direto de centenas de vidas, as suas ações contribuíram  para um final seguro do voo. As suas ações, segundo o próprio, não fazem dele um herói. Mas colocam-no com certeza uma categoria acima de alguém apenas bem intencionado.

Fonte: USAF
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



domingo, 23 de fevereiro de 2014

USAF 2013 EM FOTOS - 1 (M1440 - 57PM/2014)

Foto: Andrew Lee/USAF
Foto:Jonathan Fowler/USAF
Foto:Tim Chacon/USAF
Foto: Chris Willis/USAF
Foto: Manuel Martinez/USAF
Foto:Brittany Y. Auld/USAF
Foto:Armando A. Schwier-Morales/USAF
Foto:Brett Clashman/USAF
Foto:Jared Becker/USAF
Foto:Vernon Young Jr./USAF
Foto:Christopher Tam/USAF
Foto:Edward Schmitt/USAF
Foto:Jorge Intriago/USAF
Foto:Bennie J. Davis III/USAF
Foto: Nicholas Carzis/USAF

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

BOEING E LOCKHEED MARTIN UNIDAS PARA O NOVO BOMBARDEIRO DA USAF (M1231 - 310PM/2013)

B-1B Lancer uma das atuais frotas de bombardeiros estratégicos da USAF  Foto: Adrian Cadiz/USAF

A Boeing e a Lockheed Martin emitiram esta tarde um comunicado conjunto, dando conta de que irão concorrer em conjunto para apresentar um projeto para o novo bombardeiro estratégico da Força Aérea dos EUA (USAF). A Boeing será o membro principal do consórcio, tendo a Lockheed Martin como primeiro associado.
Para este importante programa, Boeing e Lockheed Martin representam quase dois séculos de experiência acumulada no projeto, desenvolvimento e teste de aeronaves para clientes na área da defesa por todo o mundo. Ambas as empresas possuem ainda extensa experiência em integrar tecnologia comprovada e equipas de trabalho especializadas em larga escala, de modo a poder atingir as exigências da USAF em custos e requisitos.

Em separado, ambas as companhias encontram-se já a desenvolver as duas maiores prioridades da USAF atuais: o reabastecedor KC-46 (Boeing) e o caça F-35 (Lockheed Martin), tendo já colaborado no passado no programa F-22, o único caça de 5ª Geração operacional no mundo, atualmente.
São ainda responsáveis por programas fulcrais nas capacidades da USAF, como os bombardeiros F-15E Strike Eagle, B-1B Lancer e os caças F-117 e F-16. 
O consórcio acredita conseguir produzir soluções únicas e a preços acessíveis, que não seriam possíveis sem trabalhar em conjunto.

O Pentágono assumiu a necessidade de desenvolver um novo bombardeiro estratégico nos próximos anos, com a crescente envelhecimento da frota atual, constituída por B-52, B-1B e B-2, cuja aeronave mais recente foi desenhada há 30 anos atrás. Por outro lado, o emergir de novas potências como a China, com tecnologia avançada em desenvolvimento.
A USAF tem 6000 M USD reservados para o desenvolvimento do novo bombardeiro de longo raio de ação, entre 2013 e 2017. As previsões são para adquirir entre 80 a 100 unidades, com capacidade de operação inicial prevista para 2025.

Fonte: Boeing/Lockeed Martin e Defense Update
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


quinta-feira, 7 de março de 2013

REABASTECIMENTO A QUENTE EM B-1 (M902 - 68PM/2013)


Foto: Johnathan Stefanko
O reabastecimento a quente, ou "hot pit refuel" foi já antes aqui tratado no Pássaro de Ferro, com os F-22 de Elmendorf no Alasca. Desta vez no entanto, foi a vez das equipas de manutenção da base de Dyess no Texas, aprenderem os procedimentos do método com os mecânicos da base de Ellsworth (Dakota do Sul), para os bombardeiros estratégicos B-1B Lancer.

Foto: Johnathan Stefanko
O reabastecimento a quente consiste na bombagem do combustível, para uma aeronave que mantém os motores em funcionamento e com a tripulação a bordo.
Sendo um procedimento novo para os B-1B, a técnica permite aumentar a longevidade das aeronaves e diminuir o tempo no solo entre saídas. Os procedimentos foram definidos pela 28ª Esquadra de Manutenção Experimental de Ellsworth, e estão agora a ser ensinados às esquadras operacionais.

Foto: Johnathan Stefanko
"Desta vez cortámos os motores de estibordo, para que os mecânicos pudessem ter acesso a esse lado da aeronave e abastecer" disse o Fur. Mark Moser, "é no entanto o suficiente para que a tripulação do avião tenho os sistemas essenciais ativos, em vez de estarem desligados, diminuindo o tempo necessário para uma nova partida". 
Além da óbvia poupança de tempo entre saídas, os componentes da aeronave são preservados, requerendo menor manutenção ao longo do tempo: "Pensem no processo, como ligar e desligar uma lâmpada milhares de vezes. Quanto mais vezes se efetuar o processo, mais rapidamente ela se estraga" referiu o 2Sar Ryan Walker, " passa-se o mesmo com os componentes do B-1: quanto menos vezes for necessário desligar um componente, menos provável é que ele falhe" concluíu.
O reabastecimento a quente permite ainda diminuir a quantidade de combustível abastecida de cada vez, diminuindo assim o peso da aeronave e por consequência as tensões aplicadas nos materiais, contribuindo também desse modo para o aumento da sua longevidade.
No final, poupa-se tempo, dinheiro e horas de manutenção, cruciais para aeronaves que já cá andam desde os anos 80.

Fonte: USAF
Adaptação: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

RED FLAG 2013-2 - Imagens (M847 -29PM/2012)

JAS-39 Gripen da Força Aérea Sueca prepara-se para uma missão em Nellis, Nevada, EUA   Foto:USAF/Lawrence Crespo
Crew chief sueco durante os procedimentos pré-descolagem    Foto:USAF/Lawrence Crespo
Crew chief sueco consulta manual antes de lançar o JAS-39C para a missão   Foto:USAF/Daniel Hughes
Um JAS-39C Gripen do 172 FS da Força Aérea Sueca taxia em Nellis    Foto:USAF/Lawrence Crespo
Piloto do 172FS da FA Sueca, normalmente baseado em Ronneby, em Nellis   Foto:USAF/Daniel Hughes
Manutenção de rotina num JAS-39       Foto:USAF/Lawrence Crespo
Colocação de um painel da fuselagem de um JAS-39    Foto:USAF/Matthew Lancaster
Um crew chief da FA de Singapura colocado no 425FS em Luke no Arizona participa também no Red Flag      Foto:USAF/William Coleman
Um piloto da FA de Singapura também do 425FS de Luke     Foto:USAF/William Coleman
Desde 1992 que uma unidade da FA de Singapura está colocada na base de no Luke, Arizona Foto:USAF/William Coleman
Crew chief efetua monitorização dos rudders durante a inspeção pré-voo   Foto:USAF/William Coleman
A retirada da escada num F-16D da RSAF         Foto:USAF/William Coleman
Um ACMI de registo de dados de voo para debriefing da missão         Foto:USAF/William Coleman
A partida para a missão de um F-16D bloco 52 da RSFA      Foto:USAF/William Coleman
Mirage 2000-9 dos Emirados Árabes Unidos      Foto:USAF/Lawrence Crespo
...e respetivo piloto        Foto:USAF/Lawrence Crespo
Um B-1B Lancer descola por detrás de uma fila de F-15E e F-16 no EOR de Nellis      Foto:USAF/Lawrence Crespo

O exercício Red Flag, realizado a partir da base aérea de Nellis no Nevada, EUA, proporciona o treino de combate mais realista que existe no mundo. Reúne forças norte-americanas e dos seus aliados, que nos vastos campos de tiro da zona, podem desenvolver operações em larga escala e elevado grau de exigência.
Batalhas fictícias são simuladas a uma escala muito próxima das operações reais.
Apesar de se intitular 2013-2, o atual exercício é o primeiro a decorrer em 2013 e envolve forças dos seguintes Esquadras:

USAF
- 57th Wing, 64th Aggressors Squadron F-16Cs, Nellis AFB, Nev.
- 57th Wing, 65th Aggressors Squadron F-15Cs, Nellis AFB, Nev.
- 138th Fighter Wing, 125th Fighter Squadron F-16s, Tulsa, Okla.
- United States Navy, VFA-25 F-18Es, NAS Lemoore, Calif.
- United States Navy, VAQ-138 EA-18G Growlers, NAS Whidbey Island, Wash.
- 366th Fighter Wing, 389th Fighter Squadron F-15Es, Mountain. Home AFB, Idaho.
- 2nd Bomb Wing, 20th Bomb Squadron B-52s, Barksdale AFB, La.
- 7th Bomb Wing, 9th Bomb Squadron B-1s, Dyess AFB, Texas.
- 52nd Fighter Wing, 480th Fighter Squadron F-16CJs, Spangdalem AFB, Germany.
- 23rd Wing, 41st Rescue Squadron HH-60s, Moody AFB, Ga.
- 23rd Wing, 71st Rescue Squadron HC-130s, Moody AFB, Ga.
- 552nd Air Combat Wing, 960th Airborne Air Control Squadron E-3s, Tinker AFB, Okla.
- 22nd Air Refueling Wing, KC-135s, McConnell AFB, Kan.
Suécia
-172FS, JAS-39C Gripen, Ronneby AFB
Holanda
- 313Sqn, F-16 MLU, Volkel AFB
Singapura
-425FS, F-16C/D, Luke AFB, Arizona, EUA
Emirados Árabes Unidos
-Mirage 2000-9, Al Dhafra AFB



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