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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

SAFRAN ASSEGURA MANUTENÇÃO DE MOTORES DA FROTA MERLIN DA FAP [M2094 – 12/2020]

EH101 Merlin da Força Aérea Portuguesa

A Safran Helicopter Engines assinou um contrato de dez anos com a Força Aérea Portuguesa (FAP) para apoiar os motores RTM322 da frota EH101 Merlin. Mais de 38 motores estão agora cobertos pelo Pacote de Suporte Global (GSP) da Safran.

A Esquadra 751 da FAP opera uma frota de doze EH101 Merlin, um helicóptero trimotor de médio/grande porte, que conheceu sempre muitas dificuldades operacionais ao longo dos anos de serviço com as cores portuguesas, em grande parte devido aos contratos de manutenção, que não foram devidamente assegurados, aquando da aquisição dos aparelhos.

Apesar de se tratar de um helicóptero com capacidade táctica, usado já em teatro de guerra por Reino Unido, Itália e mais recentemente Dinamarca, tem estado a ser usado praticamente apenas em missões de busca e salvamento pela FAP, quando as Forças Nacionais destacas na República Centro Africana necessitam urgentemente de aeronaves de asas rotativas.

Depois de há sensivelmente meio ano, a manutenção de 2º e 3º Escalão ter sido adjudicada à OGMA, este novo acordo com a Safran vem cobrir a manutenção dos motores, satisfazendo o requisito da FAP para uma óptima disponibilidade de aeronaves, durante as suas operações militares nacionais e internacionais.

O TGen. Cartaxo Alves, da Força Aérea Portuguesa, disse a propósito: "Ansiamos que este acordo garanta motores suficientes para apoiar as tarefas operacionais durante o período [de dez anos]. O contrato reafirma a excelente relação de trabalho que existe entre nós e o Safran".

Foto: Cyril Abad/Safran

Frederic Fourciangue, vice-presidente da Safran Helicopter Engines Support, França, referiu por sua vez: "este contrato representa um marco importante na nossa parceria com a Força Aérea Portuguesa. Estamos extremamente orgulhosos deste novo compromisso, de um contrato GSP para apoiar as aeronaves propulsionadas por motores RTM322. Estamos empenhados em oferecer apoio de classe mundial à Força Aérea Portuguesa ".

Sob o  contrato GSP, o cliente obtém o compromisso de ter manutenção de motores, sempre que necessário. Outros princípios do GSP incluem estabilidade orçamental, preço fixo por hora de voo do motor e uma parceria técnica com o fabricante original do equipamento (OEM).


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

REINO UNIDO MODERNIZA FROTA MERLIN (M1402 - 27PM/2014)

AgustaWestland EH101 Merlin Mk.3 da RAF          Foto: RAF

A AgustaWestland ganhou um contrato no valor de 454M GBP (554M EUR) para a modernização da frota da Royal Air Force (RAF) de helicópteros de apoio Merlin, para utilização em operações anfíbias.
Vint ee cinco da atual frota de 28 AgustaWestland EH101 Merlin Mk.3 e Mk.3A serão submetidos às operações de atualização para o padrão Mk.4/4A, para uso na Commando Helicopter Force (CHF) da Royal Navy. A modernização faz parte do programa de sustentação e projecto de otimização da frota Merlin, que foi aprovado pelo Ministério da Defesa britânico em dezembro passado. O anúncio formal por parte do Governo deverá ser formalizado durante a presente semana.

Os Merlin modernizados irão substituir os envelhecidos Westland Sea King Mk.4 atualmente em uso na CHF, que serão retirados de serviço, tal como todos os restantes Sea King em uso no Reino Unido, até março de 2016.

A AgustaWestland irá utilizar a experiência acumulada com o desenvolvimento da versão naval do Merlin, o AW101 da Marinha Italiana. Uma das modificações consistirá na troca da secção de cauda por outra dobrável (NR: As unidades EH101 portuguesas na versão 516  têm também esta capacidade - n/c 19609, 10, 11 e 12). Será também aplicado um rotor principal dobrável, trem de aterragem reforçado e pontos de fixação ao convés de navios, além de um novo ponto para fast-rope. No cockpit serão aplicados aviónicos similares aos Merlin da Royal Navy atualizados para missões anti-submarino e anti-superfície. Os trabalhos incluirão ainda atualizações para melhorar a manutenção e fiabilidade da frota.

Uma vez que o programa inclui os seis Merlin ex-dinamarqueses, adquiridos pelo Reino Unido em 2008, a AgustaWestland terá que desenvolver um sistema de saída de emergência distinto para estas aeronaves, uma vez que têm configurações diferentes dos aparelhos inicialmente britânicos. As células ex-dinamarquesas passarão a servir finalmente na linha da frente, uma vez que até agora têm estado relegadas para funções de treino.

As duas primeiras células entrarão no processo de conversão no final do ano, com o primeiro Mk.4 totalmente convertido e disponível para experiências em setembro de 2017. A Capacidade Operacional Inicial do Merlin Mk.4 é esperada para o início de 2018, com sete aeronaves.

Para proporcionar capacidade de transporte anfíbio entre a retirada do Sea King e a introdução dos primeiros Mk.4, será aplicado um rotor dobrável a vários Merlin, para permitir a operação em navios, caso haja necessidade de um destacamento. Estes Merlin serão conhecidos interinamente como Merlin Mk.3i.

Fonte: Aviation Week
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

NORUEGA ESCOLHE O MERLIN (M1268 - 341PM/2013)

AgustaWestland EH101 Merlin

O Ministério da Justiça e Segurança Pública norueguês, anunciou no passado dia 11 o vencedor do concurso para a aquisição de 16 helicópteros para a missão de Busca e Salvamento (SAR), que deverão substituir os Sea King em uso atualmente, com opção de aquisição de mais 6 unidades no futuro.
Dentre as quatro empresas concorrentes (Eurocopter, NHI, Sikorsky e AgustWestland), foi escolhida a AgustaWestland, que apresentou o modelo AW101 Merlin a concurso.
O contrato prevê ainda todo o equipamento de apoio relacionado, bem como soluções de manutenção para a frota, estimando-se que venha a orçar em cerca de 1000 M EUR de custo total.

A decisão foi algo surpreendente, uma vez que o NH90 foi escolhido como helicóptero de médio porte do Nordic Standard Helicopter Programme, que inclui as marinhas de guerra da Noruega, Suécia e Finlândia. 
Só a Noruega encomendou 14 NH90 navais, com opção de 10 adicionais para funções de SAR.
Estes últimos não se virão por isso a concretizar, uma vez que peritos dos serviços de SAR noruegueses apontaram ao NH90, falhas no que respeita às capacidades de autonomia e alcance, necessárias para desempenhar adequadamente as funções num país com uma extensa costa como a Noruega.
Já a Dinamarca havia tomado opção similar, ao abandonar o programa de helicópteros nórdicos, para adquirir precisamente o EH101, também para as funções de SAR.

O EH101/AW101 serve na Força Aérea Portuguesa, desempenhando entre outras, funções de SAR na enorme Região de Busca e Salvamento nacional, a segunda maior do mundo, atrás apenas da canadiana.

Fonte: Defense Industry
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

FROTA PORTUGUESA EH101 DE NOVO COM BAIXA OPERACIONALIDADE (M1156 - 253PM/2013)

AgustaWestland EH101 Merlin em manutenção na BA6

Segundo a conhecida publicação internacional de aviação Flight Global, a frota de AgustaWestland EH101 Merlin da Força Aérea Portuguesa (FAP) atravessa novamente baixos níveis de prontidão, devido à falta de apoio para a manutenção dos motores Rolls Royce RTM322 dos aparelhos.
Segundo Nick Green, gestor de atividades de apoio às frotas da AgustaWestland, citado pela Flight Global, cinco das doze aeronaves em uso na FAP, estão parados, devido à falta de motores, ou peças para eles: "Tem sido uma constante durante os últimos doze meses" diz. "Terminámos a nossa manutenção, mas não podemos proceder aos voos de experiência devido à falta de motores".

A disponibilidade das cinco unidades durante 2012 foi de 70%, com valores idênticos durante o corrente ano, afirmam fontes do fabricante.

A questão vem já de trás, devido ao contrato de manutenção para os aparelhos ter sido assinado tardiamente. Então os problemas levaram mesmo à reativação de alguns SA-330 Puma, que era suposto substituírem, entre 2008 e 2011, devido à falta de prontidão da frota EH101. E se a manutenção de rotina das aeronaves ficou então resolvida, uma vez que este contrato não incluía os motores da Rolls Royce, era apenas uma questão de tempo até que os problemas se voltassem a manifestar.

Por enquanto, o número de aeronaves disponíveis ainda não teve impacto na operacionalidade da Esquadra, mas a situação levanta preocupações. Segundo palavras do Ten Gouveia, piloto da Esquadra 751: "a situação tem que ser resolvida rapidamente, porque creio que não podemos aguentar assim muito mais tempo (...) Se nada for feito durante os dois próximos anos, vai haver problemas." 

A Esquadra 751, como é sabido é a principal unidade de Busca e Salvamento (SAR) a partir de helicóptero em Portugal, tendo que cobrir uma vasta área de oceano, (equivalente a toda a Europa), com alerta permanente no Montijo (BA6) e destacamentos também permanentes para as mesmas funções nos Açores (BA4) e Madeira (AM3). Devido aos cortes no orçamento da Defesa contudo, as horas de voo anuais da Esquadra foram reduzidas de 2250 para 1750.
Segundo o Ten. Gouveia, na Esq.751 "não voamos tantas horas de treino, pelo que temos que ser mais eficientes, de modo a extrair o máximo das que temos". Completando ainda: "não nos impediu de realizar as missões SAR".

Fonte: Flight Global e outras
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro













quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Waddington International Airshow 2013 [part 1] (M1126 - 4RF/2013)





De igual forma com outras postagens aqui no Pássaro de Ferro, e na Porta de Embarque 04, iniciamos aqui uma série de três artigos, mais uma foto-reportagem, que nos manda o N. Amigo John Camp, e que ilustram alguns dos ilustres participantes no festival Aéreo de Waddington, no Reino Unido, comemorativo dos 95 anos da Royal Air Force.
Postagem dividida em três partes, uma com os meios aéreos da militares de S. Majestade, outra com participações essenciamente militares estrangeiras e por fim, os incontornáveis “clássicos”.
Mais uma vez fica aqui o N. obrigado, ao John Camp pela partilha das suas fotos.

 



 
 









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