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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ALEMANHA TOMA DE ASSALTO AIRBUS ESPANHOLA (M1801 - 36PM/2015)

Airbus "de pernas para o ar"

A notícia tomou Espanha de choque. Embora o "golpe palaciano" dentro da Airbus não seja ainda um dado adquirido, a informação de que a saída de Domingo Ureña, máximo executivo da Airbus em Espanha, significará uma reorganização interna, verteu a partir de um documento interno da empresa. 

Apesar da actual estrutura estar protegida por um acordo entre o Estado espanhol, detentor de 4,2% da Airbus e a então EADS, datado de 2009, e da provável futura responsável por todas as fases de produção e fabrico das aeronaves fabricadas em Getafe (A330 MRTTT) e Sevilha (A400M e C295) Pilar Albiac, ser espanhola, na verdade ficará dependente directamente do alemão Bernhard Gerwert, Conselheiro-Delegado da Airbus Defence & Space e do seu escritório em Munique.

Além das fases de produção, mais informações internas apontam no sentido de que também a comercialização e vendas passem a ser dirigidas a partir de Munique.

Aparentemente, as manobras terão a ver com reorganizações internas entre as diversas empresas do grupo Airbus, quando a filial independente espanhola Airbus Military foi integrada juntamente com a Cassidian e Astrium na Airbus Defence & Space. E apesar de 80% da capacidade industrial desta nova empresa estar em Espanha, a sede ficou em Munique na casa da Cassidian, presidida por Bernhard Gerwert.

Assim, e apesar do insucesso de Gerwert em internacionalizar os caças Eurofighter Typhoon, acaba por ganhar controlo sobre a fatia de negócio realmente rentável e de futuro, que são as aeronaves fabricadas em Espanha. 
Com o beneplácito do director máximo da Airbus, Tom Enders, também alemão.

Onde é que já vimos este filme?




quinta-feira, 17 de julho de 2014

PRIMEIROS REABASTECIMENTOS DE A400M POR A330 (M1658 - 209PM/2014)

A330 MRTT reabastece A400M Atlas      Foto: Airbus

A Airbus Defence and Space realizou os primeiros testes de reabastecimento em voo do novel avião de transporte tático A400M, a partir do também recente A330 MRTT.
Em quatro voos, de dia e de noite, sobre o sul de Espanha, o A400M recebeu mais de 80 ton de combustível, em mais de 100 "wet contacts" com o Voyager, versão britânica do A330 MRTT, usando a unidade de reabastecimento da fuselagem.

O reabastecimento visto de um EF-18      Foto: Airbus

Os testes seguem-se à anterior fase de "dry contacts" (acoplagem sem transmissão de combustível), e permitirão ao A400M Atlas efetuar missões ultra-longas sem realizar paragens para reabastecimento em terra.





quarta-feira, 2 de abril de 2014

QATAR ADQUIRE O A330 MRTT (M1510 - 36AL/2014)


Apesar da frota de caças do Qatar ser reduzida - apenas 12 aeronaves - a Força Aérea do Qatar equipou-se recentemente com o avião reabastecedor A330 MRTT, à semelhança do que fizeram suas congéneres regionais como  Arábia Saudita e Emirados árabes Unidos.
Com a perspetiva da aquisição/reforço da sua frota de caças de combate - previsivelmente de 24 a 72 unidades - que irão substituir os Mirage 2000, a aquisição desta aeronave assume importância vital.
O A330 MRTT tem capacidade para reabastecer até ao máximo de 4 aparelhos, pelo que a aposta do Qatar em possibilitar a mobilidade extra-regional (como já aconteceu com a operação dos seus Mirage 2000 na Líbia) dos seus caças em caso de necessidade, estará assegurada.
A esta frota juntar-se-ão 4 novos C-130J e 4 C-17A para transporte geral e especializado.


Fonte: DID
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

GREEN FLAG BRITÂNICO-SAUDITA (M1158 - 255PM/2013)


Tornados britânicos     Foto:RAF

Typhoons da Esq 10 da Real Força Aérea Saudita (RSAF) voaram desde a Base Aérea Rei Fahad em Taif, juntamente com Tornados da Esq 75 de Dhaharan, até Coningsby no Reino Unido para operação conjunta com Typhoons da Esq 3 da RAF e Tornados GR4 de Marham. 
Durante o exercício de dez dias, as tripulações britânicas e sauditas voaram em conjunto, numa série de missões com aumento gradual de complexidade.
Como sempre, estas ocasiões são oportunidade para aprofundar relações e trocar conhecimentos sobre o modo de operação de outras forças aéreas, além de permitir explorar de modo aprofundado as potencialidades de cada tipo de avião, de modo a conseguir um resultado global mais satisfatório.

Typhoon saudita       Foto: RAF

O comandante da Base Johnny Stringer referiu a propósito: "Para Coningsby e para a RAF, este é um exercício bastante significativo, uma oportunidade de voar os mesmos tipos de aviões, com os nossos amigos da RSAF, partilhar o nosso pensamento tático e como utilizamos as nossas plataformas.  Para nós é também importante, como base de suporte a um destacamento de uma força aérea longe do seu ambiente." Continuando depois: "no final do exercício chegaremos a um ponto em que o sucesso para nós, e penso que posso falar também pela RSAF, será que os nossos pilotos, navegadores, engenheiros e controladores - todas as pessoas que a RSAF trouxe e que acolhemos em Coningsby e pelo Reino Unido - não só se compreendam e conheçam entre si um pouco melhor, mas também que se alguma vez tivermos de voar lado a lado a sério, tenhamos confiança uns nos outros de que conseguiremos fazê-lo.

O Brigadeiro-General da RSAF Mohammed Al-Shahrani, comandante do destacamento disse: "Um objetivo muito importante que temos, é assegurarmo-nos de que todo o nosso pessoal, desde tripulações, a engenheiros, administrativos, controladores e todas as outras funções, trabalham lado a lado com a RAF, para estarem prontos, se alguma vez precisarmos de operar em conjunto".

Operação conjunta também na messe      Foto:RAF

Johnny Stringer acrescentou ainda:"em termos da tipologia do exercício, Coningsby foi obviamente escolhida por haver Typhoons e Tornados a operar em conjunto, mas também temos pessoal da RSAF a trabalhar noutras unidades de apoio ao exercício."

Do ponto de vista saudita, dois aspetos se revestem de especial importância: o exercício é o primeiro destacamento de um número significativo de Typhoons fora da Arábia Saudita e é também a primeira vez que o reabastecedor aéreo A330 MRTT foi usado operacionalmente para acompanhar aeronaves em destacamento de longa distância, por qualquer força aérea no mundo (NR: estas aeronaves fizeram testes e certificação de sistemas com os F-16 da Força Aérea Portuguesa). No caso, os Typhoons sauditas fizeram voo diretamente da Arábia Saudita até ao Reino Unido, com recurso ao A330 MRTT. Shahrani comentou a propósito: "é a primeira vez que destacamos Typhoons por um longo período fora do nosso país, o que significa que atingimos capacidade para o nosso apoio logístico a cerca de 3000 milhas, e é muito importante para nós testarmos isso. Também é a primeira vez que usamos o MRTT para sair da Arábia Saudita , o que tem decorrido bem até ao momento."

A330 MRTT saudita em certificação de sistemas sobre Monte Real

A terminar Stringer acrescentou que "os sauditas têm sido nossos amigos e aliados há já longo tempo (...) e quando é preciso operar com aliados, saber que podemos pegar no telefone e falamos com alguém conhecido do outro lado, é algo de muito valioso".

Fonte: RAF
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro




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