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Paulo Mata
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
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António Luís
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O C-17 Globemaster III, pousado na pista de gelo, nas proximidades de McMurdo - Antártida.
Foto: US Air Force/Sgt Sean Tobin.
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No passado dia 1 de Outubro, deu-se início à "Operação Deep Freeze" (ODF) que consiste no transporte de carga e pessoal para Fundação Nacional de Ciência norte-americana, instalada em pleno continente gelado - Antártida - na estação de McMurdo.
Sendo parte integrante da Esquadra de Transporte Aéreo Expedicionário 304 da Joint Base
Lewis-McChord, Washington, os elementos destacados para esta missão partiram do Aeroporto Internacional de
Christchurch-Nova Zelândia, a bordo de um C-17 Globemaster III, aeronave que transportava 76
passageiros e 64 toneladas de carga, com destino ao continente
gelado.
A ODF é uma operação de serviço geral, de apoio do Programa Antártico dos EUA e
fornece suporte logístico para a pesquisa científica da NSF - National Science Foundation, na Antártida. Segundo o Tenente-Coronel Brent Keenan da 304 EAS e comandante da missão, "Esta
é a melhor e mais entusiasmante missão em que participei", palavras que dirigiu a uma equipe de reportagem da Nova
Zelândia pouco antes de descolar rumo a McMurdo. "Todos estamos bastante entusiasmados com esta missão, o tempo em rota e no destino está a colaborar e aqui dentro vão as melhores pessoas para o sucesso desta missão!", rematou.
Após 5 horas de voo rumo a Sul, para a remota Estação na Antártica, o C-17 pousou
na pista sazonal, em pleno gelo do mar, uma pista esculpida numa camada de quase 3 metros de espessura, em pleno oceano congelado, nas imediações da Ilha de Ross.
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| Nesta "foto" pode observar-se assinalada a pista de Christchurch, de onde partiu o C-17 e a "Ilha de Ross", nas imediações da qual o avião aterrou. |
O C-17 manteve os seus motores em funcionamento, devido
ao frio extremo, para ajudar a
prevenir o combustível de congelar e de se transformar em gel. Enquanto isso, as equipas iam descarregando a aeronave, conforme o planeado.
A "Operation Deep Freeze" é diferente de quaisquer outras operações militares dos Estados Unidos e apresenta muitos outros desafios às tripulações, como alude o tenente-coronel Jason Taylor, um dos pilotos de C-17 e da 304 EAS: "Basicamente, temos de aterrar numa pista flutuante. Se batermos com o avião com muita força, como uma pista pavimentada, podemos quebrar o gelo e provocar também ondas que tornariam a operação muitíssimo arriscada."
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| Elementos da ODF desembarcam do C-17 em plena "pista" de gelo. |
Existem, apesar disso,
outras pistas no gelo continental, no entanto estão mais afastadas de
McMurdo e exigem distâncias muito maiores relativamente à posição dos nossos aviões.
Durante esta época do ano, o pessoal da ODF aproveita a espessa camada de gelo no mar para efetuar estas missões que, até março de 2013 totalizarão o importante número do 48.
Fonte: U.S. Air Force/Adaptação Pássaro de Ferro
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