domingo, 10 de novembro de 2013

AÇORES - “Contingências da Sinistralidade”[*] (M1262 - 13RF/2013)



Tomando por título [*] o nome de um dos capítulos do livro “As Lajes da Ilha Terceira - aspectos da sua história”, de Avelino de Freitas Meneses, faço aqui uma espécie de cronologia, que não está completa, sobre acidentes e incidentes aéreos, ocorridos no Arquipélago dos Açores, fazendo também, e sempre que possível, a identificação dos locais e memoriais que podemos por lá encontrar.

O primeiro registo que há da utilização de uma plataforma terrestre pela aviação nacional nos Açores, é o da utilização do Campo da Achada, no planalto central da Ilha Terceira, a partir de 4 de Outubro de 1930, por um Avro 504K (“Açor”) da Arma de Aeronáutica do Exército Português, utilização essa que se manteve até ao início dos anos 40.

[http://walkarounds-ccadf.blogspot.pt/2013/07/campo-de-aviacao-da-achada-primeira.html]

É porém alguns anos antes que se dá a primeira utilização dos Açores como plataforma de apoio permanente para operações aéreas, na Mid-Atlantic Naval Base da United States Navy (UN NAVAL BASE 13), em Ponta Delgada, criada em 1917, para onde é destacada a 1st Marine Aeronautic Company, que chega no ano seguinte. Este destacamento, que chegou a Ponta Delgada a 21 de Janeiro de 1918, era composto de 10 aparelhos Curtiss R-6 e 2 Curtiss N-9, apoiados por 145 homens, e mais tarde recebem aviões Curtiss HS-1L e HS-2L.
Esta base naval é encerrada em 15 de Setembro de 1919, sendo adquirida pelo Governo Português, constituindo-se no Centro de Aviação Naval de Ponta Delgada, com o algum do material da USNavy, nomeadamente da sua componente aérea, como as instalações e quatro aparelhos Curtiss HS-2L.
Em 1921 os aparelhos são enviados ao continente, sendo o hangar deste centro desmontado e enviado para o CAN de Aveiro, em S. Jacinto, onde foi remontado e continua até aos dias de hoje a uso, ainda que, não com o mesmo propósito.

[ http://walkarounds-ccadf.blogspot.pt/2012/07/s-jacinto-um-espaco-com-memoria.html ]

Antes de 1918, já havia registos de voos nos Açores, nomeadamente de aventurosos pioneiros que intentavam a travessia atlântica, fomentados por concursos então muito em voga, vulgarmente lançados por jornais de grande tiragem que atribuíam prémios a quem conseguisse fazer voos de grande distância. Como por exemplo, o britânico “Daily Mail”, que promoveu um desses concursos com um chorudo prémio em dinheiro para quem fizesse o primeiro voo sem escalas e em menos de 72 horas entre os Estados Unidos, o Canadá ou a Terra Nova, e as Ilhas Britânicas.
Numa dessas tentativas, a Seaplane Division One da United States Navy, baseada na NAS de Rockaway, Long Island (NY), tenta a travessia transatlântica utilizando três aviões Curtiss NC floateplane, [NC-1, NC-3 e NC-4]. Este aparelhos  partem a 8 de Maio de 1919, apoiados por diversos vasos de guerra, para um percurso entre Rockway, Halifax (Nova Escócia), Trepassey (Terra Nova), Ponta Delgada (S. Miguel), Lisboa, e Plymoth (Reino Unido).
À partida da Terra Nova, passava das 22H00 do dia 16 de Maio de 1919, iniciou-se a etapa mais longa, com 1.320 milhas, e também a mais difícil. Nela perdem-se dois aparelhos. A primeira mar a NC-3, comandada pelo Commander John H. Towers, comandante da frota e da expedição, amara a 17 de Maio a umas 34,5 milhas a sudoeste da Horta (Faial).  Os danos resultantes da amarisagem impedem os tripulantes de prosseguir viagem, pelo menos pelo ar, mantendo-se o aparelho a flutuar e, com a experiência de marinheiros e navegadores exímios que eram os tripulantes, navegam até Ponta Delgada, dando entrada no porto no dia 19.  Por sua vez, o NC-1, comandado pelo Lieutenant Commander Patrick N. L. Bellinger, teve de amarar ao largo da Ilha do Corvo, Açores, a 17 de Maio de 1919. Devido ao estado do mar, o avião ficou bastante danificado, e já não conseguiu descolar. A tripulação foi  recolhida pelo navio mercante grego “Ionia”, e foi tentado o reboque, mas o aparelho afunda-se.
Foi então uma uma terceira aeronave, a NC-4, baptizada “Liberty”, comandada pelo  Lieutenant Commander Albert Cushing Read, que concluiu a viagem, amarando na Horta (Faial) a 17 de Maio de 1919, com o seu Curtis NC-4, prosseguindo a 20 para uma outra escala em Ponta Delgada (S.Miguel), de onde partiu a 27 de Maio, para Lisboa, onde amarou em segurança nessa noite.

Existe na Horta uma pequena homenagem ao feito, colocada nos 80 anos da travessia.

Naturalmente não poderia deixar de referir a travessia do Atlântico mais importante de todas as demais, a Travessia do Atlântico Sul por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, mas por não ter passado por terras açorianas, nem se enquadrar no presente trabalho, fico-me só pela referência.

Alguns anos mais tarde regista-se um primeiro feito nacional por estas paragens, quando a 10 de Maio de 1926, chegou a Vila Franca (S. Miguel), o hidroavião Fokker T.III W nº25 “Infante de Sagres”, pilotado pelos Tenentes de Marinha Moreira de Campos e Neves Ferreira, assistidos pelo Mecânico João Bastos, naquela que foi a primeira ligação Lisboa-Açores. Um voo com escala no Funchal, e que teve início no Centro de Aviação Naval do Bom Sucesso a 16 de Março de 1926.


Sinistralidade – uma cronologia


1918

A operação em missões de patrulhamento anti-submarino, pelo 1st Marine Aeronautic Company of the Marine Corps , destacada para a US Naval Base 13, em Ponta Delgada, não foi isenta de problemas tendo-se registado pelo menos dois acidentes.
A 9 de Outubro de 1918, durante uma patrulha, um Curtiss R-6 (no.328) despenha-se no oceano após uma paragem de motor. O aparelho sofreu danos consideráveis na estrutura do trem, flutuadores e fuselagem, afundando-se. Ambos os tripulantes salvaram-se, o Primeiro-Tenente Walter Smith Poague e o Gunnery Sergeant Walton B. Zeigler.

Um Curtiss N-9 sofre um acidente à descolagem de Ponta Delgada, quando se dirigia para uma patrulha, a 5 de Novembro de 1918. Um dos tripulantes saiu ileso, o Gunnery Sergeant Walton B. Zeigler, mas o piloto, o Primeiro-Tenente Walter Smith Poague, não se consegui libertar e pereceu na aeronave.

1927

Um hidroplano italiano “Santa Maria”, amarou perto das Flores por falta de combustível, sendo rebocado por um navio para a Horta. Dali voa de novo para as Flores, e para Ponta Delgada (S.Miguel), onde chega a 10 de Junho de 1927, e um dia depois a Lisboa.

Os pilotos militares italianos eram o Coronel Francesco de Pinedo, Carlo del Prete e Victale Zaccheti, então em voos de reconhecimento para a travessia do Atlântico Sul para o estabelecimento de uma ligação Roma-Rio de Janeiro.

http://historiadosacores.tumblr.com/post/29222413223/sec-xx-anos-40-50-lagoa-das-furnas-ilha-de

A 13 de Outubro de 1927, descola da Horta (Faial) um Junkers G.24 (D-1230) pilotado pela atriz austríaca Lilly Dillenz (a primeira mulher a voar sobre o Atlântico).
Nessa mesma altura, na Horta, estes pioneiros encontraram-se, por mera coincidência,  com  a piloto norte-americana Ruth Elder, que juntamente com Capitão George Haldeman (navegador-piloto), tentavam a travessia Atlântica, Nova Iorque-Paris. Sem sucesso, o seu aparelho, um monoplano baptizado “American Girl” tinha sido forçado a amarar no dia anterior a cerca de 200 milhas náuticas dos Açores, devido a uma fuga de óleo. O aparelho incendiou-se e os tripulantes foram recolhidos pelo navio tanque “Barendrecht, que os levou para a Horta. Estes tinham partido de Roosevelt Field nos EUA a 11 de Outubro de 1927.

A 18 de Outubro de 1927, escala Lisboa para a tentativa do voo transatlâncio, um Heinkel 800 (D-1220), tripulado por Horst Mertz (piloto), Boch (observador), e Rode (mecânico). Descolam a 4 de Novembro rumo aos Açores, chegando a estar fundeando na baía da Horta de onde parte a 13 de Novembro de 1927 para a etapa seguinte da viagem. À descolagem danifica um dos flutuadores e já não conseguiu prosseguir viagem.



1929

Um acidente fatal este, ao anoitecer de 13 de Julho de 1929 um biplano Amiot 123 capotou quando tentava uma aterragem de emergência, nuns campos próximos do lugar da Brasileira, na Vitória (Graciosa). A aeronave, era tripulada pelos aviadores polacos Major Ludwik Idzikowski e Kazimierz Kubala, tendo o último sido resgatado dos escombros com vida por um lavrador  da freguesia de Guadalupe, o Sr. Jerónimo Correia Picanço.

Os aviadores tentavam a primeira travessia Le Bourget – Nova Iorque, feita por Polacos, mas não foram bem sucedidos.

Existe um cruzeiro no local do acidente.


1930

Em 4 de Outubro de 1930 dá-se a inauguração do primeiro campo de aviação, na Achada (Terceira), com o voo inaugural pelo Açoreano Capitão Piloto aviador Frederico Coelho de Melo, aos comandos de um Avro 504K “Açor”.


1933


Em data que não consegui precisar, chegou ao arquipélago a esquadrilha do italiano, Marechal Italo Balbo, integrada por 24 hidroaviões Savoia-Marchetti S.55, seis dos quais amararam no porto da Horta, seguindo os restantes dezoito para Ponta Delgada. Um deles [I-RANI], tripulado pelos Capitão Cremashi e Tenente Squaglia, se acidentou à descolagem, capotando, vindo a perder a vida o Ten.Squaglia. Esta esquadrilha empreendia um voo transatlântico com diversas escalas, e que teve inicio em Roma a 1 de Julho, com chegada a Chicago a 12 de Agosto, para participarem na Century of Progress International Exposition. Foto do aparelho I-RANI aquando da amaragem.


1941

A 10 de Outubro de 1941, dá-se um acidente na Ribeira Grande (S.Miguel), com o Gloster Gladiator G.5 nº480, da Esquadrilha Expedicionária de Caça nº1 (EEC1), de que resulta a morte do Segundo-Sargento Álvaro Guimarães.

Como resultado do temporal ocorrido, a 3 de Novembro de 1941 o Grumman G.21 nº100 e o Avro 626 nº93, da Aeronáutica Naval da Marinha (AN), baseado no CAN de Ponta Delgada, foram destruídos.

A 25 de Novembro de 1941, acidenta-se o Avro 626 nº95 da AN, perdendo a vida o Tenente Coelho Correia.


1943

A 9 de Abril de 1943, o Miles Master nº417, foi dado como desaparecido durante um voo de treino. Foi mais tarde localizado, alguns dias depois, despenhado no pico de Catarina Vieira, na Serra de Santa Bárbara. Do acidente resultou a morte do Primeiro-Cabo Gomes da Costa e do Primeiro-Cabo Mendonça.

Perde-se a 13 de Maio de 1943, o Gloster Gladiator G.5 nº467, da EEC1, que colide com o Pico da Vara, S.Miguel, causando a morte ao piloto, o Segundo-Sargento Manuel Cardoso.

Perde-se o avião Junkers Ju52 nº210, a 16 de Setembro de 1943, da Arma de Aeronáutica do Exército, que sofre um incêndio aquando da aterragem em Rabo de Peixe (S.Miguel).

A 25 de Outubro de 1943 são dados como perdidos o Fortress MkII [FK202/L]e tripulação(8), pertencentes ao Esquadrão 220 da RAF, operando a partir das Lajes (Terceira). Este é o primeiro acidente aéreo das forças Inglesas estacionadas na Terceira.

A 4 de Dezembro de 1943, um segundo aparelho despenhou-se no oceano pouco após a descolagem das Lajes, também um Fortress Mk.II do Esquadrão 220. Existem 3 sepulturas no LajesWar Cemetery, cujo óbito coincide com esta data, porém não consegui estabelecer uma relação direta com este acidente. A ser, e de acordo com o Manuel de Meneses Martins, refere no seu escrito como sendo o Fortress Mk.II “FK206/K”, e também a existência de uma sepultura do piloto, o FG Officer Desmond E. Morris (não encontrada).

No LajesWar Cemetery existem 4 sepulturas de tripulantes da RAF e RCAF, que registam como data de óbito o dia 13 de Dezembro de 1943, sem que tenha encontrado referência a este acidente.

1944

Dá-se o primeiro acidente aéreo com um aparelho norte-americano na Base das Lajes (Terceira), a 8 de Julho, com um Boeing B-17G que embate numa parede no final da pista, a tripulação de 10 elementos saiu ilesa.

1945

A 4 de Janeiro de 1945, um Douglas C-54A da USAAF acidenta-se à aterragem nas Lajes, sem vítimas, mas o avião fica muito danificado, não sendo recuperado.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19450104-4

Dois tripulantes, um da Royal New Zealand Air Force (piloto) e um outro, das Forças Polacas, perderam a vida a 20 de Fevereiro de 1945, conforme sepulturas no Lajes War Cemetery. Também não foi encontrada referência a qualquer acidente nesta data.

Entre tripulantes e passageiros perderam a vida 6 militares da RAF, 1 da R Australian AF e 1 da R Canadian AF, a 8 de Março de 1945, encontram-se sepultados no Lajes War Cemetery. Possivelmente alguns seriam passageiros. Desconhece-se o acidente relacionado.

Dá-se a 14 de Março de 1945, um acidente que vitimou 19 pessoas, sendo eles a tripulação (5) e passageiros (14) do Liberator C Mk.VII EW626. O avião faz uma descolagem, aparentemente normal, e durante a subida “tomba” sobre estibordo e depenha-se no solo. Os cadáveres foram recuperados dos escombros e sepultados no Lajes War Cemetery.

Um Douglas C-54B da USAAF [reg.42-72346 ou 42-72368] é abatido por um F4F Wildcat do HMS Striker (Australian Navy) quando em voo entre as Lajes e o Reino Unido. Este acidente, algo insólito, ocorreu a 23 de Março de 1945, quando este sobrevoou a 5000 pés um comboio de navios, escoltado por diversos vasos de guerra, tendo o piloto do Wildcat confundido este por um Focke Wulf FW-200 abatendo-o.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19450323-0

A 3 de Julho de 1945, de novo um acidente com um Douglas C-54D da USAAF, desta vez com perda do avião e dos seus 4 ocupantes. O aparelho colidiu com uma montanha, a Este da Vila do Porto (Santa Maria).

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19450703-1

1946

Em data desconhecida, um Boeing B-29 faz uma aterragem de barriga, na pista das Lajes, conforme fotos encontradas no sítio “Ultimas Curiosidades”.

1948


Em 1 de Abril de 1948, o Boeing B-17 nº 276 [exUSAF 44-83712], da Arma da Aeronáutica do Exército, sofre um acidente, ficando irrecuperável.[Foto 1] [Foto 2] [Foto 3]

Acidente com o Beechcraft D18S da SATA, a 5 de Agosto de 1948, que pouco depois da descolagem de Santa Maria se despenhou no oceano. Pereceram os passageiros e tripulantes (6).

Um Douglas C-54A de registo Mexicano, operado pela Guest Aerovias Mexico, despenha-se após a descolagem sem tenha havido vitimas mortais entre os 35 passageiros e 9 tripulantes. O acidente ocorreu a 22 de Setembro de 1948, após a descolagem do aeroporto de Santa Maria.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19480922-0

1949

A 28 de Outubro de 1949, um Lockheed L-749 Constellation da Air France, proveniente de Paris e com destino a Nova Iorque, não chega a fazer uma escala prevista em Santa Maria, despenhando-se na montanha do Redondo (S. Miguel) perdendo a vida todos os ocupantes (37 passageiros e 11 tripulantes).

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19491028-0

https://www.facebook.com/HistoriaDosAcores/photos/a.201126863325507.35843.197544470350413/351974674907391/?type=3&theater


1951

No dia 31 de Janeiro de 1951, o Douglas C-54D nº 282 da Arma de Aeronáutica do Exército Português [FAP 6603], proveniente de Lisboa, despenha-se no mar, na aproximação à pista das Lajes, perdendo a vida os seus 14 ocupantes.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19510131-2

A 26 de Abril de 1951, um Boeing B-29 da USAF despenha-se ao aterrar na pista das Lajes (Terceira).

A 15 de Outubro de 1951, um Boeing C-97A Stratofreighter da USAF [reg.49-2602] e a sua tripulação (12), foi dado como perdido no oceano quando em voo das Lajes para a base aérea a Springfield-Westover (MA) nos Estados Unidos.

Este aparelho já tinha apresentado  problemas no dia anterior quando se deslocava de Frankfurt na Alemanha, para os Estados Unidos, vendo-se a tripulação forçada a aterrar nas Lajes. Aí o C-97 foi reabastecido e descolou rumo aos Estados Unidos quando uma falha nos sistemas de navegação, ambas as rádio-bússolas e o rádio altimetro, fez com que regressasse às Lajes. No dia seguinte, foi dado como desaparecido algum tempo depois de ter descolado.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19511015-1

A 7 de Dezembro de 1951, um outro Boeing B-29 da USAF despenha-se já fora da baía da Praia da Vitória (Terceira), pouco após ter descolado.

1954

A 9 de Agosto de 1954, à descolagem das Lajes (Terceira) rumo à Bermuda, um Lockheed L-749A Constellation da Avianca despenha-se contra uma das montanhas da ilha [Boi (647 metros)], de onde resultou a perda da tripulação (9) e passageiros(21).

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19540809-0

1955

A 26 de Janeiro de 1955, o Douglas C-54G reg. 45-0569 da USAF, foi forçado a amarar por falta de combustível, sensívelmente a meio caminho entre as Bermudas e as Lajes, perto da Ocean Weather Station Echo. Os seus 8 ocupantes foram resgatados pelo navio Coss Bay da Guarda Costeira Norte-Americana.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19550126-0

1957

A 10 de Maio de 1957, nas Lajes (terceira) um Boeing KC-97F Stratofreighter da USAF sofre uma perda de motor à descolagem, saindo fora da pista. O avião consequentemente pegou fogo, mas toda a tripulação saiu com vida do acidente.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19570510-0

1958

Há mais do que uma versão sobre o acidente que ditou o destino do hidroavião Grumman SA-16 Albatross nº7103 da Força Aérea Portuguesa. Tudo parece indicar que a 22 de Novembro de 1958, aquando de uma missão de socorro a doente num navio alemão, este perde um dos flutuadores durante a amaragem. Os tripulantes passaram para o navio e foi tentado o reboque do avião. No entanto foi considerado perdido e afundado pelas 3 horas, a tiro. Não houve baixas. A tripulação foi desembarcada em S. Miguel e posteriormente transportada para as Lajes. Um outro registo, numa outra versão um bocadinho diferente, refere que este acidente se deu em Maio de 1960.
http://walkarounds-ccadf.blogspot.pt/2014/04/contributos-para-divulgacao-da-historia.html


A 8 de Dezembro de 1958, aterra já sem combustível, sem rádio e com o trem recolhido,  um  McDonnel F-101A Voodoo da USAF, imobilizando-se no fim da pista 34 das Lajes (Terceira). O aparelho ficou bastante danificado mas não houve vitimas.



1960


Dá-se um acidente com um C-160 da Força Aérea Francesa nas Flores.


1961

No dia 26 de Janeiro de 1961, um Douglas C-118A da USAF, reg. 51-17626, despenhou-se no Atlantico algum tempo depis de ter descolaco com destino à Naval Air Station de Argentis, no Canadá. Perderam a vida no acidente os seus 23 ocupantes (13 passageiros).

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19610126-1

Em Outubro de 1961, durante uma descolagem de máximo rendimento para uma missão de transporte de passageiros, com dois pilotos a bordo em adaptação, o SA-16A Albatros nº7101, da Esquadra 41, despenha-se na pista logo após se ter elevado no ar, colapsando sobre o trem esquerdo e imobilizando-se já no estacionamento, não sem antes ter danificando um carro e um B-50. O avião foi armazenado na BA4 durante algum tempo, sendo depois sucateado.

http://walkarounds-ccadf.blogspot.pt/2014/04/contributos-para-divulgacao-da-historia.html


1968

Em 12 de Outubro de 1968, despenhou-se um Beechcraft B55 numa das encontas da Lagoa do Fogo, em (S.Miguel), perdeu a vida o piloto. No local encontra-se uma lápide e um cruzeiro evocativo. Encontrei um artigo que ajuda a contar a história.

1969

A 23 de  Maio de 1969 despenha-se um  Transall C-160F da Força Aérea Francesa, nas Flores. Não houve vítimas.
http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19690523-3
Um registo fotográfico de um dos acidentes com C-160F nas Flores, que poderá ser deste acidente:  http://floresapretoebranco.blogspot.pt/2009/11/acidente-com-c130-transall.html

1976

Por volta das 22 horas do dia 3 de Setembro de 1976, despenha-se no local do Lajedo, na Vila das Lajes (Terceira), o C-130H nºFAV-7772 “24 de Julio” (c/n 4408), das Fuerzas Aéreas Venezuelanas. Perecendo a totalidade das 68 pessoas que seguiam a bordo, incluindo os 5 tripulantes.

Mantém-se um Memorial na vila das Lajes.

1978

Durante um voo de treino, a 5 de Julho de 1978, despenha-se numa das encostas da Serra de Santa Bárbara (Terceira), o CASA C-212A Aviocar nº6518 da FAP, perdendo a vida a tripulação os TCor. Lavrador e Bettencourt e o Sarg. Vitorino.

Numa missão de treino de rotina, despenhou-se no oceano, 20 milhas a Nordeste das Lajes (Terceira) o Lockheed P-3B Orion reg. Bu152724 da Marinha Norte Americana, perdendo a vida os seus 7 tripulantes.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19780426-0

1984

Em 4 de Abril de 1984, acidentou-se um Lockheed C-130E da USAF, reg. 64-0539, que saiu da pista ao aterrar, destruindo 60 metros de vedação e um palheiro, imobilizando-se perto de uma residência fora da Base das Lajes (Terceira). Este aparelho foi reparado com o nariz de um outro C-130E, saindo uns meses mais tarde das Lajes a voar. O aparelho acidentado voou até Abril de 2011, estando em exposição no aeroporto de Minneapolis-St Paul no estado do Minnesotta.


Video da retirada do aparelho acidentado em 20 de Abril de 1984.

Uma das conhecidas fotos do aparelho durante a recuperação para voo.

Durante alguns anos ainda foi possível encontrar na cabeceira da pista a cabine original do 64-0539, conforme esta foto do Paulo Morgado.

1989
A 8 de Fevereiro de 1989, um Boeing 707 da Independent Air, despenhou-se no Pico Alto (Santa Maria), perecendo todos os seus ocupantes (passageiros 137 / tripulação 7).

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19890208-0

No local, no interior das instalações da Força Aérea Portuguesa, existe um memorial.

1995
Durante a corrida da descolagem, o Transall C-160D reg.50+43, da Força Aérea Alemã embate num poste despenhando-se no oceano vitimando os sete tripulantes a bordo. O acidente ocorreu à descolagem de Ponta Delgada, a 22 de Outubro de 1995.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19951022-2

1998

A 4 de Fevereiro de 1998, um Antonov An12BP [reg. LZ-SFG] da Air Sofia, operado pela Air Luxor e a serviço dos CTT, despenhou-se no cimo da Serra de Santiago, à descolagem das Lajes (Terceira) .

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19980204-0

1999

A 11 de Dezembro de 1999, dá-se o segundo acidente com fatalidades da frota da SATA, quando um British Aerospace ATP [CS-TGM], em voo entre Ponta Delgada (S.Miguel) e a Horta(Faial) despenha-se no Pico da Esperança (S.Jorge) vitimando os 35 ocupantes ( 31 passageiros / 4 tripulantes).

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19991211-0

http://ultimas-curiosidades.blogspot.pt/2014/01/acidentes-nos-acores-aviao-afunda-se-no.html


2001

A 24 de Agosto de 2001, um Airbus A330 da Air Transat [reg. C-GITS], diverge para as Lajes (Terceira) devido a uma falha técnica, fazendo uma aterragem de emergência, do qual se resgistaram 8 feridos ligeiros e danos materiais avultados. O aparelho foi reparado e saiu passados alguns meses pelos próprios meios.

http://aviation-safety.net/database/record.php?id=20010824-1

Agradecimentos:

António M Godinho
Fernando Moreira
Manuel de Meneses Martins
Dr. Miguel Santos
Olivério Gomes
Paulo Morgado
Ricardo Marques
Gen. (Res) Tomás G. Conceição e Silva
Maj. João Carlos Ferreira
Filipe Franco


Bibliografia:

A história do primeiro vôo transatlântico, por António M. Godinho, no blog Aviation in Faial Island.
As Lajes da Ilha Terceira, Aspectos da Sua História, de Avelino Freitas de Meneses (c) 2001, Edições BLU[*]
Base Aérea das Lajes (contribuição para a sua história), de Manuel de Meneses Martins (2003), edição de autor.
Marines in the Azores Islands in World War I, Diary of Walter S. Poague, por António M. Godinho, na revista FORTITUDE, Volume 37, Número 1, 2012.

Informação online:

A União – Jornal Online [ http://auniao.com/ ]
Aviation in Faial Island [http://aviation-in-faial.blogspot.pt/]
Aviation Safety Network [http://aviation-safety.net]


Flores a Preto e Branco [http://floresapretoebranco.blogspot.pt/]

Free Czechoslovak Air Force [ http://fcafa.wordpress.com ]
História dos Açores [https://www.facebook.com/HistoriaDosAcores]
Blog “Últimas Curiosidades” [ http://ultimas-curiosidades.blogspot.pt ]
US Militaria Forum -  [http://www.usmilitariaforum.com/forums/index.php?/topic/33042-the-first-marine-aeronautic-company-1917-1919/]
US Naval Institute – [http://www.usni.org/]
Walkarounds – [ http://walkarounds-ccadf.blogspot.pt ]
Wikipédia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_avia%C3%A7%C3%A3o_nos_A%C3%A7ores]


Edição: Rui Ferreira [actualizado 09-11-2016]

2 Voaram em formação:

Filipe Franco disse...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=241021469336046&set=a.213876148717245.38607.197544470350413&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=241021469336046&set=a.213876148717245.38607.197544470350413&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=241023616002498&set=a.213876148717245.38607.197544470350413&type=3&theater

Corsário de Segunda disse...

Caro Filipe Franco!
Novas actualizaões estão na forja para o artigo.
Obrigado pelo teu contributo!
Rui FErreira

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...>