sábado, 30 de outubro de 2010

Guerra nos Céus (M432 - 6JM/2010)



É uma colecção antiga de fascículos organizada em 4 volumes. Uma coisa dos anos 80. Este era o volume 1 sobre combates aéreos. A qualidade gráfica não era das melhores, mas mesmo depois de tanto tempo ainda se lê bem. Ainda gosto de folhear esta velha relíquia. De ler a guerra de outros tempos e de outros combates.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

FWIT 2010 (M431-45AL/2010)

Está a decorrer na Base Aérea de Monte Real o FWIT 2010 - Fighter Weapons Instructor Trainnig.
Este ano, a BA5 e as Esquadras 201 e 301 fazem a recepção à suas congéneres EPAF - Bélgica, Holanda, Dinamarca e Noruega, através da presença de caças F-16 MLU, desenvolvendo um conjunto de exercícios e missões que visam, entre outras valências, a uniformização de procedimentos e o "uso" de armamento nos aviões, nas suas capacidades multi-role.
Para já, o Pássaro de Ferro apresenta um conjunto de imagens obtidas por dois spotters já habituais - Hélder Afonso e Marco Casaleiro - que nos transmitem com mestria as sensações que se podem sentir junto à BA5 durante estes dias.












domingo, 24 de outubro de 2010

ALFA JET'S BELGAS EM MONTE REAL - 1991 (M430-44AL/2010)

Os 5 aparelhos alinhados na parte norte da Alfa 1, vendo-se à esquerda um FTB-337 e, lá mais em cima e entre pinheiros, alguns A-7P na Bravo 1.


O AT 17, o primeiro da linha


AT 28, o último da linha

Pormenor dos bocais de exaustão.

O AT 28 visto de outro ângulo.

Mais um conjunto de fotografias com quase 20 anos, obtidas na BA5-Monte Real pelo Paulo Moreno.
Tratam-se de 5 aparelhos do tipo Alfa Jet 1B, da Força Aérea Belga.
Tanto naquela altura como ainda hoje, algumas forças aéreas europeias fazem frequentes deslocações ao nosso país, aproveitando o bom tempo e um espaço aéreo menos sobrecarregado, isto para além de treinarem operações fora da base-mãe, situações sempre úteis sob o ponto de vista da gestão dos recursos, logística, troca de experiências e treino com esquadras congéneres.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

RED SPARROWS (M429-43AL/2010)


Os ingleses sempre olharam para as suas instituições com um enorme sentido de humor. Não se embrulham em complexos e "respeitinhos" mais ou menos subservientes.
São capazes de brincar com os seus maiores símbolos, com enorme piada.
Há exemplos quanto baste. Lembraria apenas dois dos mais marcantes: Benny Hill e os Monty Phython.
Hoje, no Pássaro de Ferro, uma abordagem que, ainda que ligada aos aviões, rompe com o curso "normal" das edições.
Um grupo de humoristas ingleses decide brincar com um dos maiores símbolos do orgulho britânico, a patrulha acrobática "Red Arrows".
O sketch adopta, com apropósito, a designação "Red Sparrows" e nele o grupo faz arrojadas manobras...
Para ver e, certamente, sorrir!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

EX MERO MOTU (M428-38PM/2010)

Maj PILAV Diná Azevedo aos comandos de um C-295M da Esquadra 502

Em Setembro passado, na BA6 no Montijo, processou-se o render de Comando na Esquadra 502 - Elefantes. Tal acontecimento nada teria de invulgar, não fosse o caso de o TC PILAV Luís Graça, Comandante cessante, ser substituído nas suas funções pela Major PILAV Diná Azevedo, tornando-se esta a primeira mulher a exercer o comando de uma esquadra de voo na Força Aérea Portuguesa (FA).
A actual "Elefante-Mor" da Esquadra 502, Licenciou-se em Ciências Militares e Aeronáuticas entre 1990 e 1995 na Academia da FA,  ao que se seguiu uma primeira passagem pela esquadra que agora comanda, para a realização do curso pluri-motores ainda em 95. Passaria posteriormente a piloto operacional em C-212 Aviocar na Esq 401 entre 1996 e 2000.
Entre 2000 e 2002, já como comandante de esquadrilha, desempenhou funções de instrutora de voo na Academia da FA, seguindo-se três anos na Alemanha como piloto do sistema AWACS da NATO (E-3A Sentry), onde foi já então também a primeira mulher piloto europeia a voar nesta componente e nestes aviões.
Após o curso de oficial superior ainda em 2005, regressaria à Esq 502 onde se manteve até aos dias de hoje, desempenhando sucessivamente as funções de instrutora, (primeiro em C-212-100, depois em C-295M) piloto responsável pela aceitação das aeronaves C-295M (voos de teste efectuados na fábrica em Sevilha) e Oficial de Operações, até atingir o posto de Comandante.

O dia 7 de Setembro de 2010 entra por isso para a história, com naturalidade, como mais um marco das mudanças que, transversais a toda a sociedade, se processaram também na Força Aérea.
Força Aérea que provou mais uma vez que o seu lema "EX MERO MOTU" (por mérito próprio) não é uma frase vazia de conteúdo, mas se aplica a todos os seus profissionais, independentemente do género.


Nota: Agradecimento ao André Garcez pela cedência da foto ilustrativa do artigo.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

UM VOO NO TA-7P 5547 – 9 de Julho de 1991 (M427-42AL/2010)

O autor deste relato, no banco de trás do TA-7P 5547

O Paulo Moreno, que tem cedido algumas das fotografias do seu espólio pessoal ao Pássaro de Ferro, foi militar na BA5 no início da década de 90.
A dada altura, teve a oportunidade de voar num TA-7P, no caso o 5547. É o relato na primeira pessoa que hoje aqui publicamos, acompanhado de algumas fotografias por si obtidas.
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«O dia 9 de Julho de 1991 seria um dos mais marcantes da minha vida. Estava agendado para esse dia o meu voo a bordo de um TA-7P, o avião que fazia parte dos meus dias de militar na BA5.
Logo depois do almoço, fui para a Esquadra 304, onde estavam bastantes pilotos, alguns deles novos, acabados de chegar dos T-37 e que iriam inciar em breve os seus cursos no A-7P.
Um desses novos pilotos iria voar num TA-7P com o comandante de Esquadra e eu, voaria num outro TA-7P.
No briefing, apara além das instruções relativas à segurança e à operação da cadeira ejectável Mcdonell Douglas Escapac C-2, fiquei a saber que o meu baptismo de voo ocorreria numa missão em parelha com um outro TA-7P e que iria acontecer em duas fases e zonas distintas.
 A cadeira ejectável e o equipamento de voo...

A primeira seria um “ataque” na zona da Barragem da Aguieira, no limite dos concelhos de Penacova e Mortágua e a segunda seria mais a sul, para mais um “ataque” na zona de Estremoz.
Depois do briefing, deslocámo-nos para a linha da frente, onde estavam estacionados vários aviões, entre eles os imponentes e “nossos” TA-7P. Cumprimentos habituais ao pessoal de terra e “trepei” para bordo do TA-7P com a matrícula 5547, que se tornaria daquele dia em diante o “meu” TA-7P! Armada a cadeira, por ordem do piloto, efectuaram-se os procedimentos habituais antes da partida e, minutos depois, já estávamos ao fundo da pista 01 de Monte Real.
 O TA-7P s/n 5547 estacionada na placa da Esquadra 304- Magníficos.

Rapidamente tomámos o rumo da barragem da Aguieira onde, uma vez chegados começou o “ataque”. A dada altura, o piloto referiu que o avião estava a fazer o ataque sozinho, sendo que para o assinalar, levantou por alguns segundos uma das suas mãos fazendo questão de mo mostrar.
Os meus níveis de adrenalina estavam bem altos, quase baralhado, nem sabia para onde olhar. O cruzamento de emoções era tal que até se torna difícil descrevê-las.
 Vista parcial do painel do lugar de trás do TA-7P.

Deixámos a barragem em grande estilo, sem um “arranhão na missão”!
Rumámos em parelha em direcção ao Alentejo. Pelo caminho cruzámo-nos com um Tornado alemão, num momento bastante interessante. Previa que a melhor parte da missão estava para começar.
 Em voo, bem baixo, sobre o Alentejo.

E assim foi. E a coisa desta vez foi mais violenta. O “ataque” foi na zona de Estremoz, nas famosas pedreiras mármore, com várias passagens e sempre a sentir bem a força dos g´s, devido ás várias manobras agressivas que se sucediam umas atrás das outras, executadas friamente pelo experiente piloto, sem dó nem piedade pelo pendura do banco de trás. Mal terminava uma, logo outra começava! O fato de voo insuflava, as minhas mãos ficavam sem movimentos devido à força da gravidade exercida. Uma sensação única!
O TA-7P dava-me segurança. Ao mesmo tempo que tudo sucedia, tentava acompanhar como podia os barulhos no cockpit, as luzes no painel e a paisagem às voltas...
 Em voo sobre o Alentejo, avistando-se ao longe o outro TA-7P.

E tal como começou, o “ataque” terminou, sempre em grande estilo. Os dois TA-7P saíram-se bem, como sempre!
De regresso à base, com um céu limpo e de um azul intenso, a voar sobre o meu Portugal, dentro de um magnífico avião!
 Avião já na final para a aterragem em Monte Real.

O meu muito obrigado ao Pássaro de Ferro por me ter dado oportunidade de partilhar, quase 20 anos depois, esta experiência.
Obrigado também à Força Aérea Portuguesa por me ter permitido servir Portugal sobre as suas asas. Agradecimentos extensivos ao então Comandante da BA5, Grupo 51, Esquadra 304-Magníficos, Esquadra 302-Falcões, ao piloto com quem voei, EMAPE, amigos e camaradas da BA5.
Agradecimento especial ao Sr. Canário da secção técnica!»  
      
 Diploma de voo, com os autógrafos e rituais da praxe!

 A Esquadra 304 - Magníficos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

CERIMÓNIA DE RECEPÇÃO DO 1º P-3C CUP+ (M426-37PM/2010)


No passado dia 6 do corrente, realizou-se na BA11 em Beja, a cerimónia da recepção oficial do primeiro dos cinco P-3C CUP+ da Força Aérea, que substituirão os antigos P-3P na Esquadra 601 - Lobos.
O Pássaro de Ferro esteve presente, sendo a reportagem efectuada a publicar no próximo número da revista Sirius a saír no início de Novembro.



A reportagem sobre o Campeonato Mundial de Acrobacia Aérea realizado em Radom na Polónia em Agosto passado, publicada parcialmente na revista Sirius de Set/Out, está agora disponível no arquivo permanente que é o Pássaro de Ferro-Operations, com reportagem fotográfica alargada e comentários.

sábado, 9 de outubro de 2010

HELITECH 2010 (M425-36PM/2010)

A simpatia da organização na recepção aos visitantes
O EH-101 da Força Aérea com lança de reabastecimento em voo foi o objecto de maior curiosidade
O Kamov Ka-32 da Heliportugal com equipamento de combate a incêndios
Cockpit do Ka-32
Um dos poucos movimentos registados no último dia da feira
A indústria internacional pisca o olho ao mercado nacional com a realização da Helitech
As conversas que um evento destes sempre proporciona
A Helibravo uma das empresas nacionais representada com vários helicópteros na exposição
AS-365N3 Dauphin 2 da Heliportugal, a primeira empresa privada de helicópteros em Portugal
Vista lateral do EH-101 Merlin da FAP com lança de reabastecimento em voo
Operações de desmontagem da lança de reabastecimento em voo no fim do evento
Decorreu durante a semana que ora finda, mais concretamente entre  os dias 5 e 7, a segunda edição da feira dedicada às aeronaves de asas rotativas realizada no nosso país.
A Helitech reuniu assim no aeródromo de Tires dispostas em cerca de 80 stands, empresas nacionais e extra-fronteiras, relacionadas de algum modo com o mundo dos helicópteros. Desde fabricantes de aeronaves, instrumentos de voo, instrumentos de vigilância, resgate, simuladores de voo, equipamento de combate a incêndios, imprensa especializada e tudo o mais que se possa imaginar afecto ao tema, fez-se representar com o que de melhor se produz hoje em dia,  com especial relevância para as marcas europeias.

Em movimento, realizando demonstrações de combate a incêndios estiveram dois helicópteros AS350 Ecureuil da Helibravo, que provaram in loco as capacidades destes aparelhos na execução deste tipo de missão, sobre um "incêndio" provocado dentro do perímetro do aeródromo.

Do programa constaram ainda um sem-número de palestras e conferências, que se desenvolveram ao longo dos dois primeiros dias, cobrindo um largo leque de temas relacionados com o treino e operação dos helicópteros.  

De especial relevância, esteve também um EH-101 Merlin da Força Aérea, com sonda de reabastecimento em voo instalada, visão incomum em terras nacionais.

Apesar de ser um certame especialmente dedicado a profissionais, o público em geral não deixou de estar presente nas zonas acessíveis, atestando o interesse e o fascínio que a aeronáutica sempre desperta.

A organização considerou o evento um sucesso, tendo em conta o número de expositores e visitantes. Do ponto de vista nacional, é também bom ver o interesse internacional no nosso mercado, merecedor da realização de uma feira capaz de proporcionar mais e melhores negócios dentro do ramo aeronáutico.

Para o simples apreciador da aviação, qualquer oportunidade (e a Helitech é uma mais) é boa para estar em contacto com os pássaro de ferro, tenham eles hélices, jactos ou rotores.
 

Vista geral da placa da exibição estática
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Fica ainda a lista dos meios aéreos presentes no certame:
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AS-365 Dauphin 2 (Heliportugal) F-OJTU
AS-350 Ecureuil  (Heliportugal) CS-HGO
Ka-32A11BC (Heliportugal) CC-CXV
AW-139 (Heliportugal) CS-HGH
2x AS-350 Ecureuil (Helibravo) CS-HCY e CS-HED
Robinson 44 Raven II (Helibravo) CS-HGF
EH-101 Merlin (FAP)  19611
EC-135  (FAMET UME) ET-196
AS-350B2 Ecureuil (Inaer) CS-HHA
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Realizaram as  demonstrações de combate a incêndios as seguintes aeronaves:
AS-350B3 Ecureuil  (Helibravo) CS-HGZ
AS-350B2 Ecureuil (Helibravo) CS-HFT 
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ANIVERSÁRIO DA BA5-MONTE REAL - 4 DE OUTUBRO, 2ª Parte (M424-41AL/2010)



 O F-86 "5320" a rolar frente à tribuna e encaminhando-se para zona de exposição estática.
4 de Outubro de 1990.


Dupla passagem de uma formação de 11 aeronaves A-7P, faltando o 12º (s/n 5532) que havia já deixado a formação para efectuar de seguida a habitual e arrojada exibição de performance.
4 de Outubro de 1990.

 Exibição de performance do A-7P s/n 5532, numa passagem em configuração de aterragem.


O A-7P s/n 5532 passando frente à tribuna, depois de terminar a sua exibição de performance. 
4 de Outubro de 1990

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