segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pássaro metálico, mas não de ferro...




Como sabem « a filigrana é um trabalho de ourivesaria inteiramente feito à mão que resulta de uma boa dosse de imaginação, paciência e habilidade. Em geral, o corpo de cada peça é constituído por uma armadura feita de lâminas de ouro ou prata, alongadas até à espessura necessária que, desenhando a traço forte o seu contorno, se ramifica ainda em várias nervuras inetriores, com a dupla função de dar consistência á peça. Imprimindo-lhe desde logo uma linha estética, e criar os espaços vazios onde se vai operar a maravilha do seu rendilhado.

Falemos agora da mulher que é mais dedicada como obreira e, numa segunda fase é a mais delicada e consiste em encher, com o auxílio de uma simples pinça, os espaços deixados vazios na armadura, com os fios de ouro adelgaçados até à espessura de um cabelo, fios que a filigraneira (enchedeira) hábil e paciente enrola em "esses" e em espirais, a que chamam de rodilhões ou crespos.

Procede-se finalmente à fixação dos diversos elementos até então apenas ajustados, soldando-os sobre um carvão ou na piruca ou aranhola. Depois é já a fase de acabamentos, recozer, limpar, corar, brunir - e decoração da peça.
»

Aqui há dias vi concluir um trabalho de largos meses (as primeiras peças são sempre assim), de um filigranista que, quis o acaso, é irmão de um amigo destas andanças dos aviões, que conheci no meio do vicio do plástico, mas que tem também dos ditos pássaros de ferro. Gondomar não é só terra de nabos, é a terra por excelência de uma das nobres artes que, como tudo o resto, parece estar a cair em desuso em face do "compro tudo feito", Made in China. O mercado da ourivesaria dita outras leis, e os bons artesãos, gente de outra fibra, criados em gerações que só parecem existir na memória de alguns, apenas encontram trabalho nesta área como complemento a outra actividade profissional qualquer. Ainda assim, mantem-se fieis ao saber de experiência feito de muitos anos a dar vida a obras de arte apartir de materias que ao pincípio nada parecem ser nobres, mas que no final nos deixam de rastos de tão belos que são.

Há alguns anos atrás eu e outros amigos, e também o aludido irmão, fizemos pressão meses a fio, se calhar até mais que isso, para conseguir que o Sr. Joaquim Santos, que é de quem estamos a falar, produzisse uma peça para uma ocasião especial de uma das associações de que sou membro, a AEFA. Muita pressão e entusiasmo depois ele lá deu por concluida a sua obra, um T-6 á escala 1/100 (aproximadamente), que era um regalo para os olhos e serviu de forma soberba o propósito da homenagem que queriamos fazer.
Muito tempo passou até que conseguissemos igual proeza, mas desta feita um Lockheed T-33A, que foi há pouco dias ofertado também ele a um amigo.

Aqui vos trago essa peça, também ela de rara beleza, na mais pura tradição da filigrana gondomarense.






sexta-feira, 23 de novembro de 2007

PARA QUE OUTROS VIVAM

É o título de uma grande reportagem da TSF que irá para o ar, hoje depois das notícias das 19h.
Para os interessados por estas coisas do ar, há sempre um enorme interesse em ouvir (no caso) estas histórias.
Para os que acham que a missão da Força Aérea se confina ao gasto dos dinheiros públicos, a reportagem explicará, estou certo, que assim não é e que muito desse dinheiro tão "chorado" por essa turba indignada serve "Para que outros vivam", algures em terra e sobretudo no mar.
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Crédito da foto: aqui

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Cursos

Vários cursos sobre temas aeronáuticos.

sábado, 17 de novembro de 2007

MONTE REAL - JULHO DE 1988, A OUTRA METADE DA ESTÓRIA




Companheiro que fui do António Luís na jornada de Monte Real - Julho de 1988, vou por isso contar a minha versão dos acontecimentos.

Terei assim que corrigir vários pontos na referida estória, começando por reenquadrá-la no dia 5 de Setembro de 1988 e não em Julho como mencionado. Merece-me ainda reparo o facto de termos realmente chegado a ver A-7s no ar, embora isso tenha acontecido enquanto percorríamos os tais 7 km que separam a estação de comboios da Base. 3 A-7P e um TA-7P em duas parelhas. Depois de lá chegarmos, aí sim, e para nossa desilusão (razão pela qual ficou provavelmente marcada na memória do António Luís como inactividade, além de ter sido o ano em que a frota esteve mais de um mês totalmente parada devido a problemas de motor) nem mais um A-7 em acção.

O terceiro reparo tem a ver com o Mirage belga que estava estacionado na placa da 304 e do qual vimos a substituição de motor, que era um Mirage 5 e não um Mirage III, conforme mencionado.

Recordo-me da especulação que movemos à volta da presença do dito Mirage, pelo facto da sua camuflagem ser perfeitamente idêntica à dos nossos A-7: que era um destacamento para ficar em Portugal e por isso aquela camuflagem, que teria tido uma emergência no ar e sido obrigado a aterrar em LPMR, etc. Nunca o chegámos a saber mas o mais certo é que tenha sido um avião que não teria regressado à Bélgica de um squadron exchange, devido à avaria.

Todo o resto da história contada é verdadeira. Os 35 graus, a linha de comboio torta e o cheiro ao diesel da locomotiva.

Recordo-me ainda de um polícia aéreo que se acercou de nós com ar circunspecto pelo lado de dentro da vedação, indagando se tínhamos máquina fotográfica. Ao que respondemos que não (a máquina estava atrás de nós no respectivo saco poisado no chão!). A lente de 50 mm no entanto, e a placa pendurada na rede a dizer “campo minado” (levámos a coisa a sério) não permitiram fotos melhores que as acima apensas.

Sei também que comprei na Figueira da Foz da parte da manhã, um kitt de um T-33 à escala 1/72, que ainda hoje possuo.

Estas correcções foram possíveis porque ao contrário do nosso comandante do Pássaro eu pude fazer batota e não me socorrer apenas da minha memória. As correcções vieram de uma agenda onde já na altura apontava os acontecimentos aeronáuticos que visualizava, numa espécie de génese de spotting. Embora por aqueles dias estivesse longe de saber o que isso era.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

MODELISMO EM MACEDA - 2007

Conforme o "prometido" aqui fica a reportagem fotográfica do "Modelismo em Maceda - 2007"!
Os meus Parabéns ao Emanuel Alves por mais um evento cheio de sucesso e qualidade.
Fotos do "meu destacamento":


A- 7P 5532 - Escala 1/72

F-16B 15118 - Escala 1/72


F-16B 15120 - Escala 1/48

Algumas imagens da exposição e da visita ao AM1:





Fotos: (c) A. Luís

domingo, 4 de novembro de 2007

DESTACAMENTO

Por estes dias, tenho um destacamento de 3 aeronaves no "Modelismo em Maceda - 2007", em
3 dioramas:
1 - A-7P s/n 5532, Esc. 1/72
1 - F-16B s/n 15118, Esc. 1/72
1 F-16B s/n 15120, Esc. 1/48

Conto apresentar, em breve, uma reportagem fotográfica deste evento, em que o plástico e o engenho dos modelistas são reis.
Ontem, sábado, foi também possível efectuarmos uma visita ao núcleo museológico do AM1, onde estão 1 Alfa Jet, 1 Aviocar, 1 FTB-337G, 1 T-38, o AL-III de alerta, 1 T-37C (ainda por montar), entre outras peças de enorme valor.
Conto também deixar aqui no "Pássaro de Ferro", brevemente, uma sinopse fotográfica desta visita!

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